Publicada em 20/01/2026 às 16h11
A Agência de Regulação e Desenvolvimento de Porto Velho (ARDPV) realizou em 9 de janeiro de 2026 a segunda reunião do Grupo de Trabalho do Índice de Progresso Social (IPS). O encontro tratou da organização da governança de dados e da qualificação das informações usadas no planejamento de políticas públicas.
Participaram representantes da Secretaria Municipal de Economia (Semec), da Secretaria Municipal de Tecnologia da Informação (SMTI) e equipes técnicas da ARDPV. A proposta é alinhar secretarias e padronizar dados usados nos indicadores do IPS.
“O Índice de Progresso Social nos permite enxergar, de forma objetiva, onde estão os principais desafios do município. Ao fortalecer a governança dos dados e integrar as secretarias nesse processo, estamos qualificando a tomada de decisão e garantindo que as políticas públicas sejam orientadas por evidências concretas e alinhadas às reais necessidades da população”, disse Larissa Ananda Paiva Maciel, secretária executiva de Planejamento da Semec.
O grupo validou o ofício e o formulário diagnóstico que serão enviados às secretarias. Cada pasta responderá a um único formulário, de forma conjunta, para garantir consistência das informações e articulação interna. O material servirá de base para visitas técnicas com participação direta de secretários e chefes de pasta.
A comissão apontou o saneamento básico como área prioritária, a partir dos dados do IPS. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) foi incluída no primeiro grupo de visitas. O cronograma preliminar prevê Seinfra e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) entre 12 e 16 de fevereiro; Secretaria Municipal de Educação (Semed) entre 19 e 23 de fevereiro; e Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e Secretaria Municipal de Assistência Social e da Família (Semias) a partir de 26 de fevereiro.
Para Valdir A. Vargas Jr., diretor de Desenvolvimento e Sustentabilidade da ARDPV, o IPS deve orientar decisões da gestão pública. “Mais do que um indicador, o IPS é um instrumento de gestão pública. Ele evidencia fragilidades estruturais, especialmente na governança de dados, e nos orienta na priorização de ações e investimentos”.
O grupo discutiu problemas na gestão de dados, como uso de planilhas isoladas, falta de integração de sistemas e ausência de padronização. Entre os encaminhamentos estão a formalização dos responsáveis pelas bases de dados, o mapeamento dos sistemas de cada secretaria e a elaboração de um protocolo municipal de governança de dados.
A próxima reunião do Grupo de Trabalho está prevista para fevereiro de 2026.



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