Publicada em 10/01/2026 às 09h31
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste sábado (10) que a preservação da segurança no país é um ponto crítico e inegociável, enquanto o regime intensifica os esforços para conter os maiores protestos no país em anos. O Exército também jurou proteger a infraestrutura estratégica e o patrimônio público.
➡️ Há duas semanas, atos generalizados, os maiores desde 2009, contra o regime do aiatolá Ali Khamenei têm tomado o país. Os protestos deixaram mais de 60 mortos e causaram a prisão de 2.500 pessoas, segundo contagens de organizações de direitos humanos.
Em nota publicada por sites de notícias iranianos, os militares acusaram Israel e “grupos terroristas hostis” de tentar “minar a segurança pública do país."
As declarações acontecem após o presidente dos EUA, Donald Trump, emitir um novo alerta aos líderes do Irã, dizendo que o seu país pode intervir caso o número de mortes cresça. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou ainda: “Os Estados Unidos apoiam o bravo povo do Irã”.
A agitação no Irã continuou ao longo desta madrugada. A mídia estatal informou que um prédio municipal foi incendiado em Karaj, a oeste de Teerã, e culpou “manifestantes violentos”.
A TV estatal exibiu imagens de funerais de integrantes das forças de segurança que, segundo o governo, foram mortos em protestos nas cidades de Shiraz, Qom e Hamedan.



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