Publicada em 26/01/2026 às 08h46
A direita no Brasil defende Estado máximo para si e Estado mínimo para o povo
CARO LEITOR, o governo Lula III (2023-2026) baseia-se em uma coalizão ampla que inclui partidos de direita e centro-direita, principalmente do “Centrão”, para garantir governabilidade e aprovação de pautas no Congresso Nacional. O toma lá dá cá é uma prática recorrente nos governos que não conseguem eleger a maioria do parlamento, daí negocia cargos no primeiro, segundo e terceiro escalão, além de indicações em estatais, agências reguladoras e assentos em conselhos, a exemplo do cobiçado assento no conselho de Itaipu. Engana-se em Rondônia quem acredita que os partidos de centro, centro-direita e direita estejam distantes do governo do presidente Lula (PT-SP), pelo contrário, estão todos contemplados e ocupando ministérios estratégicos como Turismo, Comunicações, Agricultura, Pesca, Integração e Transportes. Esse cenário de coalizão para governar existe desde a redemocratização e nos ensina algo importante: a direita no Brasil defende Estado máximo para si e Estado mínimo para o povo.
Participa
Os principais partidos de centro, direita ou centro-direita que participam do governo do presidente Lula (PT-SP) são os seguintes: União Brasil - ocupa os ministérios das Comunicações com Frederico de Siqueira Filho (União-PE) e do Turismo com Gustavo Feliciano (União-PB).
Integram
O PP e o Republicanos, embora tenham forte ala bolsonarista, integram a base do governo do presidente Lula (PT-SP). O PP ocupa o Ministério dos Esportes com André Fufuca (PP-MA) e o Republicanos ocupa o Ministério dos Portos e Aeroportos com Silvio Costa Filho (Republicanos-PE).
Ocupa
O PSD (Partido Social Democrático), liderado por Gilberto Kassab, ocupa Agricultura (Carlos Fávaro), Pesca (André de Paula) e Minas e Energia (Alexandre Silveira). Três pastas importantíssimas e estratégicas para o país.
Fisiologismo
O MDB (Movimento Democrático Brasileiro), considerado um partido de centro, participa de todos os governos por conta do fisiologismo partidário. Em face disso, comanda os ministérios do Planejamento com Simone Tebet (MDB-MS), Cidades com Jader Filho (MDB-PA) e dos Transportes com Renan Filho (MDB-AL).
Coalização
O PT e os partidos de esquerda e centro-esquerda, a exemplo do PSB, PDT, PCdoB, Solidariedade, Rede e o PSOL, detêm o controle dos demais ministérios do governo do presidente Lula (PT-SP), que ao todo são 38. Em face disso, qualquer governo sempre será plural por conta da necessidade da coalizão para governar.
Oposição
O PL, que já indicou o vice-presidente José de Alencar (PL-MG) durante o governo Lula I e II, abriga atualmente as forças reacionárias do país e faz oposição ferrenha ao governo do presidente Lula (PT-SP) sob a liderança do clã Bolsonaro. Antes, esse papel era do PSDB, PP e do PFL, esse último virou Democratas e, na atualidade, se tornou União Brasil.
Coerente
Falando em PSDB, sem medo de ser feliz, considero a legenda tucana como o partido mais coerente da República por não fazer na sua história, por não compor ou indicar cargos no governo do PT. O PSDB sempre fez oposição responsável aos governos petistas, comandou o maior plano de estabilização econômica do país e iniciou as reformas necessárias que projetaram o Brasil como país emergente.
Independência
O partido Podemos, com a bancada de 18 deputados federais e sendo a 8ª maior bancada na Câmara dos Deputados, não integra o governo do presidente Lula (PT-SP). O Avante segue na mesma linha de independência partidária no Congresso Nacional.
Ensina
A coalizão para garantir a governabilidade nos ensina algo importante: a direita em Rondônia não é liberal e nem anti-Estado. Essa direita é contra o Estado-máximo para o povo, em especial, contra os direitos trabalhistas, programas sociais, SUS, aposentadoria e outros temas relevantes de combate à desigualdade social.
Rondônia
Em Rondônia, reina a incoerência política e a hipocrisia. Os nossos representantes políticos no Congresso Nacional, distribuídos nos partidos PP, Republicanos, União Brasil e PSD, fazem discurso de direita e anti-PT, inclusive malhando o presidente Lula (PT-SP) como se fosse dia de Judas para agradar a base eleitoral bolsonarista.
Brasília
Em Brasília, nossos representantes políticos estão dentro do governo do presidente Lula (PT-SP) por conta dos partidos PP, Republicanos, União Brasil e PSD comporem a base do governo no Congresso Nacional. Neste caso, participam da distribuição de cargos, negociando emendas, tomando decisões e votando com o governo.
Pé
No jogo do poder, adversários dizem que o ex-senador Expedito Júnior (PSD-Rolim de Moura) está com um pé na esquerda e outro na direita porque articula a pré-candidatura de governador do prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), e na outra ponta, o seu filho, o ex-deputado federal, Expedito Netto, deixou o PSD de Kassab e se filiou ao PT para disputar o governo de Rondônia.
Caminhada
O senador Jaime Bagattoli (PL-Vilhena) e o pré-candidato a senador Bruno Scheid (PL-Ji-Paraná) participaram de um trecho da caminhada em defesa da justiça e da liberdade puxada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Bagattoli e Scheid chegaram com Nikolas a Brasília.
Preferiram
O senador Marcos Rogério (PL-Ji-Paraná) e o deputado federal Fernando Máximo (União Brasil-Porto Velho) preferiram participar do ato de recepção em Brasília da caminhada liderada por Nikolas Ferreira. Ambos se pouparam de fazer o esforço físico de colocar o pé na estrada e enfrentar o sol, a poeira e a chuva.
Acorda
A caminhada liderada de Minas Gerais a Brasília, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), foi denominada inicialmente de “caminhada pela justiça e liberdade”, mas finalizou com “acorda Brasil” em referência à Débora do Baton, condenada pelo seu envolvimento no 8 de janeiro.
Disfarçada
Em conversa com a coluna, o pré-candidato a governador da Rede Sustentabilidade, advogado Samuel Costa, indagou se o país acordou realmente com a jogada eleitoral de Nikolas Ferreira disfarçada de peregrinação religiosa. Para ele, enquanto houver essa mistura de política e religião, o país estará fadado ao atraso e a grande maioria da população será enganada e permanecerá na pobreza.
Narrativa
Segundo o pré-candidato a governador, Samuel Costa (Rede-Porto Velho), o saldo da caminhada é uma narrativa espiritual e de um raio caído do céu, deixando 30 pessoas feridas. Segundo Samuel, quando você transforma política em missão divina, morre o debate racional e propositivo. Além disso, o messianismo político do Acorda Brasil não acordou o país.
Defesa
O pré-candidato a governador, advogado Samuel Costa (Rede-Porto Velho), provocou: quem bancou a logística empresarial da caminhada de Nikolas Ferreira? Samuel ainda disse que a caminhada de Nikolas não foi do povo em defesa da educação, saúde, moradia, emprego e pelo fim da corrupção no país, mas para tirar atenção do envolvimento de bolsonaristas no escândalo do banco Master e do INSS.
Audiência I
O deputado estadual Alan Queiroz (Podemos-Porto Velho) se antecipou e aprovou, em 20 de dezembro do ano passado, em sessão plenária da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO), requerimento convocando audiência pública para debater os impactos da concessão da BR. 364.
Audiência II
Segundo o deputado Alan Queiroz (Podemos-Porto Velho), a audiência pública servirá para dar voz a comerciantes, produtores rurais e profissionais liberais em dificuldades devido aos preços abusivos do pedágio cobrado pela concessionária da Nova BR. 364. Alan espera a participação dos representantes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e da bancada federal.
Pedágio
Falando em pedágio, o ex-candidato a prefeito de Porto Velho, advogado Célio Lopes (PDT-Porto Velho), ingressou com uma ação popular questionando a implantação do pedágio em Rondônia. A iniciativa reforça uma atuação marcada pela defesa do cidadão comum diante de medidas que pesam no bolso do povo.
Histórico
O advogado Célio Lopes possui histórico de atuação em causas de grande relevância social e econômica no estado. Em um caso que tramitou na Justiça de Ji-Paraná, o advogado atuou na defesa de produtores rurais vítimas de um esquema de fraude envolvendo a compra de gado, obtendo uma decisão considerada inovadora, que autorizou a responsabilização direta dos envolvidos e o bloqueio de bens para garantir os direitos das vítimas.
Comando
A cúpula partidária do PRD e Solidariedade - partidos federados - desembarcará em 12 de fevereiro em Rondônia para resolver com quem fica o comando partidário do PRD e da federação. Fontes palacianas revelam que a federação PRD e Solidariedade ficará sob o comando do secretário-chefe da Casa Civil, Elias Rezende.
Visita
O vereador Gedeão Negreiros (PSDB-Porto Velho) realiza visitas constantes às suas bases eleitorais. Dessas visitas, resultou no pedido de providências atendido pela SEIMFRA no tocante à limpeza pública do mato no entorno das Escolas Ely Bezerra de Sales e Eduardo Valverde Araújo Alves, localizadas no Parque Amazônia.
Sério
Falando sério, a maior tarefa dos progressistas é descortinar os atores do teatro político da incoerência. Os nossos representantes políticos estão dentro de partidos que compõem o governo do presidente Lula (PT-SP), participando da distribuição de cargos, negociando emendas, tomando decisões e votando com o governo. Em Rondônia, fazem discurso de direita e se apresentam como anti-Lula e anti-PT. Pura hipocrisia.



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