Publicada em 12/01/2026 às 09h17
A atriz Titina Medeiros morreu neste domingo (11), aos 48 anos, durante tratamento contra um câncer de pâncreas. A informação foi confirmada por familiares por meio das redes sociais, gerando comoção entre colegas de profissão e admiradores do seu trabalho.
Natural de Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, Titina — nome artístico de Izabel Cristina de Medeiros — foi criada em Acari. Ao longo da carreira, construiu uma trajetória sólida nas artes cênicas, com atuações marcantes no teatro, na televisão e no audiovisual.
O grande reconhecimento nacional veio em 2012, quando interpretou a personagem Socorro na novela Cheias de Charme. A atuação carismática a projetou para o grande público e consolidou seu nome entre os talentos da dramaturgia brasileira. Na vida pessoal, Titina era casada há quase duas décadas com o ator César Ferrario, com quem também dividiu cenas na televisão.
Nos últimos anos, a atriz seguiu em atividade e esteve no elenco da produção No Rancho Fundo, exibida em 2024. Ela também integrou outras obras conhecidas da TV, como Onde Nascem os Fortes, Geração Brasil, A Lei do Amor e Mar do Sertão.
No teatro, Titina teve atuação intensa e plural. Participou de montagens como Meu Seridó, Dois Amores y Um Bicho, Hamlet e Pobres de Marré. Também integrou e ajudou a fortalecer coletivos teatrais, como o Casa de Zoé e o grupo Candeia, onde atuava como diretora, reforçando seu compromisso com a formação artística e a cultura regional.
A despedida gerou manifestações emocionadas. Em publicação nas redes sociais, a irmã da atriz, Rejane Medeiros, prestou homenagem lembrando a personalidade bem-humorada de Titina e os momentos compartilhados nos palcos e na vida.
O Ministério da Cultura também divulgou nota de pesar, ressaltando a trajetória da atriz como marcada pelo talento, pelo humor e pela defesa da cultura brasileira. A pasta destacou ainda o orgulho de Titina como representante do Nordeste e sua participação, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um ato pelo Dia do Artista, em 2021, quando a atriz defendeu políticas públicas de incentivo à produção cultural fora do eixo Rio-São Paulo.



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