Publicada em 14/01/2026 às 10h44
O “sistema” contra a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República
CARO LEITOR, a pré-candidatura à Presidência da República do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o filho zero um do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), enfrenta ataques do “sistema”. Neste caso, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, com base no pedido da deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), em 7 de janeiro, encaminhou para a Polícia Federal (PF), abertura de investigações contra o senador Flávio por publicações que associam o presidente Lula (PT-SP) ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. O envio foi uma das últimas ações de Lewandowski à frente da pasta, que entregou sua carta de demissão a Lula na última quinta-feira (8). Nesse caso, a PF (Polícia Federal) analisará o pedido e, após análise, pode ou não abrir um inquérito. No documento, a deputada petista denuncia uma suposta prática de crimes contra a honra do presidente Lula ao citar uma postagem do pré-candidato do PL à Presidência na qual ele afirma que Maduro iria delatar o petista, o que causaria o fim do “Foro de São Paulo”, daí Flávio teria cometido os delitos de calúnia, difamação e injúria, no jogo de narrativas, uma espécie de piada pronta.
Sistema
Não é apenas o sistema que vai para cima do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O núcleo duro do PP, Republicanos, União Brasil, PSD e o PL - partidos de direita, centro-direita, centro e extrema-direita, não quer Flávio como candidato a presidente.
Presente
Na imprensa, colunistas e analistas políticos consideram a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República como um presente para o presidente Lula (PT-SP). Pesquisas de intenção de votos recentes mostram que, num segundo turno, Lula venceria Flávio com uma diferença de 15 pontos percentuais.
Agastados
As principais lideranças da direita, do centro direita, centro e da extrema-direita que votaram com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), ficaram agastadas com a indicação monocrática do pai para o filho Flávio Bolsonaro como eventual candidato à Presidência da República.
Rejeição
Para piorar o quadro de rejeição ao seu nome pelo núcleo duro do PP, Republicanos, União Brasil, PSD e o PL, ficou feio para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) precificar uma eventual desistência de disputar a Presidência da República em outubro próximo. Anistia, perdão para o seu pai, eis a troca em questão.
Fascista
No último domingo (11), durante a coletiva de imprensa do Globo de Ouro 2026, em Los Angeles, nos Estados Unidos, o ator Wagner Moura, que recebeu o prêmio de Melhor Ator de Drama pelo filme O Agente Secreto, chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de fascista.
Cretino
Em resposta a Wagner Moura, o pastor Silas Malafaia disparou no X ataques pessoais a Wagner Moura, a quem chamou de “artista cretino”. Além disso, escreveu: “Você está morando no lugar errado, ao invés dos EUA, vai morar em Cuba, seu esquerdista de araque!”.
Errado
Falando em lugar errado, o ex-senador Acir Gurgacz, presidente estadual do PDT, legenda brizolista que carrega a bandeira do trabalhismo, causou surpresa ao afirmar que seu espectro ideológico é “direito”, ou seja, nem esquerda e nem direita. Uma fala curiosa para quem lidera um partido com forte ideologia de esquerda.
Tentativa
A declaração do ex-senador Acir Gurgacz, presidente estadual do PDT, não passa de uma tentativa de se reposicionar politicamente para as eleições de 2026 ao flertar com o eleitor da direita e da extrema-direita, dando um “chega para lá” na esquerda, com quem sempre caminhou historicamente em Rondônia, em especial, com a ex-senadora Fátima Cleide (PT-Porto Velho).
Aberto
O ex-senador Acir Gurgacz (PDT), com essa declaração de “direito”, deve provocar reações de indignação dos históricos fundadores da legenda brizolista em Rondônia. A coluna tentou até falar com o Rui Mota, fundador da legenda em Rondônia, para arrancar dele um comentário, mas não obtivemos êxito. Mas o espaço segue aberto.
Direita
Falando em direito, o pré-candidato a governador do PSD e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), em recente podcast, se declarou com espectro ideológico de direita. Na sua fala, ele disse que não pode administrar uma cidade sem receber recursos, seja de parlamentares de esquerda ou de direita.
Pragmatismo
Segundo o pré-candidato a governador pelo PSD e prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD-Cacoal), o gestor público que coloca a posição política à frente da gestão municipal fecha as portas para atrair investimentos para o município. Neste caso, Fúria recorre ao pragmatismo político defendido pelo filósofo Richard Rorty para tocar e ter êxito na sua administração frente a capital do café.
Tempestade
Falando em posição política, observo como tempestade num copo d’água o rompimento político do ex-deputado federal Expedito Netto (PSD-Porto Velho) com o seu pai, o ex-senador Expedito Júnior (PSD-Rolim de Moura). Existe uma máxima da minha mãe que carrego comigo, ela diz: “Filho, foi feito para o mundo, não para ficar grudado na barra da saia da mãe e da calça do pai!”
Repercute
A entrevista do governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) ao programa SIC News, comandado por Everton Leoni e Natally Messias, ainda repercute na imprensa e nos bastidores do poder por conta do anúncio da sua possível desistência de concorrer a uma vaga ao Senado e o balanço geral da sua gestão frente ao Palácio Rio Madeira.
Vontade
Em relação à possível desistência de concorrer a uma vaga ao Senado, na minha opinião, o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) truca quando deixa seu futuro político na “vontade de Deus”. Neste caso, rever sua decisão de concluir o mandato e se lançar na disputa ao Senado.
Saúde
A saúde é outro ponto nevrálgico da gestão do governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho). Rocha continua apanhando nessa pauta gratuitamente. Contudo, é preciso reconhecer os avanços na compra do Hospital de Campanha e na inauguração com pleno funcionamento do Hospital Regional de Guajará-Mirim. Além disso, reformas pontuais no Cemetron, HB, JP II e no Hospital Regional de São Francisco.
Decisão
O Governo de Rondônia, após tratativas entre o governador Coronel Marcos Rocha (União-Porto Velho) e o prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos-Vilhena), assumiu a governança técnica e o financiamento do Hospital Regional de Vilhena, que antes era de responsabilidade da Prefeitura de Vilhena. A decisão também contempla o Centro de Parto Normal e o Instituto do Rim de Vilhena, considerados serviços estratégicos de média e alta complexidade para o Cone Sul de Rondônia.
Desafio
A parceria do governo do Coronel Marcos Rocha com a iniciativa privada e a chegada das carretas da saúde colocaram fim nas filas quilométricas de pacientes que aguardavam para realizar cirurgias eletivas e exames clínicos. Agora o maior desafio de Rocha será arrancar o aval dos técnicos do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) para adquirir o Hospital 9 de julho para desafogar o JP II.
Pífio
O desempenho do partido Novo foi pífio nas últimas eleições municipais no país inteiro. Em Rondônia, conseguiu eleger quatro vereadores. Em Porto Velho, o ex-candidato a prefeito, advogado Ricardo Frota, não deslanchou nas urnas por falta de estrutura mínima de campanha.
Fiasco
Das nominatas de vereadores que o partido Novo conseguiu montar em Rondônia, na capital e no interior, conseguiram eleger apenas quatro vereadores. Neste caso, a nominata da capital foi um fiasco e das nominatas do interior, só conseguiram eleger quatro vereadores.
Mandatários
O partido Novo, na atualidade, em Rondônia, conta com os seguintes mandatários: vereador Lucas Folhador (Novo-Ariquemes); vereadora Doutora Rosana Veterinária (Novo-Ji-Paraná); vereador Thonatan Libarde (Novo-Monte Negro) e Weuler Silva (Novo – Ouro Preto do Oeste).
Dificuldades
Fontes partidárias revelaram à coluna que o partido Novo está com dificuldades de montar a nominata de deputado estadual e federal para as eleições de outubro próximo por conta da falta de um projeto de poder consistente e coeso. Neste caso, alguém com experiência partidária para tocar o partido e levá-lo ao sucesso nas urnas.
Laranja
Atualmente, o partido Novo é conduzido pelo chefe de gabinete do vereador Lucas Folhador (Novo-Ariquemes), espécie de laranja porque, de forma equivocada, o Estatuto do partido impede mandatários de assumir o comando partidário em qualquer escala. Em face disso, a legenda não cresce, já vivi isso no passado com o extinto Partido Humanista da Solidariedade (PHS).
Filiar
O candidato a deputado federal e a estadual, antes de se filiar ao partido Novo, precisa saber que a baixa representação no Congresso Nacional deixou o partido sem propaganda partidária e acesso mínimo ao Fundo Partidário e ao FEFC para financiar a estrutura partidária e as campanhas eleitorais, respectivamente.
Arrastou
O colunista Robson Oliveira confessou na sua última coluna que está se esquivando de comparecer a convites de políticos para festas. Por conseguinte, escreveu que o prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho), com alta popularidade evidenciada pelos institutos de pesquisa, arrastou uma multidão no último domingo (12) para comemorar o seu aniversário no Clube da OAB, inclusive o próprio Robson.
Atrair
Segundo o colunista Robson Oliveira, presente ao aniversário do prefeito Léo Moraes (Podemos-Porto Velho), a festa contou com a presença de gregos e troianos dividindo o mesmo espaço, sem manifestar os conflitos que infestam as redes sociais e os grupos de WhatsApp. Segundo ele: “um fenômeno sociológico raro”. Entretanto, Léo não conseguiu atrair a presença da vice-prefeita Magna dos Anjos (Podemos-Porto Velho).
Resposta
Em resposta à coluna, a EcoPVH esclareceu que o tratamento dos resíduos de serviços de saúde em Porto Velho não foi interrompido em nenhum momento. Desde o início da operação, o serviço vem sendo realizado de forma contínua e regular, em unidade devidamente licenciada, conforme permite o contrato emergencial vigente.
Encontrou
Em relação ao corte de energia para garantir o funcionamento do Incinerador Municipal da Vila Princesa, a EcoPVH informou que, ao assumir a gestão da unidade, encontrou o local sem condições operacionais mínimas, inclusive faltando o relógio de energia, a bomba d'água, os sistemas essenciais e o elevador da máquina de incineração deteriorado, conforme registros fotográficos e oficializado aos órgãos competentes.
Sério
Falando sério, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) não tinha escolha quando impôs o nome do filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como seu sucessor na disputa presidencial. Eduardo está foragido nos EUA, Carlos está descompensado emocionalmente e Michelle não tem a confiança do marido e dos enteados. Contudo, Michelle ainda é o melhor nome para disputar a Presidência da República, por sua vez, precisa se submeter a um intensivão de política, economia e relações internacionais.



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