• Capa
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Polícia
  • Geral
  • Interior
  • + Editorias
    • Brasil
    • Mundo
    • Entretenimento
    • Esportes
    • Vídeos
    • WebStories
  • Contato
DECLARAÇÃO

Relatora da ONU diz que Israel comete genocídio na Faixa de Gaza

É a primeira vez que informe ligado à ONU acusa Israel de genocídio

Por Agência Brasil
Publicada em 25/03/2024 às 15h50
Nos acompanhe pelo Google News

A relatora especial das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, publicou relatório nesta segunda-feira (25) afirmando que existem “motivos razoáveis” para sustentar que Israel promove um genocídio na Faixa de Gaza.

Israel rebate dizendo que o informe é uma “inversão obscena da realidade” e diz que respeita o direito humanitário internacional.

Essa é a primeira vez que um informe ligado à ONU acusa Israel de genocídio. A relatora, que tem um mandato independente, foi nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.

“A natureza esmagadora e a escala do ataque de Israel à Gaza e as condições de vida destrutivas que [Israel] infligiu revelam uma intenção de destruir fisicamente os palestinos, enquanto grupo”, diz o informe da relatora.

O governo de Tel Aviv enfrenta ainda a acusação de genocídio na Corte Internacional de Justiça (CIJ), resultado de denúncia apresentada pela África do Sul e apoiada por diversos países, entre os quais, o Brasil.

A relatora para os direitos humanos nos territórios palestinos, Francesca Albanese, pede ainda que os países promovam um embargo de armas contra Israel, além da adoção de outras medidas econômicas e políticas que garantam o cessar-fogo imediato e duradouro, incluindo sanções contra o governo de Tel Aviv.

Genocídio é processo

A especialista da ONU argumenta que o genocídio pode ser caracterizado como “a negação do direito de existência de um povo e a subsequente tentativa ou sucesso na sua aniquilação” e que esse crime é “‘um composto de diferentes atos de perseguição ou destruição’, que vão desde a eliminação física até a ‘forçada desintegração’ das instituições políticas e sociais de um povo, da cultura, da língua, sentimentos e religião. O genocídio é um processo, não um ato”.

De acordo com Albanese, os atos de Israel em Gaza podem ser caracterizados como genocídio porque o país teria cometido, ao menos, três atos proibidos pela Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio, de 1948. Seriam eles: o assassinato de membros do grupo; os sérios danos corporais ou mentais aos membros do grupo, além de infligir “deliberadamente ao grupo condições de vida calculadas para provocar a sua destruição física, no todo ou em parte”.

A relatora especial da ONU para Palestina ainda cita o bloqueio à ajuda humanitária na região como outro elemento para caracterizar o crime de genocídio.

“O bloqueio reforçado de Israel a Gaza causou a morte por fome, incluindo dez crianças por dia, ao impedir o acesso a abastecimentos vitais.”

De acordo com o informe, Israel tem buscado ocultar sua conduta em Gaza sustentando que está respeitando o Direito Humanitário Internacional (DHI). “Israel invocou estrategicamente o quadro do DHI como ‘camuflagem humanitária’ para legitimar a sua violência genocida em Gaza”, completou.

Albanesa defende que não há respeito ao DHI porque “Israel tratou, de fato, todo um grupo protegido e a sua infraestrutura de sustentação da vida como ‘terrorista’ ou ‘apoiador do terrorismo’, transformando assim tudo e todos num alvo”.

Outro elemento usado pela relatora especial para caracterizar a ação de Israel em Gaza como genocídio são as declarações de autoridades de Tel Aviv que, segundo ela, estariam tentando desumanizar os palestinos.

“A desumanização pode ser entendida como fundamental para o processo de genocídio”, destacou.

Conflito colonial

A relatora da ONU Francesca Albanese sustentou ainda em seu informe que a ação de Israel em Gaza é mais uma fase de um longo processo de apagamento colonial.

“Durante mais de sete décadas, este processo sufocou o povo palestino como grupo – demograficamente, culturalmente, econômica e politicamente –, procurando deslocá-lo, expropriar e controlar as suas terras e recursos.”

“As ações de Israel foram impulsionadas por uma lógica genocida integrante do seu projeto colonial de colonização na Palestina, sinalizando uma tragédia anunciada”, completou Albanese, acrescentando que “deslocar e apagar a presença árabe indígena tem sido uma parte inevitável do processo de formação de Israel como um ‘Estado Judeu’”.

Israel

O ministério das Relações Exteriores de Israel divulgou nota em que condena o relatório de Albanese que, de acordo com Tel Aviv, “continua a sua campanha de deslegitimação da própria criação e existência do Estado de Israel”.

“Fica claro no relatório que a Relatora Especial começou com a conclusão de que Israel comete genocídio e depois tentou provar as suas opiniões distorcidas e politicamente motivadas com argumentos e justificações fracas”, destacou o comunicado.

“O relatório é, portanto, uma inversão obscena da realidade, onde um suposto perito pode fazer acusações ultrajantes, quanto mais extremas, melhor”, completou.

Ainda de acordo com o comunicado, o relatório “é uma tentativa de esvaziar a palavra genocídio da sua força única e do seu significado especial” e que a guerra em Gaza “é contra o Hamas e não contra civis palestinos”.

O comunicado de Israel finaliza dizendo que o parecer “é mais uma mancha no seu mandato tendencioso e só traz ainda mais descrédito ao Conselho dos Direitos Humanos”.

Geral DECLARAÇÃO
Imprimir imprimir
 
Leia Também
Prefeitura de Ji-Paraná promove ações do projeto “Saúde do Jovem” nas UBSs do município
ENCONTROS EDUCATIVOS
Prefeitura de Ji-Paraná promove ações do projeto “Saúde do Jovem” nas UBSs do município
Governo amplia prazo de pagamento do ICMS para empresas participantes da Rondônia Rural Show 2026
INCENTIVO FISCAL
Governo amplia prazo de pagamento do ICMS para empresas participantes da Rondônia Rural Show 2026
Escoteiros e desbravadores participam de ações educativas do Maio Amarelo, em Porto Velho
DETRAN EM MOVIMENTO
Escoteiros e desbravadores participam de ações educativas do Maio Amarelo, em Porto Velho
Prefeitura de Ji-Paraná promove ações do projeto “Saúde do Jovem” nas UBSs do município
ENCONTROS EDUCATIVOS
Prefeitura de Ji-Paraná promove ações do projeto “Saúde do Jovem” nas UBSs do município
Governo amplia prazo de pagamento do ICMS para empresas participantes da Rondônia Rural Show 2026
INCENTIVO FISCAL
Governo amplia prazo de pagamento do ICMS para empresas participantes da Rondônia Rural Show 2026
Escoteiros e desbravadores participam de ações educativas do Maio Amarelo, em Porto Velho
DETRAN EM MOVIMENTO
Escoteiros e desbravadores participam de ações educativas do Maio Amarelo, em Porto Velho
Segurança pública: apenas 32% se sentem seguros na cidade onde vivem
PESQUISA
Segurança pública: apenas 32% se sentem seguros na cidade onde vivem
Decreto determina que big techs devem prevenir conteúdos criminosos
MARCO CIVIL
Decreto determina que big techs devem prevenir conteúdos criminosos
Enem: termina hoje prazo de recurso para isenção de taxa de inscrição
EXAME NACIONAL
Enem: termina hoje prazo de recurso para isenção de taxa de inscrição
Ministério Público de São Paulo pede prisão do rapper Oruam
PROCURADO
Ministério Público de São Paulo pede prisão do rapper Oruam
Operação da PF investiga desvio de recurso da merenda escolar no Piauí
DESVIO
Operação da PF investiga desvio de recurso da merenda escolar no Piauí
MEC: 65% dos participantes da Prova Nacional Docente são proficientes
EDUCAÇÃO
MEC: 65% dos participantes da Prova Nacional Docente são proficientes
Lô Borges terá músicas inéditas lançadas em álbum póstumo: A Estrada
MÚSICA
Lô Borges terá músicas inéditas lançadas em álbum póstumo: A Estrada
Publicidade MFM

Mais Lidas

1. “Corredor da Morte” - Se a concessão era a solução, por que a BR-364 continua matando?
2. Pesquisa indica crescimento de Marcos Rogério e Hildon pressionando Fúria; apoio de Léo pode ampliar distância em 2026
3. Instituto Veritá: Marcos Rogério lidera cenários de intenção de voto ao Governo de Rondônia
4. Marcos Rogério na frente; Rocha atua nos bastidores; Escândalo envolvendo Flávio Bolsonaro
5. A arrogância de Expedito Netto, a disputa pelo Senado e o constrangimento de Flávio Bolsonaro
Rondônia Dinâmica
  • E-mail: [email protected]
  • Fone: 69 3229-0169

Editorias

  • Política
  • Artigos & Colunas
  • Geral
  • Polícia
  • Interior
  • Brasil
  • Mundo
  • Esportes
  • Entretenimento

Sobre

  • Privacidade
  • Redação
  • Fale Conosco

Redes Sociais

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Pinterest
  • Youtube
  • Feed RSS

Copyright © Todos os direitos reservados | Rondônia Dinâmica