O chefe da Casa Civil de Rondônia, Elias Rezende, classificou como “pedagógicas” multas que recebeu do Tribunal de Contas do Estado durante sua passagem pelo Departamento Estadual de Estradas de Rodagem e Transportes (DER). Em entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, o secretário confirmou que respondeu a procedimentos de fiscalização e afirmou que pagou as penalidades, algumas de forma parcelada.
“Como eu já recebi multas pedagógicas no próprio tribunal. Já paguei. Algumas eu tive que parcelar para pagar.”
Ao explicar as punições, Elias citou questionamentos sobre a execução de pavimentação urbana pelo DER e mencionou o programa Tchau Poeira. Segundo ele, a legislação do departamento previa asfalto rodoviário, mas não incluía expressamente intervenções urbanas. O secretário sustentou que os convênios davam respaldo aos serviços e afirmou que a lei foi posteriormente alterada para incorporar essa atribuição.
“Então fez-se uma alteração na lei e uma das atribuições do DR também hoje é fazer asfalto urbano.”
Sobre a transição para o governo de Marcos Rogério, Elias afirmou que a equipe do governador eleito já está instalada no Centro Político-Administrativo, participa de reuniões e tem acesso irrestrito às informações necessárias aos trabalhos. Segundo o secretário, o levantamento abrange contratos, pessoal e estrutura administrativa do Estado. A coordenação cabe ao gabinete de Marcos Rocha, enquanto a Casa Civil operacionaliza as solicitações.
“Nós temos por obrigação legal entregar para o próximo governo, para a equipe de transição que já está posta, já está alojada ali no CPA do governador eleito Marcos Rogério, todos os dados do Estado.”
Questionado sobre um possível afastamento de Rocha, Elias negou rompimento e disse que a amizade entre os dois antecede os cargos públicos. Reconheceu, porém, que houve divergências durante o governo e afirmou que a lealdade permite apresentar opiniões contrárias às do governador.
“Lealdade não é dizer amém.”
“É ter coragem de dizer a verdade sem virar as costas.”
O secretário também rejeitou a possibilidade de abandonar a gestão em razão de dificuldades no ambiente político interno. Disse que permanecem o respeito pessoal e a relação institucional com Rocha e que sua prioridade, neste momento, é concluir a transição para a próxima administração.
“Eu também não acho correto abandonar uma relação de confiança simplesmente porque o cenário político internamente não tá bom.”
Assista na íntegra:


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