A representatividade da mulher diminuiu na futura legislatura da Assembleia Legislativa (Ale), que foi eleita no dia 4 de outubro, nas eleições gerais em primeiro turno. O Legislativo Estadual é composto de 24 cadeiras, e 15 dos atuais deputados conseguiram um novo mandato.
Concorreram à reeleição 21 deputados, dois concorreram a vice-governador e o terceiro estava inelegível e não pôde concorrer, mas, caso estivesse apto, a opção seria concorrer à Câmara Federal. Mas o deputado Ezequiel Neiva (UB-Cerejeiras) conseguiu eleger seu filho, Wiveslando, que estará ocupando uma das vagas no Parlamento Estadual a partir de fevereiro de 2027.
Já Cirone Deiró (UB-Cacoal) concorreu a vice-governador do ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (UB), mas a chapa ficou em terceiro lugar.
O deputado delegado Rodrigo Camargo (Podemos-Ariquemes) assumirá o cargo de vice do governador eleito, senador Marcos Rogério, que preside o PL no Estado. Ambos assumirão em 6 de janeiro do próximo ano, de acordo com a legislação. O presidente da República será reeleito, no caso de Lula da Silva (PT), ou eleito, no caso de Flávio Bolsonaro (PL), no dia 25, nas eleições em segundo turno.
Dos 21 deputados que concorreram a um novo mandato, 15 tiveram sucesso. E a representatividade feminina perdeu espaço, porque Ieda Chaves (UB-PVH), segunda mais bem votada em 2022, com 24.666 votos, somou somente (...) e está fora da próxima legislatura.
A experiente deputada Rosângela Donadon (PRD-Vilhena), de família tradicional da política no Cone Sul, não conseguiu se reeleger. Obteve somente 13.753 votos, insuficientes para assegurar um novo mandato.
A deputada Gislaine Lebrinha (PRD-São Francisco do Guaporé) não conseguiu se reeleger, apesar de obter quase a mesma votação de 2022, com pouco mais de 12 mil votos.
A futura legislatura terá duas cadeiras femininas a menos que a atual, que tem cinco. Foram reeleitas Taíssa Sousa (PL-Guajará-Mirim) (22.249 votos), a décima mais bem votada, e Cláudia de Jesus (PT-PVH), a oitava em número de votos (24.383).
A bancada feminina é completada com a ex-senadora Fátima Cleide (PT-PVH), com 13.868 votos, com o PT ocupando duas cadeiras na Ale-RO a partir de fevereiro do próximo ano.
O Legislativo Estadual não terá, a partir de fevereiro de 2027, deputados combativos como Cirone Deiró, Rodrigo Camargo e Eyder Brasil (PSD-PVH).
Até a posse da nova legislatura, em fevereiro, o assunto em pauta é a eleição da futura Mesa Diretora, hoje presidida pelo deputado reeleito Alex Redano (Republicanos). A movimentação nos bastidores é intensa e já há nomes citados como pretendentes ao cargo de presidente, como Jean Mendonça (PL-Pimenta Bueno), delegado Lucas Torres (PL-Buritis) e Alan Queiroz (PL-PVH).
O nome do atual presidente, Alex Redano, também não pode ser ignorado, assim como o de Laerte Gomes (PSD/Ji-Paraná), que já ocupou a presidência da Casa do Povo e foi o mais bem votado nas eleições de 2022 (25.603 votos) e nas de 4 de outubro (32.241 votos).
Também é certo que o governador eleito, senador Marcos Rogério (PL), terá influência nas eleições da Ale-RO. Para governar com segurança, o presidente da República, o governador e o prefeito precisam de apoio do Poder Legislativo; caso contrário, terão muitas dificuldades para poder colocar em prática o Plano de Governo, no qual certamente está incluído o futuro presidente da Casa do Povo.
A eleição da Mesa Diretora será no dia 1º de fevereiro, mas as negociações nos bastidores já são intensas.
Também há expectativa sobre o desempenho dos novos deputados. Foram eleitos a experiente Fátima Cleide (PT), ex-senadora; Paulo Moraes Jr., irmão do prefeito de Porto Velho e presidente do Podemos, Leo Moraes; Wiveslando Neiva (PL-Cerejeiras); Jurandir Oliveira (PSD), ex-prefeito de Santa Luzia; delegado Arismar Araújo (PP), ex-prefeito de Pimenta Bueno (PP); Laércio Torres (Avante), ex-secretário municipal de Vilhena; Fernando Silva (Republicanos-PVH), vereador em Porto Velho; e Gilber Rocha Mercês, também vereador em Porto Velho.
A próxima legislatura da Assembleia Legislativa terá vários deputados iniciando a carreira na política regional, mas também políticos experientes, como Luizinho Goebel, que está no sexto mandato.


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