Após ganhar repercussão nacional com um vídeo sobre "adultização" infantil, Felca voltou ao YouTube nesta terça-feira (20) para compartilhar uma história pessoal marcada por bullying, fobia social e ideias suicidas. O conteúdo é o primeiro publicado pelo influenciador desde a gravação que impulsionou o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes na internet.
No novo post, Felca abandonou o lado investigativo que o tornou conhecido por milhões de brasileiros em 2025 para contar sua própria história. Na gravação, ele relata episódios de bullying sofridos na infância e na adolescência e fala sobre um diagnóstico de fobia social. Também conta sobre os desafios e o medo de interações sociais, além de ideias suicidas.
De acordo com o influenciador, os traumas começaram na escola. Ele afirma ter sofrido agressões físicas entre os 12 e os 18 anos. Entre os acontecimentos estão espancamentos por colegas no banheiro da escola, humilhações públicas, exclusão social e situações que contribuíram para a fobia social que carrega até hoje.
"No início, eram palavrões e, depois, tornaram-se agressões físicas. Para mim, o maior pecado do bullying é que, depois dele, nada acontece para quem fez, mas, para quem foi vítima, o que acontece é uma vida inteira de compensação", disse.
"A doença da timidez é muito radical. O cérebro demora mais ou menos ali, de acordo com a psicologia, 90 dias para vencer um hábito. Pensando nisso, bolei um projeto que eu acho que é perfeito para você vencer de uma vez por todas a timidez. Basicamente, se resume a a gente falar 'sim' para todas as oportunidades de sair de casa e conhecer pessoas. O máximo possível. Coisas que a gente não queria", pontuou.
Relembre a repercussão de Felca
Felca, nome artístico de Felipe Bressanim, ganhou projeção nacional após publicar um vídeo sobre adultização infantil e a exposição de menores nas redes sociais. Com milhões de visualizações, o conteúdo ampliou o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes e levou o tema a diferentes esferas, incluindo o Congresso Nacional.
A repercussão do vídeo também impulsionou o debate sobre a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital. A discussão contribuiu para a aprovação da Lei nº 15.211, conhecida como "Lei Felca" ou Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, que estabelece regras para proteger menores no ambiente online.


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