O poder e o limite da autoridade
CARO LEITOR, o exercício do poder não se resume à capacidade de mandar, mas à inteligência de saber conduzir. Governar, liderar ou ocupar uma posição de autoridade exige habilidade, estratégia e responsabilidade. Quando falta equilíbrio, a autoridade flerta com o autoritarismo; quando falta legitimidade, o poder perde sustentação. Quem compreende sua verdadeira dimensão sabe que o poder é instrumento de transformação, jamais propriedade pessoal. Legitimidade se conquista pelo respeito, não pelo medo; equilíbrio exige firmeza, mas também disposição para ouvir e ceder; propósito significa transformar influência em resultados coletivos; responsabilidade é assumir o preço das próprias decisões. No fim, o poder revela o caráter de quem o exerce. Afinal, autoridade não se impõe pela força da cadeira, mas se consolida pela grandeza das atitudes. Quem confunde poder com privilégio acaba descobrindo que o cargo passa, mas as consequências ficam.
Poder
Maquiavel e Michel Foucault são referências incontornáveis na teoria do poder. O primeiro analisou sua conquista e manutenção; o segundo, suas relações, mecanismos de controle e influência presentes em todas as estruturas sociais.
Arte
Cardeal Mazarin, em seu breviário político, ensinou a arte da prudência e da estratégia no exercício do poder. Byung-Chul Han analisa a psicopolítica e o controle contemporâneo, revelando como a influência também opera pela sedução.
Revela
A psicologia do poder revela como a autoridade transforma comportamentos, relações e percepções. Pode despertar confiança e responsabilidade, mas também alimentar vaidade, arrogância e abuso. O poder não muda apenas posições; revela personalidades.
Autoridade
Nos espaços de poder e tomada de decisões, liderança e gestão de equipes são decisivas. Saber delegar, ouvir, articular interesses e tomar decisões exige equilíbrio e visão estratégica. Afinal, autoridade sem liderança produz obediência, não resultados.
Fraude I
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reconheceram o resultado das urnas. Marinho foi além: afirmou não haver fraude eleitoral.
Fraude II
Não há evidências de fraude nas urnas eletrônicas. Basta conferir os resultados do primeiro e segundo turnos para governador, senador e deputados federais e estaduais. O recado das urnas foi claro: a direita saiu fortalecida e vitoriosa.
Guerra
Enquanto a direita antecipou a comemoração com o Bloco 22 nas ruas e desfilou de salto alto, a esquerda foi para o corpo a corpo, mobilizou lideranças e buscou eleitores. Uma verdadeira operação de guerra que ajudou a construir a virada histórica de Lula (PT-SP).
Provocou
O vídeo do governador Rafael Fonteles (PT), do Piauí, afirmando que o estado não elegeu deputados estaduais nem federais pelo PL viralizou nas redes sociais. A declaração provocou reações dos deputados Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato, ambos do PL.
Especulam
Falando em reações, setores da imprensa já especulam nomes para o futuro governo Marcos Rogério (PL). Patrícia Rigotti, futura primeira-dama, deverá assumir a Secretaria da Família, em substituição à atual estrutura de atendimento à mulher e assistência social.
Reforma
A mudança dependerá de uma reforma administrativa que Marcos Rogério (PL) deverá encaminhar à Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) nos primeiros dias de governo. A proposta prevê reorganizar secretarias e redefinir atribuições.
Nome
Outro nome cotado é o de Silas Queiroz, procurador de carreira em Ji-Paraná, jornalista de formação e atual procurador-geral do município. Ele deverá assumir a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), segundo especulações.
Alteração
Para Silas Queiroz assumir a PGE, será necessária uma alteração no artigo 104 da Constituição Estadual, permitindo que o governador escolha livremente o procurador-geral do Estado. Hoje, a legislação estabelece critérios vinculados à carreira da Procuradoria.
Força
A jornalista Ludmila Lucas Tavares, que integra há anos a equipe de Marcos Rogério no Senado, foi indicada para compor a transição de governo. Nos bastidores, seu nome ganha força para assumir a Secretaria de Estado da Comunicação (Secom).
Missão
Há quatro nomes estratégicos que poderiam fortalecer o primeiro escalão de Marcos Rogério (PL). Como já dissemos, tomar decisões exige equilíbrio, visão estratégica e capacidade de escolher pessoas certas para cada missão.
Brasília
Marcos Rogério precisa de alguém com livre trânsito no governo Lula (PT-SP) para comandar o Escritório de Representação de Rondônia em Brasília. O nome seria o do ex-governador Daniel Pereira, que declarou publicamente ter votado em Rogério em 2022.
Experiência
Outro nome que merece atenção é o do jornalista Alessandro Lubiana para a Secretaria de Estado da Educação. Reúne conhecimento, inteligência emocional, experiência administrativa e capacidade de gestão, além de deixar bons resultados por onde passou.
Educação
Como exemplo, Lubiana foi coordenador de Pós-Graduação da Faculdade Católica de Rondônia. É mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional pela Unitau, doutor em Educação pela Univali e pós-doutor em Educação pela Unir.
Desafio
Além da trajetória acadêmica, Lubiana é autor de livros sobre educação e mediação tecnológica na Amazônia. Seu currículo reúne credenciais que merecem ser consideradas na composição de uma equipe que terá o desafio de transformar a educação rondoniense.
Mesa I
Deputados estaduais se reuniram na tarde de ontem (29) para discutir a eleição da futura Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO). A próxima legislatura terá 16 reeleitos e oito novatos.
Mesa II
A coluna lembra que os oito deputados novatos poderão ser o fiel da balança na disputa pela Mesa Diretora da ALERO. Seus votos serão estratégicos para definir o comando da Casa nos dois primeiros biênios da legislatura.
Enfrentar
Setores da imprensa já especulam nomes para enfrentar o prefeito Léo Moraes (Podemos) na disputa pela Prefeitura de Porto Velho em 2028. A jornalista Luciana Oliveira (PT) e a deputada federal eleita Sofia Andrade (PL) entraram no radar.
Desmentiu
Sofia (PL) tratou de colocar os especuladores em seus devidos lugares. Em vídeo nas redes sociais, desmentiu a possibilidade de disputar a prefeitura da capital e afirmou que foi eleita deputada federal, compromisso que pretende honrar cumprindo o mandato para o qual recebeu votos.
Trabalham
Já Luciana Oliveira (PT) permanece em silêncio. Entretanto, antes de sonhar com a prefeitura, terá de enfrentar as disputas internas do PT. Correntes partidárias trabalham para enfraquecer seu nome e abrir caminho para a ex-senadora e deputada estadual eleita Fátima Cleide (PT).
Adversários
Nos bastidores, os adversários internos apontam a necessidade de Luciana melhorar sua relação com diferentes grupos, tornando-se mais tolerante e empática. Também criticam a influência política do marido, o advogado Ernande Segismundo, que consideram uma sombra sobre sua trajetória.
Virtude
Em parte, concordo com a necessidade de Luciana ampliar sua capacidade de diálogo e empatia. Quanto a Segismundo, reconheço sua inteligência, praticidade e capacidade de argumentação. Afinal, na política, convencer é uma virtude, mas saber ouvir também é uma arte.
Radar
O vereador Dr. Gilber (Novo) entra no radar como possível candidato à Prefeitura de Porto Velho em 2028. Não tem nada a perder: se vencer, poderá mostrar serviço; se perder, sairá maior, com visibilidade e capital político.
Sério
Falando sério, no fim das contas, o poder não se mede pelo tamanho da cadeira, mas pela capacidade de liderar, construir consensos e produzir resultados. Quem governa pelo ego pode até impor respeito, mas dificilmente conquista legitimidade.


Comentários
Seja o primeiro a comentar!