Prof. Me. Herbert Lins – MTE 1143
Centrão: ideologia com prazo de validade.
CARO LEITOR, no Centrão, a ideologia parece ter horário de expediente - e, em 2026, o pragmatismo bateu o ponto primeiro. MDB, Republicanos, Podemos e a federação partidária União Progressista (UP), formada por União Brasil e PP, preferiram não embarcar na caravana de Lula (PT-SP), nem apostar todas as fichas em Flávio Bolsonaro (PL-RJ), herdeiro do capital político eleitoral de Jair Bolsonaro (PL-RJ). Também mantiveram distância de Ronaldo Caiado (PSD-GO), que tenta vender a candidatura como terceira via à velha briga entre lulismo e bolsonarismo. A escolha é menos filosófica e mais matemática: ninguém quer fechar a porta antes de saber quem terá a chave do Palácio do Planalto. Enquanto Lula e Flávio disputam a herança das duas maiores torcidas políticas do país, Caiado tenta abrir uma terceira arquibancada. Já o Centrão prefere ficar no camarote, com todas as portas de saída destrancadas. Afinal, em Brasília, convicção política é importante — mas margem de negociação é indispensável.
Selar
A reaproximação entre Lula (PT-SP) e o presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre (União-AP), após o rompimento, ajudou a selar a neutralidade da federação União Progressista (União Brasil e PP) na corrida presidencial, deixando o palanque livre para os interesses locais.
Articulação
A articulação de Davi Alcolumbre para manter a União Progressista (UP) neutra pode facilitar a reeleição de Hugo Motta (Republicanos) na Paraíba e Ciro Nogueira (PP) no Piauí, estados onde a esquerda mantém forte presença eleitoral.
Apoio
Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de olho na reeleição, aproveitou a neutralidade do partido na disputa presidencial e declarou apoio imediato à reeleição de Lula (PT-SP), mostrando que, na política, independência também pode ter endereço certo.
Entendimento
A neutralidade da UP também envolve um acordo para o PT não dificultar a reeleição de Ciro Nogueira (PP) no Piauí. Em troca, o ex-ministro de Bolsonaro reduziria a oposição a Lula, numa trégua política calculada.
Palanques
Pelas paragens de Rondônia, Lula (PT-SP) conta com os palanques de Expedito Netto (PT) e Samuel Costa (PSB) para defender sua candidatura à reeleição em 2026. A missão será transformar apoio partidário em voto e enfrentar a polarização local.
Senado
Em Rondônia, Lula (PT-SP) conta com os candidatos ao Senado Neidinha Suruí (PSB), ativista indigenista; Luciana Oliveira (PT), jornalista; e Acir Gurgacz (PDT), ex-senador que teve sua elegibilidade restabelecida por decisão do STF.
Declarou
O candidato ao governo de Rondônia pelo MDB, Pedro Abib, que tirou Confúcio Moura (MDB) da disputa pela reeleição ao Senado, ainda não declarou publicamente quem apoiará na corrida presidencial de 2026.
Bandeiras
No campo da direita e centro-direita, os candidatos majoritários de Rondônia já hastearam suas bandeiras e declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ou Ronaldo Caiado (PSD-GO) na corrida presidencial, deixando claras suas escolhas.
Reforçam
O senador Marcos Rogério (PL), candidato ao governo, faz palanque para Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Na mesma trincheira, os companheiros de chapa Fernando Máximo e Bruno Bolsonaro Scheid (PL) reforçam o apoio ao presidenciável.
Renegou
O pré-candidato ao governo Adailton Fúria (PSD) renegou publicamente Ronaldo Caiado (PSD-GO), presidenciável do próprio partido. A aposta é surfar no eleitorado bolsonarista, mantendo distância de Caiado para ampliar seu espaço no campo da direita.
Seguir
O pré-candidato ao Senado Luis Fernando (PSD) ainda não revelou publicamente quem apoiará para presidente. Como aliado do governador Coronel Marcos Rocha, presidente estadual do PSD, deverá seguir a orientação partidária e declarar apoio a Ronaldo Caiado do PSD.
Declarou
Com a União Progressista (UP), formada por União Brasil e PP, liberando os filiados para escolher o presidenciável, Hildon Chaves (União) declarou apoio a Ronaldo Caiado (PSD-GO) na corrida ao Palácio do Planalto.
Gestão
Por que Hildon Chaves (União) apoia Ronaldo Caiado (PSD-GO)? Pelo modelo de gestão em Goiás, com avanços na educação, investimentos em agro, saúde e infraestrutura, além do combate à corrupção, invasões de terras e facções criminosas.
Retribui
A pré-candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos), liberada pelo partido, declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Amiga do presidenciável, retribui o apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) em sua campanha à Prefeitura de Porto Velho, em 2024.
Camaleônica
A deputada federal Silvia Cristina (PP), candidata ao Senado, ainda não declarou apoio a nenhum presidenciável. Seguirá camaleônica, evitando rótulos ideológicos para pescar votos em todos os campos e ampliar suas chances de conquistar uma cadeira no Senado?
Sono
Falando em pescar votos, Jaime Gazola, ex-vereador e ex-secretário de Saúde vapt-vupt de Porto Velho, candidato a deputado federal pelo Podemos, tem ampliado reuniões e ações nas ruas da capital, movimentando o cenário político e tirando o sono da deputada Cristiane Lopes (Podemos).
Incômodo
A deputada Cristiane Lopes trocou o União Brasil pelo Podemos do prefeito Léo Moraes e ganhou a Secretaria de Agricultura de Porto Velho. Mas a estratégia pela reeleição ganhou um incômodo: o avanço de Jaime Gazola, seu colega de legenda.
Sorte
Cristiane Lopes (Podemos) pode ter sorte se Jaime Gazola repetir o padrão das antigas campanhas. Na reta final, costuma entregar apenas parte do que combina com lideranças locais. Se vencer ou perder, a promessa parece sempre valer pela metade.
Descontentes
Fontes do Prédio do Relógio revelaram à coluna que aliados de Léo Moraes (Podemos) estão descontentes com Jaime Gazola (Podemos), por não ter convidado Paulo Moraes Júnior (Podemos), irmão do prefeito, para suas agendas.
Mirando
Falando em descontentes, qual será a escolha de Léo Moraes (Podemos) para presidente? Lula (PT-SP), mirando recursos federais para Porto Velho, ou Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seguindo o palanque regional? Ou ficará camaleão, ou invisível?
Conta
É preciso lembrar: a gestão de Léo Moraes (Podemos) destaca a captação de mais de R$ 250 milhões do PAC II para Porto Velho, enquanto o prefeito apoia Marcos Rogério (PL) ao governo. A conta política, porém, ainda não fechou.
Embaralhar
Ninho Testoni (PL) começa a embaralhar o jogo interno do PL. Com uma campanha em crescimento, já desperta preocupação entre os sete deputados estaduais do PL que tentam a reeleição pela legenda bolsonarista, tornando a disputa pelas vagas da legenda cada vez mais competitiva.
Taca
Quem perde o sono é Dra. Taissa Souza (PL). Recém-filiada ao PL, enfrenta uma nominata pesada e ainda terá Raissa Bento (PSD) e a ex-prefeita Mary Granemann (Avante) como adversárias. A taca vai comer entre as três. De olho em 2028, Taissa já mira a Prefeitura de Nova Mamoré, tornando 2026 um teste de força.
Incomodar I
O avanço de Laércio Torres, ex-secretário de Obras de Vilhena, rumo à Assembleia Legislativa começa a incomodar Rosangela Donadon (PRD) e Luizinho Goebel, que buscam a reeleição, e Wiveslando Neiva (PL), herdeiro eleitoral do pai, Ezequiel Neiva (PL), hoje deputado.
Incomodar II
Laércio Torres também começa a incomodar no Avante, onde disputa espaço com Dr. Breno Mendes, Zé Paroca, Luiz Ferrari e Roni Irmãozinho, de Buritis. Candidato da gestão do prefeito Delegado Flori (Podemos), Laércio amplia sua força regional no cone sul do estado.
Empenho
O presidente da Câmara Municipal, Gedeão Negreiros (PSDB), tem demonstrado empenho na campanha do irmão, Edwilson Negreiros (Podemos), a deputado estadual. Com articulação e presença política, reforça a mobilização em busca de votos.
Sério
Falando sério, em Rondônia, a eleição começa a revelar suas cartas: enquanto o Centrão joga no pragmatismo, os palanques regionais se multiplicam e cada liderança calcula seu quinhão. No fim, entre convicções e conveniências, o eleitor dará o veredito.


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