Soldados norte-americanos e da sul-coreanos atuam em exercício militar terrestre na Coreia do Sul em julho de 2026. — Foto: Marcus Henson/Exército dos Estados Unidos
Os exercícios militares conjuntos entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul começaram nesta segunda-feira (17), um dia após Donald Trump ter ordenado uma "drástica redução" em sua magnitude.
O governo sul-coreano afirmou nesta segunda esperar que a boa relação de Trump com o presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, possa levar a negociações significantes para reduzir as tensões na península coreana.
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O Estado-Maior Conjunto do Exército sul-coreano confirmou à agência de notícias Reuters que os exercícios militares Ulchi Freedom Shield (UFS) começaram nesta segunda e estão previstos para terminar em 27 de agosto. O UFS é um dos dois grandes exercícios militares EUA-Coreia do Sul que ocorrem anualmente, sendo um em cada semestre.
Segundo autoridades militares sul-coreanas os exercícios incluirão treinamentos para combater drones, interferências no GPS e ataques cibernéticos, em resposta à evolução das capacidades da Coreia do Norte.
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Cerca de 18 mil soldados sul-coreanos participarão dos exercícios militares, número semelhante ao de anos anteriores, afirmou o capitão Jang Doyoung, comandante do Estado-Maior Conjunto sul-coreano. Ainda não se sabia quantos militares norte-americanos participarão das manobras até a última atualização desta reportagem.
Já uma autoridade dos EUA afirmou à Reuters que as manobras se concentrarão na defesa da Coreia do Sul e nas ameaças à península coreana, destacando que soldados norte-coreanos enviados para lutar na guerra contra a Ucrânia voltaram com aprendizados do conflito. A autoridade destacou as mudanças na natureza da guerra, incluindo o uso crescente de sistemas não tripulados, guerra eletrônica e operações cibernéticas.
A Coreia do Sul é um dos maiores aliados dos Estados Unidos na Ásia, e é o 3º país que tem maior presença militar norte-americana no exterior, com oito bases militares e mais de 23 mil soldados estacionados do país.
O presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, tem protestado diversas vezes nos últimos dias contra os exercícios militares entre EUA e os rivais sul-coreanos, o que incluiu ameaçar o vizinho com "poder militar impossível de sobreviver" e um disparo de míssil balístico em direção ao mar do Japão na semana passada.
Seul diz estar analisando anúncio de Trump e fala em novas negociações
Da esquerda para a direita: presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un. — Foto: Mark Schiefelbein/AP/Annabelle Gordon/REUTERS/KCNA
A presidência da Coreia do Sul informou nesta segunda-feira que está analisando os comentários do presidente dos norte-americano sobre os exercícios militares (leia mais abaixo) e acrescentou esperar que uma relação favorável entre Washington e Pyongyang possa levar a negociações significantes.
Em comunicado, a presidência sul-coreana afirmou que continuará as consultas diplomáticas sobre a cooperação militar entre EUA e Coreia do Sul relacionada ao Estreito de Ormuz, enquanto discute com o governo Trump os detalhes dos exercícios militares conjuntos.
Lee Jae-myung, que tem adotado tom conciliatório com a Coreia do Norte desde que assumiu a presidência da Coreia do Sul, afirmou no domingo ser necessário estabelecer mecanismos para administrar as tensões com o vizinho e transformar o armistício na guerra entre os países em um "regime de paz".
A diretora do 38 North, programa de estudo da Coreia do Norte do think tank Stimson Center, Jenny Town, afirmou à Reuters que a redução dos exercícios militares por Trump gera confusão para ambas as Coreias por não ter um objetivo claro, porém dá uma mostra das tensões atuais entre EUA e Coreia do Sul atualmente.


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