Os cerca de 158 milhões de eleitores estão em condições de votar nas eleições gerais de outubro deste ano, quando serão reeleitos e eleitos presidente da República, governadores e os vices, duas das três vagas ao Senado de cada Estado e do Distrito Federal, além da Câmara Federal e das Assembleias Legislativas. Só não teremos eleições para prefeito e vereador, que foram reeleitos e eleitos em 2022.
Desde o dia 16 está aberta a campanha eleitoral, após findar o prazo (15 de agosto) para o registro de candidaturas na Justiça Eleitoral. Rondônia tem pouco mais de 1,2 milhão de eleitores e mais de duas centenas de candidatos aos cargos eletivos. Muitos ainda não conseguiram o registro na Justiça Eleitoral, mas já temos um número significativo para a disputa da sucessão estadual, das duas vagas ao Senado, oito para a Câmara Federal e 24 cadeiras na Assembleia Legislativa, no caso de Rondônia.
A maioria dos candidatos, na realidade, quase a totalidade, não se preocupa com um item da maior importância numa campanha eleitoral. Será que os eleitores estão em condições de votar? Para ser mais direto: a maioria dos eleitores sabe votar?
No Brasil, desde 1996, existe a urna eletrônica, que deu celeridade ao processo de votação, mas ainda é motivo de desconfiança, porque, por mais que argumentem, não dá para afirmar que elas são 100% seguras. Há controvérsias. Nós mesmos questionamos.
Se a urna eletrônica é tão segura, por que não podemos votar das nossas casas, do trabalho? Via celular, posso fazer transferência de dinheiro no banco, comprar, vender, pagar, receber. Por que não votar via celular de onde estiver?!
Além das eleições para presidente da República, importantes para o País, a mobilização no Estado ocorre mesmo com as disputas para governador, senadores e deputados. São cargos eletivos mais próximos do eleitorado, por isso fomentam um clima de disputa regional ferrenho, em que a busca dos votos mobiliza os bastidores da política.
Os candidatos, não importa o cargo, devem se mobilizar para orientar o eleitor a votar. O eleitor, quando chegar à frente das urnas eletrônicas, terá seis operações para realizar. Será que está preparado para isso?
Primeiro, votará para deputado federal, quatro dígitos; deputado estadual, cinco dígitos; senador, dois dígitos para cada candidato — são dois; governador, dois dígitos; e presidente da República, dois dígitos. A cada voto, o eleitor terá que confirmá-lo apertando o botão verde e esperar um sinal eletrônico para iniciar a próxima operação.
Nas eleições gerais de 2022, a abstenção nacional foi de 20,9%, a maior de todas. Em Rondônia, foi de 24,66% no primeiro turno e, no segundo, chegou a 24,68%, a terceira maior do País.
A campanha eleitoral iniciou no dia 16. Na sexta-feira (28), teve início o Horário Eleitoral Gratuito no rádio e na TV. Tanto em nível nacional (presidência da República) como regional, para os demais cargos, não se observou um trabalho que mereça elogios, um plano de governo viável e identificado com a realidade do País e do Estado.
As inserções que cada candidato (majoritário e proporcional) tem no rádio e na TV também apresentaram pouca criatividade. Saudades do Enéas, que propagou seu nome pelo País com a frase “meu nome é Enéas”, até hoje exemplo de carisma e identificação com o eleitor.
Ainda temos pouco mais de 30 dias para as eleições gerais deste ano. Os candidatos devem intensificar suas campanhas em busca dos votos, e o contato com o eleitorado via programas eleitorais é importante, mas são necessárias criatividade, objetividade e sensatez na busca do voto.
Temos mais de 200 candidatos aos cargos eletivos em Rondônia, majoritários e proporcionais. Vinte dos vinte e quatro deputados estaduais querem a reeleição. Dos oito federais, dois concorrem a outros cargos, e seis querem um novo mandato. As duas vagas ao Senado, hoje ocupadas por Confúcio Moura (MDB) e Marcos Rogério (PL), estão abertas, pois Confúcio “pendurou as chuteiras” na política, e Rogério é candidato a governador.
O eleitor tem até o dia 4 de outubro, dia das eleições em primeiro turno, para decidir o seu voto. Analise, pesquise, troque ideias com outras pessoas para escolher os seus candidatos. Seja exigente, porque o voto é a única arma que você tem para que tenhamos o País e os Estados administrados por pessoas realmente identificadas com a realidade da população. Caso contrário, serão quatro anos de dificuldades.


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