O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (14) que desistiu de cobrar uma taxa de 20% sobre produtos de navios que circulem pelo Estreito de Ormuz, como havia anunciado na segunda-feira (13).
Trump afirmou que vai "substituir" a cobrança da taxa por acordos comerciais e de investimento com "vários países" do Golfo Pérsico. Mas disse que o bloqueio naval no estreito seguirá de pé (leia mais abaixo).
Na segunda-feira (13), diante da nova troca de ataques com o Irã, Trump anunciou que os EUA "tomariam o controle" do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas navais do petróleo e gás do mundo e que fica na costa do Irã. Além disso, afirmou que os EUA iriam impor uma taxa de 20% sobre o preço de produtos transportados por navios que cruzem o canal. O anúncio fez o preço do petróleo disparar e chegar ao maior nível em um mês.
"Com base em conversas altamente produtivas com líderes do Oriente Médio, decidi substituir a taxa de reembolso de 20% devida aos Estados Unidos por acordos comerciais e de investimento que vários Estados do Golfo realizarão nos EUA", anunciou Trump em sua rede social Truth Social.
Trump não especificou quais países do Golfo Pérsico se comprometeram com o acordo, mas disse que os governos fariam investimentos "gigantescos" dentro dos Estados Unidos que compensariam o pedágio que o presidente norte-americano queria impor em Ormuz.
Apenas 1 hora depois, o presidente norte-americano afirmou em uma coletiva de imprensa acreditar que ninguém deveria poder cobrar taxas dos navios que passam por Ormuz.
“Não acho que alguém deva poder cobrar uma taxa. (...) Não gosto dessa ideia, mas, ao mesmo tempo, não é justo que estejamos protegendo este estreito para o mundo inteiro”, disse.
Nenhum governo do Golfo Pérsico havia confirmado os acordos até a última atualização desta reportagem.
Os países do Golfo, muitos deles aliados estratégicos dos EUA, viraram o principal alvo dos ataques retaliatórios do Irã durante a guerra no Oriente Médio.
Em junho, EUA e Irã assinaram um acordo para encerrar o conflito. O documento estabelecia um cessar-fogo e colocava um período de 60 dias para negociar pontos finais para a paz total. Na semana passada, no entanto, a trégua foi rompida, e o acordo, abandonado.
Nesta manhã, a agência de notícias Reuters disse ter tido acesso a uma notificação que Trump enviou ao Congresso norte-americano informando os parlamentares de que o conflito com o Irã havia sido retomado.


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