O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os líderes do G7 discutiram aplicar novas sanções contra a Rússia durante seu encontro com ele nesta terça-feira (16) e que demonstraram seu apoio à adesão da Ucrânia à União Europeia.
Zelensky se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump; o presidente da França, Emmanuel Macron; o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney; o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz; e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi; além do Presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
A reunião ocorreu a portas fechadas, mas um diplomata francês que não quis se identificar afirmou à agência de notícias Reuters que os líderes do G7 concordaram que a dinâmica no campo de batalha agora favorece a Ucrânia e se comprometeram a fornecer a Kiev mais recursos de defesa aérea.
"Houve unanimidade entre todos os líderes do G7 de que a Rússia não está vencendo a guerra e precisa fazer um acordo o mais rápido possível. O G7 discutiu sanções aos setores de energia, bancário e militar da Rússia", contou Zelensky em entrevista à Reuters, acrescentando que voltou a pressionar os aliados pela adesão de seu país à União Europeia: "A Ucrânia precisa de soluções criativas para entrar rapidamente na UE ou a Rússia encontrará maneiras de impedir a admissão".
Questionado por jornalistas, Trump disse que a reunião havia sido "muito boa" e que a Rússia deveria fazer um acordo de paz com a Ucrânia, acrescentando que faria o possível para acabar com a guerra.
Em um post na rede social X, com imagens do começo do encontro, Zelensky afirmou que os EUA concordaram em fornecer suporte e detalhou:
"As prioridades estão claras: mais mísseis de defesa aérea - junto com licenças para produzi-los -, pacote de apoio ao inverno e intensificação da pressão sobre a Rússia. (...) É fundamental que tudo o que foi discutido seja implementado. A Rússia deve aprender que sua guerra nunca será normalizada".
Um ataque russo em grande escala contra a Ucrânia na madrugada desta segunda-feira (15) provocou um grave incêndio e destruiu parte da Lavra de Kyiv-Pechersk, um dos mosteiros cristãos mais antigos e importantes do país, localizado na capital, Kiev.
A ofensiva russa também deixou nove pessoas mortas, entre elas socorristas em Kharkiv e pelo menos 20 feridos na capital.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, a Rússia lançou 70 mísseis e 611 drones em uma das maiores ofensivas aéreas recentes, mirada principalmente contra Kiev, Dnipro e Kharkiv. A defesa ucraniana informou ter interceptado ou neutralizado eletronicamente 632 alvos (50 mísseis e 582 drones), mas pelo menos 20 mísseis balísticos e 27 drones atingiram 42 locais em todo o país.
O telhado da Catedral da Dormição, que integra o complexo monástico de Kiev-Pechersk, pegou fogo e sofreu danos substanciais durante o bombardeio. O local, também conhecido como Mosteiro das Cavernas, foi construído entre os séculos XI e XIX (a partir de 1051) e é classificado como Patrimônio Mundial pela Unesco.



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