O Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC) lançou a segunda edição da cartilha "A Cor das Palavras", material educativo que integra as ações do Comitê Gestor Regional do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade e reforça o compromisso institucional com a promoção da equidade racial e o enfrentamento de práticas discriminatórias.
A iniciativa é acompanhada de uma campanha de conscientização que será realizada entre os dias 16 e 24 de junho, por meio dos canais de comunicação do Tribunal, com conteúdos voltados à reflexão sobre o impacto das palavras na construção de uma cultura mais inclusiva e respeitosa.
A nova edição traz conteúdo revisado, linguagem acessível e formato digital interativo, ampliando o alcance da mensagem e fortalecendo o compromisso do Tribunal com a construção de ambientes mais inclusivos, respeitosos e livres de discriminação.
Além de explicar por que determinadas palavras e frases podem reforçar estereótipos e desigualdades, o material sugere alternativas mais adequadas para uma comunicação alinhada aos princípios da diversidade, da inclusão e do respeito à dignidade humana.
A cartilha também busca estimular a reflexão sobre como a linguagem influencia relações sociais e institucionais, contribuindo para a manutenção ou para a superação de preconceitos historicamente enraizados na sociedade brasileira.
A ação está alinhada ao Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade da Justiça do Trabalho, instituído pela Resolução CSJT n.º 368/2023, à Política Interinstitucional de Equidade de Gênero, de Raça e Diversidade e à Política de Equidade Racial do TRT-14, reforçando as iniciativas desenvolvidas pelo Tribunal para promover ambientes de trabalho cada vez mais inclusivos e livres de discriminação.
Campanha nas redes sociais
No período de 16 a 24 de junho a campanha apresentará exemplos de expressões e termos frequentemente utilizados no cotidiano, acompanhados de contextualização histórica e orientações sobre formas de comunicação mais respeitosas.
Por meio da informação e do diálogo, a campanha busca ampliar a conscientização de magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as), estagiários(as) e da sociedade sobre a importância do uso responsável da linguagem no ambiente institucional e nas relações interpessoais.
Linguagem importa
O racismo linguístico se manifesta quando termos, expressões ou construções de linguagem reforçam preconceitos históricos e contribuem para a marginalização de grupos raciais. Embora frequentemente reproduzidas de forma involuntária, essas expressões carregam significados construídos ao longo de séculos de desigualdade e exclusão.
Ao promover o debate sobre o tema, o TRT-14 reafirma seu compromisso com as políticas de equidade racial e com a construção de uma cultura institucional pautada pelo respeito à diversidade, à dignidade humana e aos direitos fundamentais.
Compromisso permanente
Nos últimos anos, o TRT-14 tem fortalecido suas ações voltadas à promoção da equidade racial, incluindo a adesão ao Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, a implementação da Política de Equidade Racial, ações de capacitação, campanhas educativas e iniciativas de diagnóstico institucional.
Para o presidente do TRT-14, o enfrentamento ao racismo exige atenção constante às práticas institucionais e às formas de comunicação adotadas no cotidiano.
"A construção de uma sociedade mais justa passa também pela maneira como nos expressamos e nos relacionamos. A linguagem tem o poder de incluir, acolher e transformar realidades. Com a segunda edição da cartilha 'A Cor das Palavras', reforçamos o compromisso do TRT-14 com a promoção da equidade racial, da dignidade humana e do respeito à diversidade em todos os espaços de convivência", destacou o presidente do Tribunal.
Denúncias
O TRT-14 disponibiliza canais institucionais para o recebimento de denúncias relacionadas a situações de discriminação racial. Casos de racismo também podem ser comunicados aos órgãos competentes, uma vez que o racismo constitui crime previsto na legislação brasileira.
A luta contra o racismo é um compromisso coletivo. Por meio da informação, da reflexão e da mudança de práticas cotidianas, é possível construir ambientes mais inclusivos e igualitários para todas as pessoas.



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