O Brasil ainda não convenceu nesta Copa do Mundo de futebol. Empatou com o Marrocos na estreia da competição e venceu até com alguma facilidade duas “galinhas mortas. Escócia e Haiti, com todo o respeito, não ganhavam nem jogando contra o Porto Velho ou o Guaporé de Rolim de Moura. O nosso adversário mais forte até agora foi o Japão. O time oriental abriu o placar e dominou totalmente o Brasil durante todo o primeiro tempo. No intervalo, com desvantagem no placar, quem se sobressaiu foi o técnico italiano do Brasil, o badaladíssimo Carlo Ancelotti. Medrosos, inseguros, totalmente desnorteados e com receio de uma eliminação precoce a equipe canarinho recebeu as orientações do técnico e conseguiram, a duras penas, virar o jogo no segundo tempo. O segundo gol brasilerio só saiu após os 50 minutos de jogo da etapa derradeira. Sem convencer ninguém, vencemos de novo.
Muita gente diz que o Brasil já chegou longe demais nessa competição. Está jogando já há muito tempo um futebolzinho de várzea e a hora da “onça beber água” ainda não chegou. Talvez no próximo domingo enfrentando a poderosa seleção da Noruega, de quem já somos fregueses habituais, a verdade do futebol que os pentacampeões estão jogando seja finalmente mostrada ao mundo. Haaland e seus companheiros podem mostrar o caminho de volta para os brasileiros, que acreditam estar jogando um futebol de encantar o mundo. Anestesiados pela Copa do Mundo e pelas fracas apresentações de sua seleção nacional na atual competição esportiva, muitos dos torcedores brasileiros mantêm a vã esperança de grandes conquistas. “Seremos hexa” é o grito que mais se ouve entre os milhões de desdentados, desempregados e de esperançosos brasileiros pobres sentados no meio das ruas.
Mas de qualquer maneira seremos hexa mesmo. Se num hipotético jogo de otimismo ganharmos todas as quatro partidas restantes, o título será esse sem a menor dúvida. Se formos derrotados pelos noruegueses, será a sexta Copa consecutiva que vamos perder. Ou seja, os antes temidos canarinhos terão 28 anos de abstinência de conquistas, tempo equivalente a seis Copas do Mundo consecutivas. Isso é o Brasil: hexa na vitória e também na derrota. Enfrentar a poderosa Argentina de Lionel Messi ou a até agora a imbatível França de Mbappé vai soar para os esperançosos verde-amarelos como os 7 X 1 que a outrora poderosa seleção da Alemanha impôs a nós em 2014 jogando em pleno Mineirão. Aliás, até agora só vi essas duas seleções jogarem o bom futebol que em épocas passadas já jogamos. Na Copa das Bets e da vergonha de os Estados Unidos poderem sediar uma Copa do Mundo, tudo é lucro.
Mas para muita gente, a verdadeira Copa do Mundo será em outubro, aqui mesmo no Brasil, onde só terão dois concorrentes de peso: o que defende a soberania do país e o outro lado, o dos entreguistas da nação. Por enquanto, a contenda está quase empatada. Terá a primeira e a segunda fase. Neste campeonato fictício, mas de real importância para todos os brasileiros, é onde passado e presente se encontram para definir o futuro, ainda que incerto. Não torço para o Brasil nesta Copa do Mundo nem em nenhuma outra. Não ganhamos do Japão. Os nipônicos ganham de nós de goleada em todos os itens que se queiram comparar. Saúde, Educação, Mobilidade Urbana, Qualidade de Vida, PIB, IDH, Governo transparente, pouca ou nenhuma corrupção na política. O Japão perdeu, mas é Primeiro Mundo. O Brasil ganhou, mas é o rabo da civilização humana. Nada justifica ganharmos de uma França, Espanha, Noruega, Suécia, Japão ou outra nação civilizada. Nada disso nos daria vergonha!
Foi Professor em Porto Velho.
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