O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (15) que a missão anunciada por ele e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para garantir a segurança no Estreito de Ormuz após o fim da guerra entre Estados Unidos e Irã pode ser implementada de 2 a 3 dias após a assinatura do acordo entre os dois países.al
O líder francês disse que, além de seu país e do Reino Unido, Itália e Holanda também estão prontos para ajudar na missão. Também declarou que o G7 fará tudo para garantir a normalização do tráfego marítimo na rota e defendeu que sua reabertura "deve ser feita sem pedágios".
Segundo uma fonte da agência de notícias iraniana Fars, Teerã adicionou uma cláusula sobre a imposição de taxas de serviços marítimos para embarcações que desejarem trafegar pelo estreito de Ormuz ao acordo com os Estados Unidos, pouco antes de seu anúncio.
"Nos momentos finais das negociações, o texto do memorando de entendimento foi alterado para enfatizar de forma clara e explícita a questão da soberania iraniana-omani sobre o Estreito de Ormuz. O uso do termo 'serviços marítimos' significa que os Estados Unidos aceitaram que taxas serão pagas ao Irã", disse a agência, citando a fonte anônima.
Macron ainda ressaltou que os estoques de urânio enriquecido do Irã precisam ser neutralizados e colocados sob a supervisão da agência atômica da ONU:
"Garantiremos que as capacidades de enriquecimento de urânio remanescentes sejam devidamente neutralizadas", disse Macron, acrescentando que os estoques sensíveis devem ser "retirados ou diluídos" e então monitorados pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).



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