Israel e o Hezbollah concordaram com um cessar-fogo a partir das 16h do horário local do Líbano - 10h em Brasília -, desta sexta-feira (19), disse à Reuters um alto funcionário do governo dos Estados Unidos.
A fonte, que falou à agência de notícias sob condição de anonimato, contou que negociadores dos EUA e do Catar elaboraram o acordo com a ajuda do Irã.
“O Hezbollah e Israel concordaram com um cessar-fogo. Entendemos que, após a troca de tiros ocorrida hoje, Israel e o Hezbollah estão agora em cessar-fogo”, declarou.
De acordo com duas fontes do Hezbollah ouvidas pela Reuters após o anúncio, o grupo extremista libanês já está respeitando a trégua e parou os ataques a Israel. "Assim que recebemos a notícia do cessar-fogo, o aplicamos do nosso lado".
Já um porta-voz militar israelense afirmou que, embora as tropas em terreno no Líbano tenham liberdade para agir contra ameaças, as Forças Armadas respeitam os acordos e agem "de acordo com as instruções dos líderes de Israel".
"Estamos em cessar-fogo. Se o Hezbollah não nos atacar, então não estamos em tempo de guerra", disse um alto funcionário do governo de Israel, acrescentando que, no entanto, as tropas do país seguirão no sul do Líbano.
A declaração ocorre poucas horas após Israel anunciar, em um comunicado nas redes sociais, um ataque a "mais de 80 alvos" no Líbano, que deixou "dezenas" de membros do grupo extremista libanês mortos.
As Forças Armadas israelenses disseram que ofensiva foi uma resposta às "repetidas e flagrantes violações do cessar-fogo" pelo grupo extremista, depois de anunciarem, pouco antes, que quatro oficiais morreram em combates no sul do Líbano na quinta-feira (18) e que quatro ficaram feridos em um ataque de drone.
"Durante a noite, as Forças de Defesa de Israel atacaram mais de 80 centros de comando, terroristas, posições de lançamento e outros locais de infraestrutura terrorista na região de Nabatieh e em outras áreas do sul do Líbano, dentro e além da Zona de Segurança. Há pouco tempo, em resposta às repetidas violações do cessar-fogo pela organização terrorista Hezbollah, atacaram dois centros de comando do Hezbollah no Vale do Beqaa, enquanto terroristas do Hezbollah operavam dentro deles", revela a mensagem.
De acordo com a rede britânica BBC, citando o Ministério da Saúde libanês, pelo menos 18 pessoas foram mortas nos bombardeios.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu também se pronunciou. Lamentou a morte dos soldados e declarou que Israel não tolerará ataques contra seus soldados ou território, e reafirmou que Israel não deixará o Líbano.
"A minha diretiva é clara: Israel não tolerará ataques às nossas tropas ou ao nosso território, e cobrará um preço muito elevado do Hezbollah por estes ataques. As FDI agirão para frustrar qualquer ameaça às nossas forças e ao nosso território", postou na rede social X.
A Zona de Segurança citada no comunicado das FDI é uma grande área do sul do Líbano, demarcada a cerca de 10 quilômetros de distância para a fronteira de Israel. O objetivo, segundo o governo de Benjamin Netanyahu, é "fortalecer a defesa dos residentes do norte de Israel".



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