Os Estados Unidos planejam reduzir significativamente o número de aeronaves e navios de guerra disponibilizados para operações da Otan na Europa, informou o jornal americano "The New York Times" nesta sexta-feira (12), citando dois altos funcionários europeus.
Segundo as fontes, o plano dos EUA inclui reduzir o número de caças F-16 e F-15E de aproximadamente 150 para 100, diminuir o número de aeronaves de reconhecimento marítimo de 26 para 15 e remover todos os oito aviões-tanque de reabastecimento aéreo que havia disponibilizado para a Europa.
Além das reduções, os EUA também pretendem realocar um submarino lançador de mísseis e um porta-aviões, juntamente com vários navios de guerra e dezenas de jatos que se juntam às missões do porta-aviões, informou o New York Times.
De acordo com relatório, a decisão limitaria a capacidade da OTAN de lançar ataques de longo alcance e realizar vigilância.
"Historicamente, houve uma dependência excessiva das forças e capacidades dos EUA", disse a porta-voz da Otan, Allison Hart, à Reuters, acrescentando que, à medida que a Europa e o Canadá investem mais em defesa e desenvolvem maiores capacidades, o equilíbrio de responsabilidades pode mudar: "Isso fortaleceria a defesa da Otan, reduzindo a dependência de um único aliado e refletindo uma mudança mais ampla que está ocorrendo dentro da aliança".
O Comando Europeu dos EUA afirmou em comunicado na semana passada que iria " redimensionar " suas contribuições para o Modelo de Força da OTAN, sem fornecer mais detalhes.
Procurado pela agência de notícias Reuters para comentar a reportagem, o Departamento de Defesa dos EUA não respondeu aos pedidos de comentários.
Apesar dos indícios de um corte dos EUA na ajuda à Otan e das críticas repetidas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à aliança, no dia 21 de maio, o republicano surpreendeu ao anunciar o envio de 5 mil soldados para a Polônia.
Um dia depois, membros da Otan e autoridades de Defesa expressaram perplexidade com a decisão, já que, há apenas algumas semanas, ele havia dito que iria reduzir a presença de tropas dos EUA em território europeu e ordenado a saída de 5 mil militares do continente.



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