PORTO VELHO, RO - O deputado federal Fernando Máximo afirmou que seu antigo partido decidiu retirar sua candidatura à Prefeitura de Porto Velho em 2024 apesar de, segundo ele, seu nome aparecer na primeira colocação em levantamentos eleitorais realizados naquele período. Durante entrevista ao podcast RD Entrevista, apresentado por Vinícius Canova nos estúdios do Rondônia Dinâmica, em parceria com o Informa Rondônia, o parlamentar relatou que a direção nacional da legenda inicialmente assegurava que ele seria o candidato, mas posteriormente optou por filiar e lançar outra pessoa.
Ao ser questionado sobre uma possível ruptura com o grupo político do governador Marcos Rocha e sobre como recebeu a decisão partidária, Máximo evitou afirmar que soubesse exatamente quais fatores determinaram a mudança. O deputado disse, porém, que a legenda contrariou parte do eleitorado que pretendia votar nele.
“Naquele momento, as pessoas estavam pedindo para a gente ser candidato a prefeito em 2024, mas acabou que o partido teve outro entendimento. O partido teve o entendimento de que deveria ser outra pessoa. No momento inicial, o partido, em nível nacional, até o presidente me ligava sempre dizendo que seria eu, para manter firme a postura, mas, daqui a pouco, por situações que a gente não consegue entender ao certo, e às vezes até é melhor que a gente não entenda mesmo ao certo o que aconteceu, o partido lançou outra pessoa no nosso lugar”, declarou.
Máximo acrescentou que a pessoa escolhida integrava outra sigla antes de ser levada para seu partido e apresentada como candidata à Prefeitura de Porto Velho. De acordo com o parlamentar, os levantamentos daquele período indicavam que ele liderava a disputa e contava com um percentual expressivo de intenções de voto.
“O partido lançou uma pessoa, outra pessoa, no nosso lugar. Pegou uma pessoa de outro partido, trouxe para o nosso, que era o meu partido na época, e lançou essa pessoa candidata. Só que a gente tinha um percentual bom de votos na pesquisa, mostrava que estava em primeiro, mas com um número bem bacana, graças a Deus e graças ao povo de Porto Velho”, afirmou.
O deputado disse ter percebido descontentamento entre os eleitores que defendiam sua candidatura. Segundo Máximo, a reação dessas pessoas influenciou sua avaliação sobre o processo político e antecedeu a decisão de apoiar Léo Moraes, adversário da candidata apresentada pelo partido do qual ele fazia parte naquele momento.
“Eu sentia que aquelas pessoas que queriam votar na gente ficaram chateadas com aquela situação. ‘Poxa, mas eu queria votar em você, e o partido está fazendo isso.’ Ficaram chateadas, e eu, me questionando, acabei tomando a postura, naquele momento, de apoiar o Léo Moraes, que era o candidato contra a candidata do nosso partido. Acabei apoiando o Léo Moraes porque achava que era o melhor candidato a prefeito naquele momento”, relatou.
Máximo explicou que permaneceu envolvido nas campanhas realizadas no interior de Rondônia durante o primeiro turno das eleições municipais. Quando a disputa em Porto Velho avançou para a segunda etapa, ele procurou Léo Moraes e comunicou que participaria ativamente da campanha.
O parlamentar rejeitou a interpretação de que seu apoio tenha sido isoladamente responsável pela vitória de Léo Moraes. Conforme declarou, o resultado decorreu de um conjunto de fatores e da própria força eleitoral do então candidato. Máximo sustentou, entretanto, que sua participação não se limitou a manifestações em redes sociais.
“Foi o Fernando Máximo que deu a eleição para o Léo? Não. É um conjunto de coisas. O Léo é um candidato forte, tem a história dele. Agora, eu sei que pude contribuir de alguma forma, porque, quando eu entro em alguma causa, não entro para brincar. Eu entrava às sete horas da manhã, subia em um carro de som e só descia daquele carro de som às oito horas da noite”, disse.
A relação política construída em 2024 voltou ao centro da entrevista quando Máximo comentou a manifestação pública de Léo Moraes durante um evento de lançamento de pré-candidaturas realizado em Porto Velho. Segundo o deputado, o prefeito agradeceu tanto pelo apoio recebido na eleição municipal quanto pelos recursos destinados pelo parlamentar à capital e manifestou apoio à sua pré-candidatura ao Senado.
Máximo afirmou ter destinado R$ 27 milhões exclusivamente para a área da saúde de Porto Velho. De acordo com ele, os recursos foram direcionados à compra de medicamentos e equipamentos, à contratação de profissionais e à ampliação ou reforma de unidades de atendimento. O deputado também mencionou verbas destinadas à agricultura, às associações de pais e amigos dos excepcionais e a outras instituições de assistência social.
“Ele agradeceu o apoio que nós demos para ele na campanha eleitoral de 2024 e declarou, ao vivo e em cores, apoio incondicional à nossa pré-candidatura ao Senado. Eu fiquei feliz com a forma como ele verbalizou. Ele falou que a gratidão é algo que não prescreve, é algo que não acaba”, declarou Máximo.
O deputado disse considerar a manifestação importante porque Léo Moraes, além de ocupar a Prefeitura de Porto Velho, poderia aproximar de sua pré-campanha eleitores que participaram da aliança formada no segundo turno de 2024. Máximo descreveu o apoio como um dos momentos mais emocionantes do evento.
“Ele vem para nos apoiar, para fortalecer o nosso time, para trazer a base dele, para trazer as pessoas que gostam dele e gostam da gente. Se a gente estava junto na campanha eleitoral em 2024, também aquele povo todo, aquelas pessoas, agora estão juntas na nossa pré-campanha ao Senado”, afirmou.
O parlamentar confirmou que integra o grupo político reunido em torno da pré-candidatura do senador Marcos Rogério ao Governo de Rondônia. Durante a entrevista, citou ainda a presença de Bruno Scheid e do deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo, apresentado como pré-candidato a vice-governador, além de representantes do PL, Podemos e Novo.
Máximo afirmou que o evento realizado em Porto Velho recebeu um público superior à capacidade do espaço e que parte das pessoas não conseguiu entrar. Segundo o deputado, a movimentação dificultou até mesmo seu deslocamento ao lado de Marcos Rogério e Léo Moraes, devido aos pedidos de fotografias, cumprimentos e manifestações dos participantes.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de disputar o mesmo eleitorado de Bruno Scheid na corrida pelas duas vagas de Rondônia no Senado, Máximo declarou não enxergar o aliado como ameaça. Ele reconheceu que Scheid possui proximidade com a família Bolsonaro e apresentou crescimento nos levantamentos eleitorais, mas argumentou que a existência de duas vagas permite que ambos desenvolvam suas candidaturas.
“Não, muito pelo contrário, são duas vagas. É muita pretensão a gente falar que as duas vagas são de ambos. Eles não são do mesmo partido; Marcos Rogério é do meu partido. Mas eu vou falar o que têm mostrado as pesquisas eleitorais. Se você pegar as grandes pesquisas que foram feitas, elas têm mostrado que o Bruno cresceu muito. O Bruno teve uma ascensão meteórica e, graças a Deus, a gente vem disputando aqui em cima”, afirmou.
Máximo ressalvou que os levantamentos representam apenas a situação eleitoral registrada no momento em que foram realizados. O deputado citou o dia 4 de outubro como a data da eleição e afirmou que não seria possível antecipar o resultado com base nas pesquisas disponíveis em junho.
“É possível? Sinceramente, acredito que sim. Se eu falar: ‘Vai ganhar todo mundo’, é pretensioso. Não dá para dizer isso, porque eleição é eleição, e a pesquisa é um ponto fixo agora no mês de junho. Nós ainda temos uma eleição no dia 4 de outubro”, declarou.
O parlamentar disse acompanhar a evolução registrada em seis ou sete pesquisas e afirmou que reage aos resultados positivos intensificando sua agenda. Máximo declarou que uma boa colocação não pode ser utilizada como justificativa para acomodação política.
“Cada vez que alguém fala para mim: ‘Máximo, está bem na pesquisa’, mais cedo eu acordo, mais visitas eu faço e mais emendas eu levo, porque eu não quero me acomodar jamais. Não faz parte da minha rotina me acomodar. Isso não existe comigo”, afirmou.
Ao tratar de seu posicionamento ideológico, Máximo definiu-se expressamente como um político de direita, mas procurou estabelecer uma diferença entre firmeza de convicções e agressividade pessoal. Segundo ele, suas posições e votações são claras, embora procure apresentar suas ideias sem insultar parlamentares ou cidadãos que defendam propostas diferentes.
“Eu sou de direita, definido de direita. Todos os meus posicionamentos são firmes e as minhas votações são firmes. Agora, eu trato as pessoas de uma forma que as pessoas gostam. Eu debato a ideia, coloco o meu posicionamento firme e mostro aquilo que defendo”, declarou.
Máximo afirmou ser contrário à legalização, à descriminalização e à despenalização das drogas. O deputado disse respeitar decisões individuais tomadas por adultos, mas sustentou que o Estado não deve flexibilizar as regras por meio de políticas públicas ou mudanças legislativas.
“Eu respeito todas as pessoas. Quem tem acima de 18 anos faz o que quiser: pode beber, pode fumar, pode usar droga. Eu não tenho problema nenhum, cada um faz o que quer da sua vida. Mas, quando você vai fazer uma política pública ou um projeto de lei para flexibilizar isso, você piora”, afirmou.
Durante a exposição, o parlamentar citou estudos, universidades e organismos internacionais que, segundo ele, fundamentariam seu posicionamento sobre drogas. Máximo também fez uma comparação com a redução do consumo de cigarros após a adoção de restrições ao uso em ambientes fechados e meios de transporte.
O deputado declarou que procura sustentar suas intervenções no plenário da Câmara com dados técnicos, inclusive durante debates em que atua como relator. Conforme Máximo, a adoção desse método permite que ele se oponha às propostas defendidas pela esquerda sem transformar o debate em confronto pessoal.
“Apesar de eu ser contra a ideia deles, completamente contra aquilo que estão pregando, eu consigo mostrar, com dados e números, que o meu posicionamento está certo e que tenho que defender o meu posicionamento. Eu não agrido ninguém, não xingo e não brigo”, declarou.
Máximo também se declarou contrário ao aborto, à cirurgia fetal e ao que classificou como ideologia de gênero nas escolas. O parlamentar afirmou que essas posições podem ser apresentadas sem humilhar ou atacar quem pensa de maneira diferente.
“Meu posicionamento é firme. Sim, sou contra o aborto, sou contra a cirurgia fetal, sou contra a ideologia de gênero na escola, sim. Mas tem forma de falar. Você não precisa xingar o outro, agredir ou humilhar. Isso não faz parte do meu perfil”, afirmou.
O deputado avaliou que sua forma de atuação facilita o diálogo com diferentes setores do eleitorado. Na interpretação apresentada durante a entrevista, pessoas de direita reconhecem suas convicções, enquanto integrantes da esquerda e do centro respeitam seu comportamento.
“As pessoas da direita entendem o meu perfil, sabem que eu sou de direita e que defendo aquilo veementemente, mas as pessoas da esquerda também me respeitam, o centro me respeita, e eu acho isso bacana, porque eu respeito todas as pessoas. Quando você dá respeito, você recebe respeito; quando você dá carinho, você recebe carinho”, disse.
Máximo admitiu que pode rever uma posição caso receba dados mais consistentes do que aqueles utilizados para formar sua convicção. Apesar dessa abertura, declarou considerar difícil que as evidências mencionadas por ele sejam superadas.
“Você pode tentar me convencer. Se mostrar outra pesquisa maior, com dados mais fidedignos, pode até ser que eu consiga mudar de ideia. Mas está no meu sangue defender isso, então vou continuar defendendo até que me provem”, afirmou.
Em outro momento da entrevista, Máximo apresentou sua passagem pela Secretaria de Estado da Saúde e a atuação durante a pandemia como fatores decisivos para sua entrada na política eleitoral. O deputado relatou que já realizava atendimentos médicos voluntários havia 16 anos em bairros periféricos, comunidades ribeirinhas e indígenas, municípios do interior e unidades prisionais.
Segundo Máximo, o governador o conheceu enquanto ele realizava um atendimento voluntário em um presídio durante um domingo. À época, Marcos Rocha ainda era coronel e ocupava o cargo de secretário. Posteriormente, o médico foi convidado para assumir a Secretaria de Saúde.
“Eu faço um trabalho voluntário há 16 anos, atendendo como médico nas comunidades ribeirinhas, nas comunidades indígenas, nas periferias, nos bairros mais distantes, no centro da cidade e até dentro dos presídios. Inclusive, quando o governador me conheceu, eu estava fazendo atendimento voluntário, no fim de semana, em um domingo, no presídio”, relatou.
Máximo afirmou que assumiu a pasta pouco antes da pandemia e encontrou um sistema que já apresentava falta de leitos clínicos e de unidades de terapia intensiva, principalmente em Porto Velho. Segundo ele, a crise sanitária exigiu a ampliação da estrutura existente na capital e nos municípios do interior.
O ex-secretário declarou que Rondônia chegou a criar aproximadamente 400 leitos durante a emergência. Conforme seu relato, o governo estadual ampliou diretamente a capacidade de atendimento em diferentes unidades e também ofereceu apoio financeiro a municípios como Vilhena, Ji-Paraná, Jaru e Ariquemes.
“Foi um momento de guerra, um momento de dificuldade. Passamos noites e noites sem dormir, percorremos o interior, visitamos os 52 municípios, fizemos testagem rápida, testagem em massa, vacinação em massa quando havia vacina, entregamos medicamentos e aumentamos leitos clínicos e de UTI”, afirmou.
O deputado descreveu as incertezas enfrentadas pelos profissionais de saúde no início da circulação do coronavírus. Máximo relatou que médicos ainda não sabiam quais medicamentos, exames laboratoriais e métodos de imagem seriam mais indicados para o diagnóstico e o tratamento.
Em uma tentativa de obter informações, ele participou de uma videoconferência com profissionais chineses. Máximo disse que a conversa enfrentou obstáculos provocados pelo fuso horário, pela qualidade da internet, pelo uso de máscaras e pela comunicação em inglês com sotaque chinês.
“A gente estava tentando extrair qualquer informação sobre exames de laboratório, quais alterações deveriam ser levadas em consideração, se usava ou não corticoide, se usava ou não anticoagulante, que exame fazia e que exame não fazia. Eles foram os primeiros a terem os casos na China. Olha a dificuldade disso”, declarou.
Máximo também relatou ter contraído a doença, sido intubado e permanecido 17 dias internado. Posteriormente, seu pai, sua mãe e seu irmão também precisaram de atendimento hospitalar. O deputado afirmou que, ainda em recuperação, permaneceu dentro da unidade de terapia intensiva acompanhando o tratamento do pai e do irmão.
“Peguei coronavírus, fui intubado, fui para a UTI e fiquei 17 dias internado. Logo depois, foram meu irmão, Kauã, da dupla Cleber e Kauan, e meu pai, João Máximo, os dois internados na mesma UTI. Minha mãe, Shirley Máximo, também foi internada no mesmo hospital, com tromboembolismo pulmonar, uma complicação da Covid-19”, relatou.
De acordo com o deputado, os três familiares receberam alta. Máximo afirmou ter acompanhado diariamente os exames, os resultados laboratoriais e a evolução clínica do pai e do irmão durante o período em que permaneceram na UTI.
O parlamentar citou entre as decisões mais difíceis da pandemia o envio de pacientes para outros estados quando Rondônia não dispunha de leitos suficientes. Conforme seu relato, foram disponibilizadas aeronaves para transferências ao Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo. Posteriormente, quando a pressão sobre a rede local diminuiu, Rondônia também recebeu pacientes de outras unidades da Federação.
Máximo relacionou a crise de oxigênio enfrentada pelo Amazonas às condições da BR-319. Segundo ele, seis carretas partiram de Porto Velho, mas levaram aproximadamente uma semana para chegar ao destino devido aos atoleiros encontrados no caminho.
O deputado criticou as restrições ambientais que impedem, segundo sua declaração, a recuperação do asfalto da rodovia. Máximo disse ser contrário a novos desmatamentos, mas afirmou considerar lamentável impedir o asfaltamento de uma estrada já aberta enquanto populações permanecem sujeitas à falta de medicamentos, alimentos e oxigênio.
“Eu não quero que desmate mais. Mas você proibir asfaltar uma BR que já foi asfaltada no passado, com essa história de que vai prejudicar o meio ambiente, e deixar pessoas morrendo, como morreram na Covid-19 e depois por falta de medicamentos e alimentos, é lamentável”, declarou.
Ao explicar por que permaneceu na política, Máximo argumentou que o mandato ampliou o alcance do trabalho social que anteriormente realizava como médico voluntário. Ele citou o projeto Enxergando com Amor, que, segundo seu relato, avaliou 16 mil crianças e adolescentes com idades entre seis e 18 anos e entregou óculos personalizados àqueles que necessitavam.
O deputado também disse ajudar aproximadamente 60 instituições que trabalham com pessoas com deficiência, transtorno do espectro autista e outras condições de neurodivergência. Além disso, afirmou ter viabilizado 1.189 cirurgias de catarata no Cone Sul e recursos para procedimentos eletivos em outros municípios.
“Quando eu coloco um recurso e atendo 16 mil crianças em um projeto, eu potencializo aquilo que fazia. Antes, eu ia com meu estetoscópio e alguns medicamentos, atendia 15, 20 ou 30 pessoas. Agora estou atendendo milhares de pessoas”, declarou.
Máximo afirmou ter destinado recursos para as 38 Apaes de Rondônia e para entidades localizadas em diferentes municípios. De acordo com o parlamentar, a capacidade de alcançar milhares de pessoas por meio das emendas consolidou sua decisão de permanecer na vida pública.
O deputado também relatou um mutirão realizado em São Francisco do Guaporé durante a pandemia. Segundo Máximo, oito cirurgiões viajaram de Porto Velho durante a madrugada e iniciaram os procedimentos às sete horas da manhã.
Ao final do primeiro dia, diante do cansaço da equipe, os médicos decidiram interromper os trabalhos com cinco pacientes ainda aguardando. Máximo afirmou que liberou os colegas, mas permaneceu no hospital e comunicou que realizaria sozinho as operações restantes.
“Chamei a enfermeira e falei: ‘Não deixe dar comida para os pacientes, não deixe sair do jejum, porque eu vou operar todos.’ Ela perguntou: ‘O senhor vai operar sozinho?’ Eu falei: ‘Vou.’ Era sete horas da noite. Ela disse: ‘O senhor vai terminar três horas da manhã.’ Eu respondi: ‘Não tem problema, estou acostumado a operar no João Paulo durante a noite inteira’”, relatou.
Conforme o deputado, os demais cirurgiões souberam que ele continuaria trabalhando e retornaram voluntariamente às salas. Ao término de dois dias, a equipe havia realizado 96 procedimentos.
Máximo apresentou o episódio como uma demonstração de sua concepção de liderança. Para ele, o retorno dos médicos ocorreu porque receberam liberdade para descansar e observaram que o secretário permaneceria no local, e não porque foram obrigados a continuar.
“Se eu desse uma ordem, dizendo que eles tinham que operar mesmo cansados, eles não iriam, e estariam certos. Mas, como eu voltei para operar, eles voltaram, e a gente zerou o mapa. Fizemos 96 cirurgias naquele hospital em dois dias”, afirmou.
No trecho dedicado à trajetória pessoal, Máximo disse ter nascido em uma família pobre e atribuiu aos pais, João e Shirley Máximo, papel decisivo em sua formação. O parlamentar afirmou que estudou em escola pública durante praticamente toda a vida e foi aprovado, aos 17 anos, em seu primeiro vestibular de medicina em uma universidade federal.
Além da graduação e da especialização em cirurgia geral, ele mencionou estudos em cirurgia videolaparoscópica, medicina do trabalho, medicina legal, bioética, segurança pública, direitos humanos e gestão. Máximo também afirmou ser perito médico-legista da Polícia Civil de Rondônia e estar com 75% de seu doutorado concluído na Universidade do Porto, em Portugal.
O deputado declarou que inicialmente recusou o convite para assumir a Secretaria de Saúde e resistiu por mais de um mês. Posteriormente, passou a interpretar sua passagem pela pasta durante a pandemia como uma missão determinada por Deus.
Máximo também apresentou a religião como elemento central de sua vida. O parlamentar declarou que a Bíblia é seu livro de cabeceira e defendeu o respeito aos pais, professores e autoridades. Ele disse realizar palestras para crianças e adolescentes com o objetivo de estimular os estudos e evitar o envolvimento com drogas e criminalidade.
Ao final do programa, o deputado disse que pretende continuar intensificando o trabalho político e pediu que tanto ele quanto Bruno Scheid sejam eleitos para o Senado. A declaração encerrou a discussão sobre uma possível concorrência direta entre os dois pré-candidatos.
“Graças ao nosso bom Jesus Cristo e ao nosso bom Pai, a gente está bem na pesquisa, e o Bruno Scheid também saiu de baixo e teve uma ascensão meteórica. Graças a Deus, ele está ali também muito bem na pesquisa, e eu peço a Deus que realmente a gente seja eleito e ele também seja eleito”, concluiu.
“Naquele momento, as pessoas estavam pedindo para a gente ser candidato a prefeito em 2024, mas acabou que o partido teve outro entendimento.” A declaração foi feita quando Fernando Máximo explicou por que não disputou a Prefeitura de Porto Velho, apesar de afirmar que aparecia à frente nas pesquisas eleitorais.
“O partido lançou uma pessoa, outra pessoa, no nosso lugar. Pegou uma pessoa de outro partido, trouxe para o nosso, que era o meu partido na época, e lançou essa pessoa candidata.” A frase foi pronunciada durante o relato sobre a decisão partidária que impediu sua candidatura à prefeitura em 2024.
“Acabei apoiando o Léo Moraes porque achava que era o melhor candidato a prefeito naquele momento.” Máximo fez a afirmação ao explicar por que apoiou, no segundo turno, o adversário da candidatura apresentada por seu próprio partido.
“Quando eu entro em alguma causa, não entro para brincar.” A declaração foi feita ao detalhar sua participação presencial e diária na campanha de Léo Moraes à Prefeitura de Porto Velho.
“Ele agradeceu o apoio que nós demos para ele na campanha eleitoral de 2024 e declarou, ao vivo e em cores, apoio incondicional à nossa pré-candidatura ao Senado.” Máximo pronunciou a frase ao comentar a manifestação de Léo Moraes durante o evento político realizado em Porto Velho.
“Eu sou de direita, definido de direita. Todos os meus posicionamentos são firmes e as minhas votações são firmes.” A afirmação surgiu quando o deputado foi questionado sobre sua identidade ideológica e sobre a estratégia para dialogar com eleitores de diferentes posições políticas.
“Eu respeito todas as pessoas. Quem tem acima de 18 anos faz o que quiser: pode beber, pode fumar, pode usar droga.” A declaração foi feita enquanto Máximo diferenciava o respeito às decisões individuais de sua oposição à flexibilização das leis sobre drogas.
“Meu posicionamento é firme. Sim, sou contra o aborto, sou contra a cirurgia fetal, sou contra a ideologia de gênero na escola, sim.” A frase foi pronunciada durante a exposição das pautas ideológicas que o deputado afirmou defender no Congresso Nacional.
“Não, muito pelo contrário, são duas vagas.” Máximo respondeu dessa maneira ao ser questionado se temia que sua pré-candidatura ao Senado e a de Bruno Scheid disputassem os mesmos votos e prejudicassem uma à outra.
“Eu peço a Deus que realmente a gente seja eleito e ele também seja eleito.” A declaração encerrou a resposta sobre a presença de Máximo e Bruno Scheid na disputa pelas duas vagas de Rondônia no Senado.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!