O comando militar conjunto do Irã afirmou neste sábado (20) que o Estreito de Ormuz foi fechado, informou a agência iraniana Mehr.
Pouco depois, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, negou a informação e disse à Fox News que não há evidências de que o Irã esteja bloqueando a passagem marítima.
Até a última atualização desta reportagem, não havia confirmação independente de que o estreito tivesse sido fechado nem detalhes sobre eventuais impactos à navegação.
O Estreito de Ormuz fica entre o Irã e Omã e liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. A passagem é considerada uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. Uma eventual interrupção na navegação poderia afetar o mercado internacional de energia e ampliar a tensão militar na região.
Ataques no Líbano
O anúncio atribuído ao comando iraniano ocorre em um dia de nova escalada no Oriente Médio. Também neste sábado, ataques de Israel no sul do Líbano mataram 16 pessoas, incluindo duas crianças, segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano. Os bombardeios atingiram a cidade de Nabatiyeh e vilarejos próximos.
A continuidade dos ataques ameaça o cessar-fogo anunciado horas antes e aumenta a pressão sobre um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio.
O Exército israelense afirmou que os bombardeios foram uma resposta a mais de 50 projéteis disparados pelo Hezbollah contra tropas israelenses no sul do Líbano durante a noite. O grupo terrorista, financiado pelo Irã e aliado de Teerã na região, não assumiu a responsabilidade pelos disparos.
Na sexta-feira (19), uma intensa troca de ataques entre Israel e Hezbollah já havia deixado ao menos 47 mortos no Líbano e quatro soldados israelenses mortos, segundo autoridades dos dois lados.
Em meio às negociações, o embaixador de Israel em Washington, Yechiel Leiter, afirmou nas redes sociais que Israel “permanece firmemente comprometido com um cessar-fogo imediato”, desde que o Hezbollah cumpra o acordo e interrompa as hostilidades.
O Hezbollah, por sua vez, declarou publicamente que respeitará uma trégua caso Israel faça o mesmo, mas não confirmou que um cessar-fogo esteja efetivamente em vigor.



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