A conquista da agente de alimentação Adenilza de Almeida Fagundes Nunes, da Escola Estadual Chico Mendes, em Cabixi, que levou Rondônia ao primeiro lugar estadual e ao reconhecimento nacional no Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), representa muito mais do que o talento de uma servidora. Para a Superintendência Regional de Educação de Cerejeiras, o prêmio é o resultado de uma política pública construída de forma coletiva, envolvendo Governo de Rondônia, Secretaria de Estado da Educação (Seduc), nutricionistas, escolas, agricultores familiares e a comunidade escolar.
A avaliação é da superintendente regional de Educação de Cerejeiras, Marlene Ribeiro, que considera a premiação um reconhecimento ao trabalho desenvolvido nos últimos anos para elevar a qualidade da alimentação escolar nas 17 escolas atendidas pela regional.
Segundo ela, a criação das equipes de nutricionistas nas superintendências regionais representou um divisor de águas na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
"Essa premiação foi de grande valia porque reconhece um trabalho que começa na Secretaria de Estado da Educação e no Governo de Rondônia, com a contratação de nutricionistas para atuar diretamente nas superintendências. Desde então desenvolvemos um trabalho permanente de formação, orientação e monitoramento das manipuladoras de alimentos que estão diariamente preparando a merenda nas escolas."
Marlene destaca que o trabalho não se limita ao preparo das refeições. A alimentação saudável também passou a integrar as atividades pedagógicas das escolas por meio da educação alimentar desenvolvida de forma interdisciplinar.
"Nós percebemos um crescimento muito grande no conhecimento das manipuladoras e também dos estudantes. A educação alimentar passou a fazer parte da rotina escolar e isso reflete diretamente na qualidade da alimentação oferecida."
Para a superintendente, o prêmio conquistado pela receita criada por Adenilza simboliza esse processo de evolução.
"Quando vimos aquela receita pronta para participar do concurso, já percebíamos que havia um trabalho diferenciado ali. O mérito não está apenas na criatividade da manipuladora, mas em todo o processo de orientação técnica realizado pela equipe de nutricionistas."
A receita vencedora — pirarucu ao molho com vegetais, arroz, farofa de vagem e abobrinha, acompanhados de laranja e pitaya — utilizou exclusivamente produtos da agricultura familiar, um dos critérios exigidos pelo concurso nacional e uma das prioridades da alimentação escolar em Rondônia.
Segundo Marlene, essa integração fortalece tanto a qualidade nutricional da merenda quanto a economia dos municípios.
"O trabalho valoriza diretamente os agricultores da agricultura familiar, que fornecem alimentos para as escolas e também recebem orientação da equipe técnica de nutricionistas. É uma cadeia em que todos ganham."
Ela ressalta que o reconhecimento conquistado pela Escola Chico Mendes pertence a toda a rede estadual de ensino.
"É um trabalho conjunto. Participam os estudantes, os professores, as manipuladoras de alimentos, a comunidade escolar, os agricultores familiares, a Superintendência, a Secretaria de Educação e o Governo do Estado. Todos trabalham com um único objetivo: oferecer uma alimentação de qualidade aos nossos alunos."
Embora outras escolas da regional também tenham participado da competição, Marlene afirma que a premiação obtida por Adenilza simboliza o sucesso de uma estratégia construída ao longo dos últimos anos.
"Ver nossa manipuladora de alimentos receber esse troféu em Brasília, ao lado da nutricionista Marcélia Gomes de Oliveira, representando Rondônia diante de todo o Brasil, foi um momento de enorme orgulho. Essa conquista mostra que investir na qualificação das equipes, valorizar a agricultura familiar e fortalecer a alimentação escolar produz resultados concretos."
Para a superintendente, o reconhecimento nacional consolida Rondônia como referência na execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar e demonstra que políticas públicas bem estruturadas são capazes de transformar a alimentação servida diariamente nas escolas em um instrumento de educação, saúde, desenvolvimento regional e valorização da produção local.



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