Porto Velho, RO – Nesta segunda-feira (25), representantes de quatro importantes sindicatos de servidores públicos de Porto Velho se reuniram com vereadores da capital para discutir a grave situação da saúde e da educação no município. As entidades Sintero, Sindeprof, Sinprof e Simero protocolaram suas reivindicações e apresentaram um ultimato à Prefeitura: ou há um acordo ou a categoria entrará em greve.
Entenda quem são os sindicatos na mesa de negociação
A reunião reuniu as principais forças sindicais da capital, que juntas representam milhares de servidores:
Sintero (Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Rondônia): Representa professores e demais profissionais da educação.
Sindeprof (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Porto Velho): Atende servidores de diversas áreas da administração municipal.
Sinprof (Sindicato dos Professores e Professoras no Estado de Rondônia): Focado nos educadores da rede municipal de ensino.
Simero (Sindicato Médico de Rondônia): Defende os interesses dos médicos que atuam na capital e no estado.
Durante o encontro, as entidades relataram um cenário caótico: servidores desmotivados, um índice de afastamento de quase 45% entre profissionais de saúde, problemas de saúde mental e coluna, além da falta de reajuste salarial e de um plano de carreira.
"O servidor da saúde não está bem. Não temos piso, não temos plano de carreira. O vencimento base de um técnico de enfermagem é de R$ 1.300, um valor vergonhoso", desabafou um representante, durante a reunião.
Vereadores cobram ação do Executivo e tentam evitar greve
Os vereadores presentes, majoritariamente da base aliada, demonstraram apoio às pautas, mas foram enfáticos ao afirmar que a "bola está com o prefeito Léo Moraes" . Eles garantiram que a Câmara aprovará qualquer projeto que beneficie os servidores, mas cobraram celeridade do Executivo.
"O que vier para votar em prol do servidor, o voto é certo. Mas a gente não quer sofrer desgaste político. Se houver greve, só beneficia a oposição", afirmou um líder da Casa.
Executivo pede prazo e sinaliza acordo
Representando o prefeito, o chefe de gabinete do Executivo municipal pediu compreensão, citando dificuldades financeiras, mas garantiu que os estudos de impacto das pautas estão prontos. A proposta do governo é que o prefeito, que retorna de viagem na segunda (25), anuncie as pautas possíveis até o final da semana, evitando a paralisação.
"Tudo aquilo que nos comprometemos, nós estamos fazendo. O prefeito precisa fazer algumas escolhas e, tão logo ele chegue, vai fazer os anúncios", explicou o chefe de gabinete.
Assembleia unificada marca pressão final
A assembleia geral unificada, organizada pelo Sintero com apoio das demais entidades, está mantida para a próxima quinta-feira (28), a partir das 8h, em frente à sede da Prefeitura [5†L13-L14]. A categoria cobra respostas concretas do poder público.
Com ou sem acordo, Porto Velho se prepara para um dia de intensa mobilização, no próximo dia 04 de junho com o prefeito Léo Moraes (PODEMOS), que poderá paralisar a cidade e aumentar a pressão sobre o Executivo municipal.



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