Porto Velho, RO — O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, manifestou-se publicamente sobre os dados do Índice de Progresso Social, o IPS, que colocam a capital rondoniense na última posição entre as capitais brasileiras. Em declaração, o gestor reconheceu o resultado negativo, contextualizou sua extensão temporal e apresentou as ações executadas ou iniciadas pela administração municipal em pouco mais de um ano de gestão, além de detalhar a carteira de obras e os recursos assegurados para o período seguinte.
Na declaração, Léo Moraes afirmou: "Porto Velho é a pior capital pra se viver no Brasil. E isso não sou eu quem estou dizendo. São os índices do IPS. E o mais preocupante é que isso se repete há 10 anos. É isso mesmo. Há mais de 10 anos, somos o último lugar. E eu também sou inconformado com isso. 40% desses indicadores não correspondem à responsabilidade da Prefeitura. Mas sim de outros governos como estadual e federal. E apesar de avanços em 2025 se comparados aos anos anteriores, ainda estamos longe do que a cidade merece. É por isso que a nossa gestão decidiu enfrentar esses desafios assim, olho no olho".
E acresceu:
"Em pouco mais de um ano, adquirimos o primeiro hospital municipal da história da nossa Porto Velho, reduzimos a tarifa do ônibus e também renovamos a frota. Aliás, hoje a nossa tarifa é a mais barata entre capitais do país. Conseguimos implementar escola em tempo integral e reforço escolar. Além de iniciar e concluir muitas obras de drenagem, problema histórico e que machuca muito o nosso povo, e além de várias outras ações. Toda grande mudança começa quando alguém para de empurrar as coisas com a barriga. Apesar dos índices negativos e tantos desafios, a nossa cidade é abençoada e ótima para se viver. Vamos seguir trabalhando para juntos nós transformarmos a nossa Porto Velho."
Os dados apresentados pela gestão municipal registram que Porto Velho saiu de 57,25 pontos no IPS Brasil em 2025 para 58,59 pontos em 2026, uma evolução nominal de 1,34 ponto, o que representou, segundo a Prefeitura, a oitava maior evolução nominal entre as capitais brasileiras no período. No mesmo conjunto de informações, a administração municipal atribuiu os problemas estruturais da cidade a décadas de abandono, ausência de planejamento e falta de investimentos em áreas essenciais, e informou que, somente no primeiro semestre de 2026, foram assegurados quase R$ 200 milhões em recursos federais destinados a obras e projetos considerados estratégicos para a melhoria da qualidade de vida da população.
Porto Velho registrou crescimento entre 2024 e 2026. No componente de direitos individuais, o avanço foi de 14,64%. No acesso à informação e comunicação, o crescimento chegou a 12,97%. O acesso ao conhecimento básico registrou alta de 4,75%, enquanto saúde e bem-estar avançou 3,39%. A qualidade do meio ambiente apresentou elevação de 4,09% e o indicador de água e saneamento cresceu 2,15% no período.
No que se refere às ações executadas ou iniciadas pela administração municipal em pouco mais de um ano de gestão, a Prefeitura da Capital destaca a aquisição do que descreve como o primeiro hospital municipal da história de Porto Velho, a redução da tarifa do transporte coletivo, a renovação da frota de ônibus, a implementação de escola em tempo integral, o programa de reforço escolar e a execução e conclusão de obras de drenagem em diferentes pontos da cidade.
A carteira de obras em processo de licitação no primeiro semestre de 2026 soma R$ 187.893.812,21, distribuídos em 12 intervenções lançadas pela Prefeitura no período. Em março, seis obras totalizaram R$ 55.921.666,10. Entre elas estão a Policlínica PVH, incluída no programa PAC 2025, com valor de R$ 22.364.623,38; a Casa da Mulher Brasileira, vinculada ao Ministério das Mulheres, com R$ 17.387.078,27; e o Novo Mercado Km 1, orçado em R$ 9.599.059,89, com licitação já concluída à época da divulgação dos dados.
Em abril, outras cinco obras somaram R$ 25.055.865,79. Entre as intervenções desse grupo constam a Escola de 20 salas no Bairro Novo, no valor de R$ 14.140.000,00, e a Pavimentação do Bairro Lagoa I, com R$ 6.347.155,00.
Em maio, a carteira suspensiva concentrou R$ 106.916.280,32, divididos entre dois grandes grupos de intervenção. O primeiro reúne quatro creches FNDE Tipo 2, no modelo Proinfância, com capacidade para atender até 188 crianças cada em dois turnos ou 94 crianças em período integral, localizadas nos bairros Três Marias, Nova Califórnia, Extrema e Vista Alegre do Abunã. O segundo é a macrodrenagem urbana, orçada em R$ 90 milhões e descrita no plano da administração como um conjunto de obras estruturais e não estruturais para o manejo sustentável das águas pluviais, a mitigação de enchentes e inundações, a promoção de segurança urbana e a sustentabilidade ambiental, com financiamento previsto pelo Orçamento Geral da União por meio do Novo PAC, no âmbito do programa de Drenagem e Contenção de Encostas.
Além das obras em processo de licitação, a gestão registra intervenções em execução. O Instituto de Longa Permanência do Idoso, com R$ 7.416.501,00 via convênio federal, integra esse grupo, assim como a reforma da Maternidade Mãe Esperança, com previsão de conclusão informada para julho de 2026; a UPA Leste, financiada por emenda do próprio prefeito Léo Moraes; a reforma da UBS Pedacinho de Chão, com R$ 2.054.623,79; a reforma da Policlínica Rafael Vaz e Silva; e a Pavimentação do Parque Amazônia, orçada em R$ 9.428.787,00 e com execução registrada em 24,88% no momento da divulgação dos dados.
Em fase preparatória ou de elaboração, a Prefeitura de Porto Velho relaciona a UPA Dra. Ana Adelaide Adulto e Infantil, classificada como Porte III, orçada em R$ 31,2 milhões e com entrega prevista para abril de 2028; o Centro de Convenções, com área construída de 7.300,05 metros quadrados e capacidade para 5 mil pessoas; o Memorial da Candelária; o Mercado do Pescado e Entorno; o viaduto na Avenida Imigrantes com a Avenida Rio Madeira; a Farmácia Básica Municipal Zona Sul, com R$ 3,5 milhões e projeto concluído para captação de recursos; quatro Unidades Básicas de Saúde Tipo 2 pelo PAC 2025, com licitação prevista para julho de 2026; além de praças, quadras de grama sintética, escolas em tempo integral, pavimentações de estradas vicinais e equipamentos distribuídos por diferentes regiões da cidade e dos distritos.
O ciclo de execução apresentado pela Secretaria Municipal de Contratos, Convênios e Licitações detalha as oito etapas necessárias para percorrer o caminho entre o projeto arquitetônico e a assinatura do contrato, totalizando 435 dias. O fluxo compreende 60 dias dedicados à etapa de arquitetura; 20 dias para regularização junto à Secretaria Municipal de Regularização Fundiária e Habitação, a SEMUR; 20 dias para aprovações de trânsito na Secretaria Municipal de Trânsito, a SEMTRAN; 20 dias para a obtenção de licença ambiental junto à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a SEMA; 150 dias para a elaboração da engenharia completa com todos os projetos complementares; 45 dias para o processo administrativo; e 120 dias para a licitação formal, incluindo homologação e adjudicação. A execução contratual, que pode durar 12 ou 18 meses conforme o objeto da obra, ocorre após o cumprimento de todas essas etapas.



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