Como parte das ações voltadas à sustentabilidade e à melhoria da drenagem urbana, Porto Velho passa a contar com os chamados jardins de chuva, uma solução inovadora que utiliza a própria natureza para auxiliar no escoamento da água. A iniciativa integra um conjunto de estratégias que buscam tornar a cidade mais preparada para o período chuvoso, aliando infraestrutura e preservação ambiental.
Os jardins de chuva são áreas verdes planejadas para absorver e filtrar a água da chuva diretamente no solo, contribuindo para a redução de alagamentos e enchentes. As estruturas funcionam como um sistema complementar de drenagem, atuando em conjunto com a rede tradicional já existente no município.
Cada unidade tem capacidade de armazenar até 20 mil litros de água em poucos minutos, o que ajuda a diminuir o volume de água acumulado nas vias durante períodos de chuvas intensas. Além disso, os jardins também proporcionam benefícios ambientais, como a melhoria do microclima e o aumento das áreas verdes na cidade.
Os primeiros pontos contemplados estão localizados na Avenida Rio de Janeiro e na Rua 8, escolhidos com base em estudos técnicos que identificaram a necessidade de reforço na drenagem nessas regiões. A seleção levou em consideração áreas que historicamente apresentam maior acúmulo de água durante o período chuvoso, garantindo que a implantação das estruturas traga resultados mais eficientes para a população.
O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, ressaltou a importância da iniciativa. “Estamos investindo em soluções sustentáveis que contribuem diretamente para a melhoria da qualidade de vida da população. Os jardins de chuva representam uma alternativa eficiente, que alia infraestrutura e preservação ambiental”..
A implantação dos jardins de chuva integra o conjunto de ações da prefeitura voltadas à modernização da cidade, com foco em soluções inovadoras para os desafios urbanos, especialmente durante o período chuvoso. O secretário-executivo de Saneamento Básico, Giovani Marini, também enfatizou o alcance do projeto.
“Ao todo, serão 20 pontos instalados em Porto Velho, definidos com base em áreas que historicamente enfrentam problemas de alagamento. Além disso, a participação da população será fundamental, especialmente no cuidado com o paisagismo desses espaços, contribuindo para a conservação e o bom funcionamento dos jardins”.



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