PORTO VELHO, RO - O senador Confúcio Moura publicou, no último domingo, 26, um texto no qual aborda a evolução do salário mínimo no Brasil a partir de sua experiência parlamentar e de referências históricas e políticas. Ao relatar o início de sua atuação na Câmara dos Deputados, em maio de 1995, ele registra que o valor do salário mínimo à época era de 100 reais, tendo alcançado 200 reais apenas em junho de 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
No mesmo período, segundo o relato, atuava na Câmara um parlamentar que defendia de forma reiterada o aumento do salário mínimo, considerado baixo. O texto identifica esse parlamentar como Paulo Paim, então deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul. De acordo com Confúcio Moura, o discurso de Paim era constante e acompanhado de apresentação de projetos e articulações junto a ministérios, tendo como objetivo elevar o salário mínimo ao equivalente a 100 dólares.
O senador de Rondônia descreve Paulo Paim como um político persistente, ressaltando sua continuidade na atuação parlamentar após chegar ao Senado. Ele menciona ainda a participação do senador petista na criação e consolidação de legislações como o Estatuto do Idoso, o Estatuto da Pessoa com Deficiência e a lei de cotas. No texto, também são apresentados aspectos da rotina no Senado, indicando que ambos se sentam próximos no plenário e que Paim mantém uma prática diária de pronunciamentos.
Confúcio Moura também registra informações sobre a trajetória pessoal de Paulo Paim, mencionando sua formação no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o trabalho anterior como vendedor de frutas em Porto Alegre e Caxias do Sul e sua atuação como sindicalista. O texto destaca ainda que o senador enfrenta episódios de problemas de saúde, como crises de gota, que chegaram a exigir o uso de cadeira de rodas, sem interromper suas atividades.
Ao abordar o tempo de atuação política de Paulo Paim, estimado em cerca de 40 anos, Confúcio Moura menciona que, caso tivesse que escolher o melhor senador, votaria nele. O texto também apresenta dados atuais sobre o salário mínimo, indicando o valor de R$ 1.621,00, equivalente a cerca de 320 dólares, conforme a referência utilizada pelo autor.
Na conclusão, o senador registra que, apesar da evolução do valor ao longo dos anos, Paulo Paim não considera o nível atual suficiente, defendendo que o salário mínimo deve ser capaz de sustentar uma família com dignidade.
CONFIRA:
Salário mínimo: de Getúlio a Paim
Por Confúcio Moura
26/04/2026
Quando cheguei à Câmara dos Deputados, início de 1995, mês de maio, o salário-mínimo era 100 reais. Somente, em junho de 2002, chegou a 200. Transcorria o Governo do FHC. Estava por lá, um deputado que brigava pelo aumento do salário-mínimo. Que era irrisório. O Paulo Paim, combativo parlamentar do PT do Rio Grande do Sul.
O discurso dele era este. E repetia. Repetia. Fazia projetos. Percorria ministérios. O sonho dele e de muitos outros era que o salário-mínimo chegasse a 100 dólares. E nada. Paulo Paim é um político extraordinário. Persistente. Insistente. Não desiste nunca. Hoje, é Senador. Continua do mesmo jeito. Tem vários estatutos que ele brigou até implantar: do Idoso; da Pessoa com deficiência; Lei de quotas e por aí vai.
Eu me sento no plenário pertinho dele. Ele chega, senta-se, fica quieto, todo mundo passa e o cumprimenta. Ele faz seu discurso diário. Senta-se de novo. E dele só irradia coisa boa. Foi aluno do SENAI. Aprendeu uma profissão. Antes vendia frutas em Porto Alegre e Caxias. Foi sindicalista. Ele não para de pensar. Tem sempre um desafio a vencer.
De vez em quando tem ataques de gota. Os pés incham. Já chegou a usar cadeira de rodas. Não sossega. Acho que o Paim já tem uns 40 anos de atividade política. Se eu tivesse que votar para escolher o melhor senador – eu votaria nele. Ainda não está satisfeito com o valor do salário-mínimo – lá atrás queria 100 dólares, hoje, é de RS 1621,00, cerca de 320 dólares.
Parece um sonho, mas, Paim não está satisfeito, para ele o salário-mínimo deve manter uma família com toda a dignidade possível.



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