A Polícia Civil investiga uma tentativa de homicídio em Ariquemes (RO), que deixou um homem identificado como Adriano, em estado grave.
Adriano foi alvejado por disparos de arma de fogo enquanto trabalhava num posto de combustíveis. A dinâmica do crime, marcada por frieza e aparente planejamento, acendeu o alerta das autoridades, informou o repórter Ricardo Schuwanz, do canal 35.
Uma testemunha que trabalha no local descreveu a cena como de horror. Segundo o relato, dois indivíduos em uma motocicleta Titan verde, surgiram repentinamente e efetuaram diversos disparos contra a vítima, fugindo em alta velocidade pela avenida Candeias logo em seguida.
O caso ganhou contornos ainda mais intrigantes após a informação de que três homens com comportamento suspeito estiveram no estabelecimento momentos antes do atentado. Sob o pretexto de comprar cigarros, apenas um deles teria interagido diretamente, enquanto os outros dois permaneceram à distância, observando atentamente a movimentação — atitude que agora será minuciosamente investigada.
Imagens do sistema de monitoramento interno do posto trouxeram um detalhe considerado relevante pelos investigadores: o chinelo de um dos suspeitos que esteve no local é idêntico ao calçado do atirador registrado em vídeo. O material já está sob análise da Polícia Civil e da equipe de Homicídios.
Adriano foi atingido por sete perfurações, sendo uma na cabeça, além de lesões no tronco e no braço. Ele foi socorrido às pressas pelo SAMU, encaminhado ao hospital local, passou por cirurgia e posteriormente transferido para Porto Velho em estado gravíssimo.
No local do crime, a perícia recolheu nove cápsulas deflagradas de munição calibre 9mm. Para os investigadores, a brutalidade do ataque e a precisão dos disparos indicam uma possível execução planejada, afastando, em princípio, a hipótese de violência aleatória.
Uma testemunha próxima da vítima informou à polícia que Adriano não havia relatado ameaças recentes nem conhecimento de qualquer situação que pudesse motivar o atentado — elemento que, por ora, aprofunda o mistério sobre a motivação do crime.
O aparelho celular da vítima foi apreendido e entregue à autoridade policial, que espera extrair informações capazes de revelar conexões, possíveis mandantes e a identidade dos executores.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!