PORTO VELHO, RO – A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, apresentou duas representações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e contra o Partido Liberal e parlamentares da sigla — entre eles a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Rogério Marinho (PL-RN) — por suposta propaganda eleitoral antecipada negativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com as ações, conteúdos produzidos com uso de inteligência artificial teriam sido divulgados nas redes sociais com o objetivo de associar Lula a crimes, irregularidades administrativas e escândalos financeiros. As siglas pedem a retirada imediata dos materiais no prazo de 24 horas, além da aplicação de multa de R$ 30 mil aos responsáveis.
Segundo a representação, um dos vídeos mostra o presidente caracterizado como presidiário, sendo chamado de “Luladrão” e vinculado a episódios de corrupção, gastos públicos e supostas fraudes. Outro material, publicado em perfil partidário em parceria com parlamentares do PL, retrata Lula como um demônio e o associa a narrativas como “roubo do INSS” e desvio de recursos públicos.
No documento encaminhado à Justiça Eleitoral, a federação sustenta que o conteúdo teria sido “arquitetado unicamente com o objetivo de divulgar à população, de forma equivocada e leviana, imagem ofensiva”, com a atribuição da pecha de “ladrão” e a vinculação indevida a escândalos financeiros.
As legendas também apontam irregularidade no uso de inteligência artificial sem a devida identificação do material, o que, segundo a ação, contraria as normas eleitorais. Para a federação, a produção de conteúdos manipulados — como deepfakes e imagens sintéticas — com a finalidade de desgastar a imagem de um pré-candidato ultrapassa os limites da crítica política e configura propaganda antecipada negativa.
“As práticas narradas transcendem a mera crítica política, convolando-se em ato ilícito de propaganda antecipada negativa”, afirmam as siglas na representação.
As ações aguardam análise da Justiça Eleitoral.



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