Publicada em 05/02/2026 às 08h23
Todos os dias, Aquilla Isaac sai do bairro Eletronorte com destino à faculdade. Acadêmico do curso de história, ele conhece bem o trajeto, os horários e, principalmente, as mudanças pelas quais o transporte coletivo de Porto Velho vem passando. Usuário do sistema desde 2018, o universitário percebeu logo de cara a diferença ao entrar, pela primeira vez, em um dos novos ônibus roxos que começaram a circular pela cidade.
“O ônibus que eu sempre pego pra ir praticamente a qualquer lugar é o Cohab. O primeiro ônibus roxo que eu andei foi ele. Foi uma experiência muito boa, porque a gente precisava desse conforto, para se sentir não só seguro, mas também ter bem-estar, algo proporcional ao que a gente, como cidadão, precisa”.
A experiência de Aquilla reflete uma nova fase do transporte coletivo urbano apresentada pela Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade (Semtran). A cidade passou a contar com uma frota moderna de 51 ônibus zero quilômetro, que chama atenção pela identidade visual na cor roxa, escolhida para dialogar com a cultura amazônica e o conceito de regionalização.
Segundo o secretário da Semtran, Iremar Torres, a escolha da cor foi estratégica e simbólica. “A ideia não foi ser discreta, mas chamativa. Com essa característica de regionalização e ligação com a cultura amazônica, o roxo caiu muito bem, remetendo ao nosso açaí. Além disso, a nova identidade visual facilita a identificação dos ônibus nas vias urbanas”.
A padronização visual busca valorizar elementos do cotidiano da população da região Norte. Além da aparência marcante, os novos veículos oferecem melhorias significativas no dia a dia dos usuários, como ar-condicionado, internet sem fio, sistema de geolocalização global, entradas de carregadores para diferentes celulares em todas as poltronas, além de elevador acessível para pessoas com deficiência.
Quem também percebeu essa evolução foi Antônio Paulo, de 59 anos, morador do bairro Socialista. Ex-cobrador de ônibus em 2005, ele acompanhou de perto as transformações no sistema de transporte da capital. “Antigamente não tinha ônibus com ar-condicionado, era tudo muito antigo. Hoje mudou bastante, com veículos melhores e mais conforto”.
Antônio Paulo acompanhou de perto as transformações no sistema de transporte da capital
Os “roxinhos”, apelidados de maneira carinhosa pela população, integram à frota anterior, ampliando o atendimento à população. A acessibilidade foi um dos pontos centrais dessa renovação, com veículos adaptados para cadeirantes e pessoas com dificuldades de locomoção, incluindo os micro-ônibus conhecidos como “verdinho”.
Também houve ampliação do atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com a entrega de mais dois veículos especializados, garantindo mais segurança, conforto e dignidade para quem utiliza o transporte coletivo diariamente.



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