A liquidação de três bancos acende um alerta no sistema bancário brasileiro
CARO LEITOR, a liquidação dos bancos Pleno, Will Bank e Master pelo Banco Central acende um alerta: com três bancos fechados em apenas três meses, estaria o Brasil diante de uma crise bancária? O ponto central no nosso questionamento aqui é que os três bancos têm ligação direta com o escândalo do banco Master, liquidado após a identificação de fraude financeira e graves violações às normas bancárias vigentes no país. Para quem não sabe, o Will Bank, liquidado em janeiro, fazia parte do conglomerado do banco Master, enquanto o banco Pleno era comandado por um ex-sócio do grupo Master. Neste caso, o que aconteceu até aqui tem origem em falhas de gestão, compliance e crescimento insustentável dentro de um mesmo núcleo. Contudo, não existe risco de quebra generalizada do sistema bancário e financeiro do país. Assim, a temática de hoje trata de quebras de instituições bancárias e financeiras de um núcleo específico que precisa ser investigado e esclarecido da forma mais transparente possível por conta do rombo bilionário no sistema financeiro do país.
Will
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank em janeiro deste ano, devido a falhas de pagamentos e demonstrar insolvência financeira. Desse modo, todas as operações foram canceladas e dado início ao processo de ressarcimento de valores, incluindo uso do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para CDBs.
Pleno I
O banco Pleno foi liquidado no mês em curso e expõe um esquema de crédito consignado criado em governos do PT na Bahia. Segundo investigações, o elo começou em 2018, no governo de Rui Costa (PT), com a criação do Credcesta, um cartão de crédito com desconto direto no salário de servidores baianos.
Pleno II
No caso do banco Pleno e do governo da Bahia com a criação do Credcesta, decretos estaduais ajudaram a impulsionar o negócio ao aumentar a margem de endividamento dos servidores e dificultar que eles migrassem para outros bancos, garantindo exclusividade ao grupo.
FGC
A quebra do banco Master atingiu mais de 1,6 milhão de clientes e pode levar a um rombo de mais de R$ 40,6 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Por que esse valor bilionário? Porque os bancos usavam o FGC (de até R$ 250 mil por CPF) como principal argumento de garantia para atrair investidores, mesmo com a saúde financeira das instituições bancárias deteriorada.
BRB
O caso pior é do Banco Regional de Brasília (BRB), que registrou perdas bilionárias em operações financeiras com o banco Master. O BRB já apresentou um plano de recomposição de capital ao Banco Central, reforçando o ruído que precisa ser investigado com rigor e seriedade.
Escândalo
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, voltada para investigar rombo financeiro do banco Master, aponta o envolvimento de políticos influentes e magistrados do poder judiciário, incluindo negociações fraudulentas envolvendo o Banco Regional de Brasília (BRB) e consultorias. É um dos maiores escândalos financeiros do país.
Sujeira
Enquanto os representantes políticos da direita e extrema-direita polarizam o país com as pautas de costumes e da segurança pública, os grandes corruptos de colarinho branco envolvidos nos escândalos dos bancos Master, Pleno, Will Bank e BRB, trabalham silenciosamente para esconder a sujeira debaixo do tapete.
Silêncio
É uma vergonha a nossa representação política no Congresso Nacional. Não são capazes de observar o silêncio ensurdecedor dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) depois do escândalo do banco Master.
Cobrar
É preciso que a sociedade brasileira, de um modo geral, cobre dos nossos parlamentares o acompanhamento rigoroso nas investigações do banco Master, Pleno, Will Bank e BRB no intuito de pressionar por investigações sérias e a punibilidade a todos os atores envolvidos no esquema de fraude financeira bilionária.
Alternativas
O empresário da educação, advogado Paulo Andrade, apresenta sinais de recusar o convite para disputar o governo pelo MDB. Enquanto isso, alas do partido buscam construir outras alternativas para lançar na disputa ao governo de Rondônia. Atualmente, o nome mais cotado é o do empresário Rafael Claros.
Agenda
O pré-candidato ao governo do Podemos e prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), intensificou agenda no final de semana em Porto Velho. Flori participou de culto na Igreja Assembleia de Deus, conversou com diversas lideranças de grupos políticos, visitou lideranças de bairros e ontem (23), conversou com lideranças partidárias, setores da imprensa e visitou gabinetes de parlamentares na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO).
Marcante
O episódio marcante da participação do pré-candidato ao governo do Podemos e prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), ocorreu no culto na Igreja Assembleia de Deus com o senador Marcos Rogério (PL). Rogério estava evitando cumprimentar Flori e o aperto de mão foi nas pontinhas dos dedos.
Conquistar
O pré-candidato ao governo do Podemos e prefeito de Vilhena, delegado Flori (Podemos), amplia o diálogo com lideranças políticas para conquistar apoio à sua pré-candidatura ao governo no intuito de virar inquilino do Palácio Rio Madeira. Além disso, Flori tem demonstrado ser um líder que deseja seguir bem próximo da imprensa, diferente de outros líderes políticos que preferem ficar distantes.
Acertou
O governo do Coronel Marcos Rocha (PSD) acertou em comprar a Maternidade Regina Pacis durante a pandemia da Covid-19 e transformá-la em Hospital de Retaguarda. Neste caso, ele não alugou um hospital de lona que, depois da pandemia, seria desmanchado e o empresário ficaria com o lucro do aluguel e todos os equipamentos médicos e hospitalares.
Dobrou
O Hospital de Retaguarda dobrou a capacidade de atendimento do Hospital João Paulo II. Além disso, reformas pontuais nas instalações físicas do Hospital de Base foram realizadas e as do HJP II estão para serem entregues nos próximos dias.
Luxo
Falando em reforma, o governador Coronel Marcos Rocha (PSD) transformou o abandono em luxo com a entrega da reforma e ampliação do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (CEMETRON). A obra possibilitou a ampliação de mais 21 leitos clínicos e 10 novos leitos de UTI.
Avançou
O governo do Coronel Marcos Rocha (PSD) também avançou com a entrega do Hospital de Guajará-Mirim e a reforma e ampliação do Hospital Regional de São Francisco do Guaporé. Esse último foi inaugurado há 13 anos e nunca tinha passado por reformas e ampliação.
Corajoso
O governador Coronel Marcos Rocha (PSD) foi corajoso ao assumir a gestão executiva e financeira do Hospital Regional de Vilhena, bem como a contratação das carretas da saúde e a compra de leitos clínicos ociosos na rede privada, bem como de UTI e de capacidade cirúrgica dos hospitais privados no âmbito estadual.
Atraso
Agora, o maior problema do governo do Coronel Marcos Rocha (PSD) é o atraso nos pagamentos aos prestadores de serviços conveniados, ou seja, ambulatórios, clínicas, hospitais, terceirizadas e carretas de especialidades que já prestaram o serviço à população. Neste caso, estão sem receber e trabalhando no vermelho.
Receber
Os hospitais particulares, bem como ambulatórios, clínicas, carretas de especialidades e terceirizadas contratadas e conveniadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SESAU), que prestaram o serviço, precisam receber. Afinal de contas, existem obrigações a pagar, como salários dos profissionais da saúde, encargos trabalhistas, impostos, conta de água e luz, aquisição de material médico, remédios e outros.
Prática
Falando em receber, existe um ditado popular que diz: “criar dificuldades para vender facilidades”. Ou seja, é uma prática antiética onde obstáculos, burocracias e problemas são artificialmente criados ou mantidos (dificuldades) para, posteriormente, oferecer uma solução rápida (facilidade) em troca de vantagens.
ALERO
Os trabalhos legislativos na Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO) retornam hoje (24) às 15h. Neste caso, a instalação da 4ª Sessão Legislativa Ordinária de abertura anual dos trabalhos da 11ª Legislatura será conduzida pela presidente da Casa de Leis, deputado estadual Alex Redano (Republicanos), e contará com a presença do governador Coronel Marcos Rocha (PSD).
Sensibilizar
Falando em trabalhos, o deputado estadual Alan Queiroz (Podemos) se encontra em Brasília para sensibilizar os parlamentares federais rondonienses para participar da audiência pública convocada por ele para debater o pedágio na BR-364. Alan também levou convites para o DNIT e a ANTT. A audiência acontecerá no dia 02 de março às 14:30h no Plenário da ALERO.
Revogou
Ontem (23), o Governo Federal revogou o decreto que autorizava a realização de estudos técnicos para privatização da hidrovia do rio Madeira, Tapajós e Tocantins. A decisão do Palácio Planalto resulta da pressão feita pelos povos indígenas.
Contra
Vale lembrar, pelas bandas de cá, que o deputado estadual Alan Queiroz (Podemos) foi o primeiro parlamentar estadual que se posicionou contra e convocou audiência pública para debater a privatização do rio Madeira. Em seguida, foram encaminhados documentos do resultado da audiência pública aos órgãos competentes.
Saúde
Ontem (23), a coluna recebeu mensagens de leitores informando a falta de medicamentos no Posto de Saúde Municipal Maurício Bustani, a exemplo do Carbono de Lítio e outros. Chequei a informação com servidores da saúde municipal de Porto Velho e revelaram que a situação está complexa. Com a palavra, o secretário de Saúde da capital, médico Jaime Gazola.
Avante
O presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, vereador Gedeão Negreiros (PSDB), e o seu irmão, o ex-vereador Edwilson Negreiros, devem deixar o PSDB nos próximos dias e se filiar ao partido Avante. No caso de Gedeão, ele está de posse de carta de anuência. Por sua vez, o partido passa a contar com quatro vereadores na capital.
Sério
Falando sério, a liquidação dos bancos Pleno, Master e Will Bank, bem como o caso do BRB, revela a falha do Banco Central em fiscalizar rigorosamente o sistema financeiro e bancário do país para identificar inconsistências e possíveis fraudes. Enquanto isso, os grandes bancos brasileiros operam com índices de Basileia acima do mínimo exigido, o que significa que estão mais bem capitalizados para absorver choques inesperados, e o sistema mantém níveis confortáveis de liquidez.



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