A polícia britânica afirmou nesta sexta-feira (20) que está investigando se aeroportos do Reino Unido foram utilizados para facilitar o tráfico de pessoas e exploração sexual no âmbito do caso Epstein.
"Após a nova divulgação de milhões de documentos judiciais relacionados a Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, estamos cientes da sugestão de que aeroportos de Londres possam ter sido usados para facilitar o tráfico de pessoas e a exploração sexual. Estamos avaliando essas informações e buscando ativamente mais detalhes junto a parceiros das forças de segurança, incluindo nos Estados Unidos", afirmou a Polícia Metropolitana em comunicado.
A polícia anunciou também que está "identificando e entrando em contato com ex-agentes e agentes que possam ter trabalhado de perto na proteção de Andrew Mountbatten-Windsor" para saber se eles tenham "visto ou ouvido" qualquer informação que possa contribuir para as investigações.
Essa consulta ocorre após um ex-oficial sênior da unidade especial de proteção da realeza da Polícia Metropolitana ter denunciado à imprensa britânica que seguranças de Andrew podem ter "deliberadamente feito vista grossa" durante visitas do ex-príncipe à ilha de Epstein.
O ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III, foi preso na manhã de quinta e ficou cerca de 11 horas na delegacia para depor sob suspeita de má conduta no exercício de cargo público (leia mais abaixo). A polícia do Vale do Tâmisa apura se Andrew compartilhou com Epstein relatórios confidenciais quando ele atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.
Já nesta sexta, os policiais entraram no 2º dia de buscas em endereços ligados ao ex-príncipe Andrew. Segundo a emissora britânica "BBC", as buscas da polícia no Royal Lodge podem se estender até segunda-feira (23).
Apesar do anúncio em relação às investigações para determinar as ligações de Jeffrey Epstein com o Reino Unido, a pasta afirmou que não houve nenhuma nova acusação criminal foi apresentada à polícia em relação a supostos crimes sexuais que teriam ocorrido na Grã-Bretanha.



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