Publicada em 14/01/2026 às 15h21
O número de mortos nos protestos contra o regime Khamenei no Irã subiu para mais de 3.400 pessoas, segundo atualização desta quarta-feira (14) de uma ONG de direitos humanos que acompanha a situação no país.
O novo balanço dos protestos no Irã, que escalaram em dimensão e violência nos últimos dias e já ocorrem por todo o país, foi divulgado pela ONG Direitos Humanos no Irã (IHR, na sigla em inglês), baseada na Noruega, mas que monitora os protestos por meio de fontes dentro do território iraniano.
Segundo a ONG, o total de mortos apurado até o momento é de pelo menos 3.428 pessoas, sendo 3.379 manifestantes. O balanço foi obtido pela organização por meio de fontes no Ministério da Saúde iraniano e se refere ao dias 8 a 12 de janeiro, apenas.
O número real de mortes, no entanto, deve ser ainda maior, segundo ONGs, porém a apuração está sendo dificultada por conta de um bloqueio à internet no Irã imposto pelo regime Khamenei.
Diversos relatos de testemunhas veiculados por ONGs, agências de notícias e pela imprensa internacional descreveram a violência adotada pelas forças de segurança iranianas e falam que um massacre e execuções extrajudiciais estariam ocorrendo no país. Além dos mortos, mais de 18 mil manifestantes foram presos pelo regime Khamenei, segundo a ONG norte-americana HRANA, que também monitora a situação.
Trump ameaça intervir militarmente no Irã por conta das mortes de manifestantes pelas forças de segurança de Khamenei, e disse na terça-feira que "a ajuda está a caminho". Atualmente, ele avalia opções militares contra o país e a mídia dos EUA acredita que um ataque ao Irã é iminente. Em resposta, Teerã denunciou os EUA à ONU e acusou Washington de forjar um pretexto para buscar uma mudança de regime no país.
O Irã afirmou nesta quarta que atacará bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso seja bombardeado e já avisou os países vizinhos sobre a decisão, afirmou um oficial iraniano de alto escalão à agência de notícias Reuters. Já os EUA começaram a evacuar soldados de algumas de suas principais bases militares no Oriente Médio, segundo a Reuters.
Um manifestante deve ser executado no Irã nesta quarta-feira, segundo a IHR. Erfan Soltani, de 26 anos, foi preso durante um protesto no início da semana, e especialistas acreditam que sua rápida execução será utilizada como uma mensagem do regime contra os manifestantes. Trump disse que o Irã "pagará um preço muito alto" caso execute manifestantes.
Mesmo assim, o governo iraniano indicou que estaria disposto a realizar mais execuções, porque o Judiciário afirmou nesta quarta que priorizará "rápidos julgamentos" dos presos nos protestos —que ONGs afirmam ultrapassar os 18 mil.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!