Publicada em 04/04/2022 às 16h25
Washington continua insistindo em "uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU" para fornecer uma "resposta" aos disparos de mísseis da Coreia do Norte, disse nesta segunda-feira (4) o enviado dos Estados Unidos para a questão norte-coreana.
O recente disparo de mísseis balísticos da Coreia do Norte, incluindo um intercontinental no final de março, "viola claramente muitas resoluções do Conselho de Segurança da ONU e devemos trabalhar juntos para dar uma resposta contundente ao comportamento provocador da Coreia do Norte", afirmou Sung Kim após se reunir em Washington com seu homólogo sul-coreano, Noh Kyu-duk.
"Estamos de acordo sobre a importância de uma resposta contundente do Conselho de Segurança da ONU a esses atos que favorecem a escalada" e "espero trabalhar com o embaixador Noh" em "busca de uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU", disse à imprensa.
Nas últimas semanas, Pyongyang multiplicou os testes de armas e, em 24 de março, lançou um míssil balístico intercontinental na área marítima econômica exclusiva do Japão. Até esse dia e desde o final de 2017, o líder norte-coreano Kim Jong Un observou uma moratória sobre este tipo de lançamento de mísseis.
Devido ao disparo, os Estados Unidos tentaram, em vão, obter um endurecimento das sanções contra a Coreia do Norte, mas China e Rússia se opuseram.
"Também deixamos claro que permanecemos abertos à diplomacia, mas isso depende realmente de Pyongyang", que "pode optar por falar conosco, negociar conosco para alcançar" a "desnuclearização", acrescentou Sung Kim.
Os Estados Unidos multiplicaram, também em vão, os apelos ao diálogo com a Coreia do Norte desde a chegada do presidente Joe Biden na Casa Branca, no início de 2021.

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