O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descartou um novo ataque ao Irã no próximo mês, antes das eleições de meio de mandato no país.
Em um post na rede Truth Social, nesta quinta-feira (8), Trump falou que Washington e Teerã estão tendo "discussões produtivas", e que "o petróleo está fluindo em quantidades recordes no Estreito de Ormuz".
Segundo ele, só na noite desta quarta-feira (7), 22 bilhões de barris passaram pela rota; nenhum vindo do território iraniano.
"Estamos mantendo discussões produtivas com a República Islâmica do Irã. Quero deixar claro para todos que, embora o Irã esteja em péssimas condições, tanto econômica quanto militarmente, e embora o bloqueio permaneça em pleno vigor e efeito, (...) não atacaremos o Irã em nenhum momento antes das eleições de meio de mandato que serão realizadas nos Estados Unidos em 3 de novembro. O Irã não terá armas nucleares", afirmou.
Depois do post do presidente, o Tesouro Nacional dos EUA anunciou novas sanções relacionadas ao Irã, visando dezenas de pessoas, entidades e embarcações.
Um funcionário do departamento informou à agência de notícias Reuters que o país interrompeu o carregamento e o descarregamento de navios petroleiros devido ao bloqueio e às sanções dos EUA, e a estimativa é de que o Irã ainda possui 20 milhões de barris de petróleo bruto em navios fora do bloqueio americano.
Trump causou polêmica ao falar sobre possível ataque do Irã aos EUA
Na segunda-feira (5), Trump envolveu-se em mais uma polêmica ao sugerir as cidades de Los Angeles e San Diego como possíveis alvos de ataques do Irã. Diversas autoridades da oposição democrata, incluindo o governo local, criticaram Trump.
“Este é um pequeno preço a pagar pela segurança do mundo, pela segurança do nosso país", afirmou Trump sobre a guerra contra o Irã. "Eles poderiam destruir uma cidade [dos EUA]. Deixem que destruam Los Angeles. Deixem que destruam San Diego. É um preço muito pequeno a pagar e, muito em breve, tudo isso [a guerra] terá acabado. Basicamente, já está quase acabando”, completou.
Los Angeles e San Diego ficam na Califórnia, no oeste dos EUA, e são governadas por democratas. Juntas, elas têm cerca de 5,2 milhões de habitantes.
A fala ocorreu em um comício no Nebraska, onde Trump tenta garantir o sucesso eleitoral dos candidatos republicanos no estado nos midterms, as eleições de meio de mandato, que ocorrerão no início de novembro.


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