O que aconteceu na Reserva do Ipê, em Cujubim, chama atenção para um problema que afeta diferentes regiões de Rondônia: a insegurança enfrentada por famílias que vivem e produzem em áreas ainda sem uma solução definitiva de regularização fundiária.
Para o Dr. Benedito Alves, situações como essa demonstram a importância de tratar a questão fundiária de forma preventiva, com diálogo entre o poder público e as comunidades e, principalmente, buscando garantir segurança jurídica para quem vive e trabalha na região.
> “Quem vive e produz precisa de dignidade, segurança e atenção do poder público. A regularização fundiária precisa ser tratada com responsabilidade, diálogo e respeito às famílias, buscando soluções antes que os conflitos cheguem a situações mais graves”, afirma.
A regularização fundiária não envolve apenas a emissão de documentos. Ela também está relacionada à segurança sobre a propriedade, acesso a crédito, possibilidade de investimentos e planejamento para o futuro das famílias.
A atuação do poder público, segundo Dr. Benedito Alves, deve buscar antecipar problemas, ouvir os moradores e construir soluções dentro da legislação, evitando que famílias permaneçam durante anos em situação de incerteza.
O caso da Reserva do Ipê reforça, assim, a necessidade de colocar a regularização fundiária entre as prioridades de desenvolvimento de Rondônia, especialmente em regiões onde famílias já vivem e produzem há anos.
Para quem construiu sua vida no campo, ter segurança sobre a terra também é ter segurança sobre o próprio futuro.


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