O Papa Leão XIV afirmou nesta sexta-feira (25) durante visita à França que a IA deve respeitar a dignidade humana e que ele é contra uma lei que autorizou a morte assistida no país europeu.
Em discurso no Palácio Eliseu ao lado do presidente francês, Emmanuel Macron, o papa Leão pediu que o mundo reconsidere o desenvolvimento da inteligência artificial e alertou que a IA pode criar um futuro em que “um paraíso de máquinas” assuma o controle da Terra.
“Se quisermos evitar perder nossa humanidade em meio a um ‘paraíso de máquinas’ que invade e condiciona nossa vida cotidiana, há uma necessidade urgente de educação para o discernimento ético”, disse ele, sob os tetos dourados do Palácio do Eliseu.
Leão XIV também reiterou a "firme oposição" da Igreja Católica sobre iniciativas de morte assistida, porém não citou explicitamente a lei que regulamentou a eutanásia na França e está em vigor desde agosto.
“Reitero firmemente que a proteção do direito à vida constitui a base indispensável de todos os outros direitos humanos. (...) Estou preocupado com essas tendências da sociedade que correm o risco de transformar a ciência e a tecnologia em empreendimentos movidos pelo lucro, promovendo a manipulação genética, a barriga de aluguel, o comércio de órgãos humanos ou a possibilidade de programar a própria morte”, disse o papa no discurso, no qual Macron, políticos franceses e religiosos estavam presentes.
A prática da barriga de aluguel é proibida na França, embora a mais alta corte do país tenha decidido que crianças nascidas por meio de barriga de aluguel no exterior devem ser reconhecidas na França como filhos de seus pais pretendidos.
O discurso do papa ocorreu no primeiro dos quatro dias de sua viagem à França, a primeira de um pontífice no país em quase 20 anos. Milhares de franceses foram às ruas de Paris nesta sexta para ver a passagem pelo pontífice pela capital francesa.


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