O candidato a deputado federal Fernando Vilas da BlueRay (PSD) alertou para o risco de Rondônia perder empresas, empregos e capacidade de investimento com as mudanças provocadas pela reforma tributária. Empresário do setor de bebidas, Fernando afirmou durante entrevista ao podcast RD Entrevista, do jornal Rondônia Dinâmica, que estados distantes dos grandes centros produtivos precisam de mecanismos que compensem custos logísticos e dificuldades regionais.
Segundo Fernando, a equiparação da carga tributária sem levar em consideração as diferenças entre Rondônia e estados como São Paulo pode reduzir ainda mais a competitividade das indústrias instaladas na Região Norte. Ele afirmou que o problema já influencia decisões empresariais.
“Se nós vamos ter os impostos iguais a São Paulo, sem nenhum incentivo tributário, onde é melhor produzir? São Paulo. Melhor levar a empresa para lá, melhor levar a empresa para o Paraguai, porque lá nós vamos ter condições melhores para produzir”, afirmou.
Fernando revelou, inclusive, que sua própria indústria já avalia iniciar atividades no Paraguai diante do novo cenário econômico. Para ele, o movimento não deve ser tratado como uma questão isolada, mas como um sinal de alerta para Rondônia e outros estados da Amazônia.
“Hoje, nossa indústria já está começando a iniciar um pezinho no Paraguai”, disse, ao criticar a falta de uma política que considere a distância dos grandes mercados consumidores e fornecedores.
Na avaliação do candidato, a bancada federal deveria ter atuado durante as discussões da reforma tributária para garantir instrumentos capazes de proteger a produção e a geração de empregos em Rondônia.
Fernando sustenta que o Estado precisa transformar suas particularidades territoriais e ambientais em argumentos para conseguir condições diferenciadas de desenvolvimento econômico. Ele lembra que Rondônia possui grande parte de seu território formada por florestas, áreas protegidas e terras indígenas, o que limita a expansão da atividade produtiva.
“Rondônia precisa de incentivo tributário. Nós temos áreas de floresta e reserva indígena. É isso que a gente precisa usar como moeda de troca”, declarou.
Para Fernando, defender tratamento diferenciado não significa buscar privilégios, mas criar condições para que empresas permaneçam no Estado, gerem empregos e agreguem valor à produção rondoniense.
O candidato afirma que uma de suas prioridades na Câmara Federal será defender uma agenda voltada à competitividade de Rondônia, especialmente para evitar que indústrias transfiram suas operações para outros estados ou países.
“Estamos atrasados. Nossa bancada federal já deveria estar buscando incentivos tributários para quem está longe dos grandes centros”, afirmou.
Empresário e gerador de empregos, Fernando Vilas diz que pretende levar para Brasília uma visão baseada na realidade de quem produz, paga impostos e enfrenta diariamente os custos de manter uma empresa funcionando na Amazônia.
Para ele, proteger o setor produtivo significa proteger empregos, renda e o futuro econômico de Rondônia.


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