A escolha pessoal de Jair Bolsonaro para a disputa ao Senado por Rondônia aproximou Bruno Scheid (PL) das principais lideranças nacionais da direita. O candidato recebeu o respaldo de Michelle Bolsonaro, participou de atos na Avenida Paulista ao lado de Flávio Bolsonaro e esteve com Nikolas Ferreira em um protesto no Amapá contra a postura do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, diante dos pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Neste domingo (27), Bruno e Nikolas voltarão a se reunir, desta vez em Ji-Paraná.
Em entrevista ao programa Vale Tudo, da Rádio Plan FM, Bruno afirmou que convidou pessoalmente o deputado mineiro para o ato “Fora Moraes”. A concentração será às 9h30, no Espaço Beira Rio Cultural, e o início da manifestação está anunciado para as 10h30. Segundo o candidato, a organização prepara a estrutura para receber participantes de diferentes municípios.
A escolha de Ji-Paraná, explicou Bruno, foi estratégica: a localização da cidade facilita a chegada de apoiadores de várias regiões. Ele contou que, ao participar de manifestações na Avenida Paulista, ouvia de rondonienses o desejo de estar presentes em um ato com repercussão nacional. O encontro de domingo, disse, nasceu também da intenção de trazer essa mobilização para dentro do estado.
“Eu queria fazer parte de um evento nacional. Queria poder mostrar que Rondônia tem o tamanho que tem, que é conservador”, relatou Bruno, ao recordar o que ouvia de apoiadores. “A gente quer dar uma imagem pro Brasil inteiro”, acrescentou.
O ato terá entre suas pautas a cobrança para que o Senado avance na análise dos pedidos de impeachment de Alexandre de Moraes e a defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Bruno também dirigiu críticas a Alcolumbre, a quem os manifestantes cobram providências sobre os pedidos apresentados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal.
Na entrevista, o candidato associou a presença de Nikolas em Ji-Paraná à relação construída ao longo dos anos dentro da direita. Bruno contou que falou diretamente com o deputado sobre a importância de levar a mobilização a Rondônia, mesmo diante de uma agenda de campanha que, segundo ele, estava apertada. Os dois já haviam dividido um protesto no Amapá; agora, é Bruno quem recebe Nikolas em seu estado.
“São as credenciais que a gente construiu com um trabalho sério em Brasília que fazem com que pessoas de alcance nacional venham aqui a nosso pedido”, afirmou. Bruno destacou ainda a capacidade de Nikolas de dialogar com os jovens, público que considera parte essencial dos debates sobre o futuro do país.
A articulação de Bruno também passa por Flávio Bolsonaro. O candidato disse que participa de discussões do plano de governo do presidenciável, com contribuições sobre o bioma amazônico, investimentos na indústria, extrativismo e setor produtivo. Para ele, levar a realidade de Rondônia a essas conversas nacionais é parte do trabalho que pretende desenvolver no Senado.
“A cadeira não é do Bruno, não. Os senhores vão ter uma cadeira de senador para falar”, declarou.


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