Não há dúvidas de que a escolha do futuro governador é assunto predominante nos bastidores da política. Se, na disputa pela sucessão estadual, temos seis candidatos, para as duas vagas ao Senado são nove, sendo boa parte deles em condições de sucesso nas urnas.
As duas vagas em disputa são de Confúcio Moura e Marcos Rogério, que presidem o MDB e o PL em Rondônia, mas ambos não concorrem à reeleição. Rogério é candidato a governador e Confúcio, após uma carreira vitoriosa de prefeito, deputado federal, governador e senador, está se despedindo da política.
Como não poderia deixar de ser, as pesquisas, que estão sendo muito exploradas pelos candidatos aos diversos cargos eletivos, já apresentam um quadro mais próximo da realidade do que será nas eleições gerais de 4 de outubro, quando haverá reeleição ou eleição para presidente da República, governadores e vices; para as duas vagas ao Senado, não somente em Rondônia, mas nos demais Estados e no Distrito Federal; além de deputados federais e estaduais.
Não teremos somente eleições municipais (prefeito e vereador), que foram realizadas em 2024, e os reeleitos e eleitos estão nos cargos desde janeiro de 2025.
Eleições ao Senado não têm segundo turno. Os dois mais bem votados, independentemente de partido, federação ou coligação, estarão eleitos e assumirão as vagas a partir de janeiro, para oito anos de mandato.
Dos nove candidatos, os mais bem votados são dos dois principais colégios eleitorais de Rondônia: Porto Velho, com cerca de 360 mil, e Ji-Paraná, com aproximadamente 100 eleitores. A capital tem dois candidatos e a “Capital da BR”, três.
Vota e é eleitora de Porto Velho a ex-vereadora e ex-deputada federal Mariana Carvalho (Republicanos), que disputou as eleições à Prefeitura da capital em 2024 e foi derrotada no segundo turno por Leo Moraes, ex-vereador e ex-deputado estadual. Mariana venceu o primeiro turno com 44,53%, e Léo Moraes (Podemos), com 25,65% dos votos válidos, mas perdeu no segundo turno para Moraes (56,18% a 43,82%). Não há dúvida de que sua base eleitoral é Porto Velho.
O deputado federal Fernando Máximo foi o mais bem votado (85.596 votos) em 2022 e também vota em Porto Velho, onde obteve mais de 45 mil votos. Com certeza, Mariana e Máximo dividirão a maior parte dos eleitores ao Senado na capital. Quem conseguir maior número de votos tem chances enormes de ocupar uma das vagas de senador.
Já a eleição de ambos, de grupos de centro-direita e de Porto Velho, não é tarefa das mais fáceis. Não é impossível, mas, como em política o impossível não existe...
A situação é a mesma em Ji-Paraná, onde Sílvia Cristina, segunda deputada federal mais bem votada (64.941 votos) em 2022, tem domicílio. O seu maior adversário é o ex-senador Acir Gurgacz, que preside o PDT no Estado e já foi prefeito da cidade. Sílvia já ocupou o cargo de vereadora em Ji-Paraná e tem uma ampla folha de bons serviços prestados na área da saúde no Estado, com prioridade no controle e combate ao câncer.
Além de Acir e Sílvia, o pecuarista Bruno “Bolsonaro” Scheid, do PL, a exemplo de Máximo, também quer uma das vagas. E vem aparecendo bem nas pesquisas publicadas na mídia regional após a abertura da campanha política, em 16 de agosto. É uma aposta.
Mariana e Máximo devem – e precisam – buscar votos no interior, priorizando os principais municípios (Ariquemes, Cacoal, Vilhena, Rolim de Moura, Jaru).
Já Sílvia, Acir e Scheid, além de dividirem os votos em Ji-Paraná, devem trabalhar bem os demais municípios, principalmente Porto Velho, que tem 14 distritos, boa parte com infraestrutura de municípios. Na capital, cerca de 360 mil eleitores estão em condições de voto.
Também está entre os mais bem votados a candidata do PT, jornalista Luciana Oliveira. O partido sempre vota fechado e, caso mantenha a fidelidade, ela tem chances de ocupar uma das duas vagas. Os demais, segundo as pesquisas divulgadas na mídia, não ultrapassaram 1% das intenções de voto e estariam fora da disputa pelas cadeiras.
Os candidatos aos cargos proporcionais (não os majoritários, presidente da República e governadores) devem priorizar a orientação ao eleitorado, que terá que votar seis vezes em 4 de outubro. Mas, a cada voto, tem que apertar o “confirma”.
A sequência de votação é: deputado estadual, federal, os dois senadores, governador e presidente da República.
A maior parte do eleitorado terá muitas dificuldades em realizar todas as operações e existe uma expectativa de abstenção enorme. Em 2022, foi de 20,9% no primeiro turno, fora os nulos e brancos.
Em 2024, nas eleições a prefeito e vereador, a abstenção no Estado foi de 26,88%, ou seja, mais de 327 mil eleitores deixaram de votar.
Aos candidatos não basta “pedir” o voto. É preciso orientar os eleitores, não somente entregando uma “cola”, mas explicando que, a cada operação, é necessário o “confirma”, para que o voto não seja anulado.


Comentários
Seja o primeiro a comentar!