A retomada da Cidade da Cultura, em Porto Velho, voltou ao debate político e cultural de Rondônia. Em uma manifestação direcionada à população, Fátima Cleide apresentou a recuperação e continuidade do projeto como uma de suas propostas para a área da cultura.
Localizado na região do Parque dos Tanques, o projeto foi concebido para receber grandes manifestações culturais do estado, incluindo o tradicional Arraial Flor do Maracujá, além de apresentações de escolas de samba, quadrilhas, bois-bumbás e outros eventos de grande porte. A proposta de transformar o espaço em uma estrutura permanente para atividades culturais já vinha sendo discutida pelo poder público desde anos anteriores.
Em 2019, informações divulgadas à época apontavam investimento de aproximadamente R$ 14 milhões para a implantação da Cidade da Cultura. No ano seguinte, o Governo de Rondônia informou oficialmente o início da primeira etapa da obra, com investimento de R$ 14,5 milhões, sendo R$ 14,292 milhões provenientes do Ministério do Turismo e R$ 207,8 mil de contrapartida estadual. A previsão divulgada naquele momento era de conclusão da etapa em junho de 2021.
“Um espaço para a nossa cultura”
Na proposta apresentada por Fátima Cleide, a Cidade da Cultura deve ir além de uma estrutura física. A ideia defendida é que o local se consolide como um equipamento permanente de valorização dos artistas, grupos folclóricos, produtores culturais e da população.
> “A Cidade da Cultura não é apenas concreto e estrutura. É um espaço para a nossa história, para os nossos artistas, para os nossos jovens e para o futuro do nosso estado.”
A manifestação também destaca a importância econômica do projeto, especialmente pela possibilidade de movimentar o turismo, o comércio e a cadeia produtiva ligada aos eventos culturais.
Cultura como política de desenvolvimento
Historicamente, o espaço do Parque dos Tanques já está associado a importantes manifestações culturais de Porto Velho. O local recebeu edições do Flor do Maracujá e foi apresentado como área destinada a concentrar eventos culturais de grande porte.
Ao defender a retomada do projeto, Fátima Cleide afirma que pretende cobrar do Executivo estadual a continuidade das ações necessárias para que a estrutura cumpra sua finalidade.
A proposta coloca a cultura no centro do debate sobre desenvolvimento, defendendo que investimentos no setor também podem representar geração de oportunidades para artistas, trabalhadores da economia criativa, empreendedores e profissionais envolvidos na realização de grandes eventos.
Um projeto que permanece no debate
A Cidade da Cultura se tornou, ao longo dos anos, uma pauta recorrente entre representantes do setor cultural de Rondônia. A discussão envolve não apenas a construção de uma estrutura física, mas a definição de um espaço permanente para manifestações que fazem parte da identidade cultural do estado.
Agora, a proposta apresentada por Fátima Cleide recoloca o projeto no debate público e promete transformar sua retomada em uma das pautas de sua atuação política na área da cultura.
Mais do que uma obra, a discussão envolve o futuro de um espaço pensado para dar palco à cultura de Rondônia.


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