Prof. Herbert Lins – MTE 1143
#TBT da política: quem quer ganhar eleição junta apoios, não transforma adesistas em inimigos
CARO LEITOR, hoje é dia de #tbt e revisitar uma velha lição da política. O ex-deputado federal paraibano e constituinte João Agripino Neto (MDB) costumava dizer que, para ganhar eleição, candidato junta, não espalha; soma, não rejeita apoio. A frase atravessa gerações porque traduz uma regra elementar da disputa eleitoral: ninguém vence sozinho. Em tempos de vaidades, rupturas anunciadas e portas fechadas, a máxima de Agripino ganha atualidade. Apoio político não precisa significar submissão, nem aliança exige concordância em tudo. Eleição se ganha ampliando pontes, conversando com diferentes grupos e acumulando forças. Quem passa a campanha escolhendo quem pode ou não estar ao seu lado corre o risco de terminar cercado apenas pelos que já estavam dentro. No voto, soma é estratégia; rejeição, quando mal calculada, pode virar conta a pagar.
Afastar
O problema não é apenas conquistar votos, mas não espantar quem chega. Na campanha de Flávio Bolsonaro, ataques da militância radical a novos aliados podem transformar adesões em constrangimento e fazer do próprio palanque uma máquina de afastar votos.
Atacar
A militância bolsonarista mais radical pode criar ruídos para o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) ao atacar adesistas e setores que se aproximam da campanha. A própria imprensa registra tensão entre discurso ideológico e busca por eleitores moderados.
Candidaturas I
Há uma distinção importante entre petista e lulista. Nem todo eleitor que vota em Lula (PT) é filiado ou militante do PT. Há eleitores lulistas que, por diferentes razões, podem estar saturados da presença de Lula na política e passa a considerar outras candidaturas.
Candidaturas II
Quando esses eleitores migram para outras candidaturas, em vez de acolhimento, podem encontrar resistência de setores radicalizados da direita. O efeito é paradoxal: quem chega para somar acaba sendo tratado como inimigo.
Desconfiança
A postura de parte da militância bolsonarista diante dos chamados novos adesistas remete, por contraste histórico, ao comportamento de setores da militância do PT e da CUT nos anos 1990, quando havia forte desconfiança sobre quem declarava apoio a Lula (PT-SP).
Constrangem
A ironia da política: a militância petista de ontem cobrava fidelidade absoluta. Hoje, setores bolsonaristas repetem a fórmula do outro lado do espectro: em vez de somar adesões, constrangem quem decide se aproximar.
Cury
O presidenciável Augusto Cury (Avante) chega às 14h a Porto Velho. No Aeroporto Jorge Teixeira, concederá coletiva à imprensa e, depois, seguirá em carreata até a avenida Santos Dumont, onde falará à militância.
Previsão
Como hoje é dia de #TBT, vale lembrar que o jornalista Robson Oliveira acertou em sua análise ao antecipar que o senador Confúcio Moura (MDB) não disputaria a reeleição. O tempo confirmou a previsão.
Mofando
Pior que encerrar a carreira eleitoral é deixar o prestígio político mofando na gaveta. Confúcio Moura desistiu da reeleição e, até aqui, pouco tem feito para transferir seu capital eleitoral aos candidatos majoritário e proporcional do MDB.
Caminhada
O candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid (PL) percorreu, ontem (23), ruas da Zona Sul de Porto Velho, em agenda de campanha. A caminhada incluiu contato direto com moradores e apoiadores da região.
Manifestações
Durante o percurso, Bruno Bolsonaro Scheid (PL) recebeu manifestações de apoio e cumprimentos de populares. A movimentação reforça a presença da candidatura na capital, especialmente em uma região onde o candidato mantém vínculos políticos e pessoais.
Apoio
A candidata ao Senado Mariana Carvalho (Republicanos) recebeu o apoio do prefeito de Ouro Preto do Oeste, Alex Testoni (União), e de seu filho, Ninho Testoni (PL), candidato a deputado estadual.
Adesões
Na reta final da campanha, Mariana Carvalho (Republicanos) tem anunciado adesões de prefeitos, vereadores e lideranças políticas. O movimento amplia a rede de apoios construída pela candidata em diferentes regiões de Rondônia.
Credencial
A trajetória de dois mandatos de Mariana Carvalho (Republcianos) na Câmara dos Deputados é apresentada pela campanha como credencial para sua atuação política. Mariana também busca transformar essa experiência em novas alianças eleitorais nesta disputa ao Senado.
Leilão
O leilão para concessão dos serviços de água e esgoto da Caerd foi declarado deserto após nenhuma empresa apresentar proposta até o prazo final, na terça-feira (22). O contrato era estimado em R$ 8,5 bilhões e previa 35 anos de concessão.
Interesse
O projeto abrangia 40 municípios de Rondônia e previa R$ 4,2 bilhões em investimentos. Apesar de empresas como Aegea, BRK e Acciona terem demonstrado interesse, nenhuma formalizou participação na disputa.
Condições
Agora, o Governo de Rondônia, a Microrregião de Águas e Esgotos e o BNDES deverão avaliar as condições de mercado e os aspectos técnicos e financeiros do projeto. O próximo passo será definido após o diálogo com potenciais investidores.
Posicionou I
Na disputa pelo Governo, Hildon Chaves (União) se posicionou contra a privatização da Caerd às vésperas da eleição e ganhou um argumento com o leilão deserto. Sem propostas, a concessão de R$ 8,5 bilhões fracassou e reacendeu o debate político sobre o futuro da companhia.
Posicionou II
Marcos Rogério (PL) se posicionou contra a concessão da CAERD nas condições atuais, questionando a decisão de comprometer o saneamento por 35 anos no fim do mandato. No Senado, já havia defendido debate amplo sobre o modelo.
Coloca
Os candidatos Expedito Netto (PT), Pedro Abib (MDB) e Samuel Costa (PSB) também se posicionaram contra a concessão dos serviços da CAERD. A posição os coloca no mesmo campo do debate espectros ideológicos diferente contrário ao modelo de privatização.
Encurralado
O candidato a governador Adailton Fúria (PSD), por sua vez, declarou oposição à concessão da CAERD durante o debate da SIC TV, realizado na noite de segunda-feira (21). O posicionamento ocorreu quando se viu encurralado pelos adversários.
Multidão
O candidato a deputado estadual e vereador Dr. Gilber (Novo) reuniu uma multidão, na noite de ontem (23), na Vila Privilege, em Porto Velho. O encontro político evidenciou a mobilização da candidatura na reta final da campanha.
Presença
O evento contou com a presença do candidato ao governo Marcos Rogério (PL). Os dois trocaram elogios e pediram aos presentes que ampliem a mobilização, atuando como multiplicadores de votos nesta reta final da campanha.
Participou
O prefeito Léo Moraes (Podemos) também participou da reunião e destacou a atuação parlamentar de Dr. Gilber na Câmara Municipal. Ao final, declarou apoio à candidatura do vereador para deputado estadual e a Marcos Rogério (PL) ao governo.
Aposta
Já o vereador de Porto Velho Pastor Evanildo (PSD) trava uma disputa eleitoral para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados. O candidato aposta na mobilização de segmentos evangélicos para ampliar sua base e fortalecer sua campanha.
Intensifica
O deputado estadual Ribeiro do Sinpol (PRD) intensifica as visitas aos municípios da região central de Rondônia, buscando consolidar apoios para a reeleição. A estratégia amplia sua presença territorial e fortalece sua base política.
Percorre
A deputada Ieda Chaves (União) intensifica a agenda no interior. Desde ontem (22), percorre os distritos da Ponta do Abunã e, hoje, cumpre compromissos em Nova Mamoré e Guajará-Mirim, ampliando o contato com lideranças e eleitores.
Avanços
O prefeito Delegado Flori Cordeiro (Podemos) gravou um vídeo ao lado do candidato a deputado estadual Laércio Torres (Avante), que se recupera em casa após o acidente. Na gravação, os dois destacam os avanços da pavimentação asfáltica em Vilhena.
Sério
Falando sério, no tabuleiro eleitoral, quem soma, avança; quem espalha, perde espaço. Entre adesões, apoios, caminhadas e velhos protagonistas, a eleição entra na reta final mostrando que prestígio parado não transfere voto. E como diria João Agripino Neto: para ganhar eleição se junta, não rejeita apoios.


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