As Forças Armadas de Israel mataram três palestinos em um ataque aéreo na Cisjordânia ocupada nesta sexta-feira (28), de acordo com o governo israelense e serviços de emergência locais. O bombardeio, ocorrência rara neste território palestino, destruiu um carro nos arredores da cidade de Jenin, matando todos os ocupantes.
O Exército israelense informou que a operação tinha como alvo um membro do Hamas, grupo terrorista que controla a Faixa de Gaza, território palestino separado da Cisjordânia, por sua vez parcialmente governada pela Autoridade Palestina. O Fatah, partido político majoritário no órgão, é rival do Hamas.
O grupo terrorista condenou o ataque, mas não confirmou se as vítimas eram, de fato, membros da facção extremistas. Pelo menos um dos mortos fazia parte do braço armado da Jihad Islâmica, outro grupo extremista palestino que é aliado ao Hamas.
De acordo com emergencistas palestinos, soldados israelenses isolaram o local do bombardeio, prendendo médicos que tentaram prestar socorro e impedindo o transporte dos corpos. Israel não se pronunciou sobre a acusação.
O uso de ataques aéreos por parte de Israel na Cisjordânia é raro porque as Forças Armadas israelenses exercem controle militar absoluto no território palestino.
Após os acordos de Oslo dos anos 1990, a Cisjordânia foi dividida em três zonas. A zona A é governada pela Autoridade Palestina, cujo governo é liderado por Mahmoud Abbas, e é a única onde a polícia palestina pode atuar completamente, cuidando de crimes comuns.
Entretanto, desde 2002, após a Segunda Intifada, forças israelenses estão presentes na zona A com frequência quase diária, realizando o que chamam de "operações de contraterrorismo". Além disso, as forças de segurança da Autoridade Palestina costumam colaborar com os israelenses em algumas dessas operações.
Já nas zonas B -de administração civil, mas não de segurança, palestina- e C -onde ficam os assentamentos judaicos-, o Exército de Israel exerce total controle. Esse arranjo significa que, ao contrário da Faixa de Gaza, onde não há controle completo do território, Tel Aviv não precisa fazer uso de bombardeios aéreos, uma medida muito mais destrutiva e cara do que operações de infantaria em solo.


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