PORTO VELHO, RO - Luciana Oliveira colocou a defesa de saúde, segurança pública e educação entre as prioridades de um eventual mandato no Senado e defendeu diálogo institucional de Rondônia com o governo federal durante entrevista ao programa Bora Rondônia, da Rondovisão TV, afiliada da Band TV em Rondônia. Sabatinada pelo apresentador Marcelo Reis, a candidata do Partido dos Trabalhadores também detalhou sua trajetória no jornalismo, a atuação social, o período de três meses na China, o processo que resultou em sua candidatura e a relação política com o presidente Lula e com Expedito Netto, candidato ao Governo.
Logo no início da conversa, Marcelo Reis apresentou Luciana como jornalista com trabalho reconhecido no PT e atuação social que alcançou reconhecimento internacional. A candidata respondeu reconstruindo o caminho iniciado anos atrás no próprio grupo Rondovisão e afirmou considerar sua experiência profissional e social uma preparação para o Senado.
“Então, quando o povo chega, tudo se transforma. Então, eu tenho total condição, estou pronta para representar o povo de Rondônia no Senado Federal”, afirmou.
Luciana contou ter exercido diferentes funções dentro de redações, incluindo apresentação e chefia de reportagem. Depois, segundo relatou, migrou para o jornalismo independente e passou a dedicar parte central de seu trabalho a trabalhadores, mulheres, crianças, cultura e diferentes territórios.
A candidata afirmou estar há mais de 15 anos nessa atuação e mencionou a ligação com a cultura como vice-presidente do bloco Pirarucu do Madeira. Entre exemplos do alcance de seu trabalho jornalístico, citou reportagem que, segundo ela, serviu de base para argumentos jurídicos utilizados na defesa de pescadores atingidos por barragens.
Luciana também relatou participação em mobilizações durante a pandemia que resultaram na disponibilização de equipamentos de proteção individual para trabalhadores da saúde. Ao definir o propósito dessa atuação, disse colocar seu trabalho à disposição de pautas com menor visibilidade.
“Então, na luta das mulheres, defesa das mulheres é isso, a minha vida é isso”, declarou.
A experiência profissional resultou ainda em colaborações com portais nacionais e no intercâmbio de três meses realizado na China. Luciana retornou da experiência premiada. Durante a entrevista, Marcelo Reis destacou que ela esteve entre os classificados de uma seleção envolvendo 100 especialistas e ressaltou sua condição de representante de Rondônia.
Foi da China que Luciana acompanhou a convenção partidária que mudou os rumos de sua participação nas eleições de 2026. Ela contou que havia decidido renunciar à candidatura, mas, por causa da diferença de 12 horas entre os países, acordou durante a realização da convenção em Rondônia e recebeu a decisão da militância.
“A história, os momentos mais extraordinários da história são feitos com reviravoltas. E agora eu sou uma delas”, relembrou ao reproduzir o que disse naquele momento.
A construção da candidatura ocorreu paralelamente à agenda de trabalho na China. Luciana relatou jornadas de 12 horas, viagens, aulas teóricas e experiências práticas. Enquanto permanecia no exterior, contou com uma rede de amigos e com o marido para manter a organização e apresentar seu nome pelo estado.
O desempenho eleitoral também entrou na sabatina. Marcelo Reis observou que Luciana passou a aparecer próxima de outros candidatos, mencionando patamares de 4% a 5% e até 7% quando considerada a margem de erro. Ela atribuiu o resultado inicial à mobilização partidária e à avaliação que faz do crescimento da presença política de Lula em Rondônia.
A candidata também afirmou que Expedito Netto, candidato do PT ao Governo, apresentava avanço na disputa e destacou sua chegada ao partido.
“Neto chegou no Partido dos Trabalhadores com muita humildade e vestindo as nossas bandeiras, as nossas causas, a defesa do povo trabalhador, da trabalhadora, a defesa de quem mais precisa no combate à desigualdade, da justiça social, que são os pilares do governo Lula”, afirmou.
Luciana vinculou esse movimento às ações do governo federal em Rondônia. Disse ter utilizado suas redes sociais antes mesmo da viagem à China para divulgar obras e relatou que vídeos sobre o assunto alcançaram grande circulação. Segundo ela, essa exposição chegou a resultar em ameaça de morte recebida publicamente nas redes sociais.
Ao enumerar investimentos, citou pontes, viadutos e intervenções em diferentes partes de Rondônia. A ponte em direção ao Acre, a travessia do rio Madeira em direção ao Amazonas e a futura Ponte Binacional entre Brasil e Bolívia, em Guajará-Mirim, apareceram entre os exemplos apresentados pela candidata.
“Para onde a gente ande aqui em Rondônia, para um lado e para o outro, a gente tropeça em obra do Lula, ponto”, declarou.
Luciana afirmou que a Ponte Binacional representará uma mudança na relação de fronteira e classificou o empreendimento como resposta a uma demanda de 120 anos. Também mencionou intervenções em Arara, Ribeirão, Itapuã, Jaru e Ariquemes.
Em outro momento, Marcelo Reis perguntou se a candidata considerava haver redução da polarização política em Rondônia. Luciana respondeu que percebe mudança no ambiente político e recordou dificuldades enfrentadas anteriormente para exercer o jornalismo e circular identificada com o número 13.
“Eu tenho certeza que isso aliviou, minimizou, eu estou sentindo isso”, afirmou. Segundo ela, a redução da polarização favorece a aproximação entre pessoas com posições políticas diferentes.
A eventual relação de Luciana com um novo governo Lula foi objeto de questionamento específico. Marcelo Reis perguntou como ela reagiria se fosse necessário contrariar o governo federal. A candidata respondeu que uma eventual divergência seria baseada em fundamentos objetivos.
“Eu vou fazer um enfrentamento que eu tenho que fazer sempre levando em consideração a lei, a ciência, os especialistas, as pessoas que devem embasar a defesa que um senador tem que fazer desse ou daquele projeto”, disse.
Na sequência, ao ser questionada sobre a distribuição de emendas para Porto Velho e municípios do interior, Luciana afirmou que pretende direcionar a atuação para problemas estruturais do estado. Ela colocou saúde, segurança pública e educação no centro das prioridades e rejeitou a ideia de que ações pontuais sejam suficientes para enfrentar necessidades de grande dimensão.
“A gente precisa enfrentar problemas grandes em Rondônia e é nisso que eu vou focar”, afirmou.
A candidata acrescentou que considera fundamental recuperar a interlocução institucional entre Rondônia e o governo federal. Ao citar a passagem de Lula pelo estado, afirmou que o presidente trouxe R$ 1,5 bilhão em obras e apontou ações como hospital universitário, Mais Médicos, Luz para Todos e investimentos hospitalares em Porto Velho.
Para Luciana, o relacionamento entre representantes eleitos não deve permanecer condicionado à disputa eleitoral. A candidata disse que pretende conversar com diferentes grupos políticos e usar a proximidade com o governo federal para buscar resultados para Rondônia.
“Esse exemplo que o presidente Lula traz é o que eu quero levar. Não quero saber de cerca ideológica, não quero saber de briga, vou conversar com todo mundo”, afirmou.
Na reta final da entrevista, Luciana apresentou o diálogo como uma das características que pretende levar ao Senado. “Porque esse é o papel de quem é eleito. Se desarmar, desmontar o palanque, ouvir todo mundo e governar para todo mundo”, declarou.
Ao pedir o voto, convidou os eleitores a pesquisarem sua história junto aos movimentos sociais, culturais, à Igreja Católica e às pessoas que acompanharam sua atuação profissional. Também direcionou o público às redes sociais e à propaganda eleitoral.
“Vocês estão vendo aqui uma mulher de verdade falando com as pessoas com verdade”, declarou antes de afirmar que pretende atuar “com coragem, mas também muito propositiva e amorosa, aberta ao diálogo, sem qualquer intenção de ferir ou tirar o direito de qualquer pessoa”.
Luciana encerrou a sabatina afirmando que entrou na disputa para contribuir com o desenvolvimento de Rondônia e reforçou a composição eleitoral defendida por sua campanha: Lula presidente 13, Expedito Netto governador 13 e Luciana Oliveira senadora 133.


Comentários
Seja o primeiro a comentar!