Os ataques feitos pelos Estados Unidos contra os Houthis, grupo extremista do Iêmen, durante uma ofensiva em abril do ano passado, mataram 153 civis no país, segundo o Pentágono.
Os dados, obtidos nesta quarta-feira (12) pela agência de notícias Associated Press, fazem parte de um relatório anual sobre baixas civis apresentado ao Congresso dos EUA.
O levantamento focou em três ataques aéreos realizados em abril de 2025 durante a campanha dos EUA contra os houthis, após os rebeldes começarem a ameaçar e bombardear Israel e navios mercantes no Mar Vermelho, uma rota comercial global crucial que leva ao Canal de Suez e ao Mediterrâneo.
O ataque mais mortal ocorreu no porto de Ras Isa - foram 80 mortos e 171 feridos. Na época, os rebeldes exibiram imagens do local após a ofensiva em seu canal de notícias via satélite, al-Masirah, com cadáveres espalhados.
As baixas civis decorrentes de operações militares dos EUA têm gerado preocupação, inclusive entre parlamentares do Congresso.
De acordo com informações da AP, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, reduziu drasticamente o tamanho de um escritório dedicado a minimizar os danos a civis.
No dia 20 de julho, os Houthis voltaram a chamar atenção dos EUA ao declarar um bloqueio marítimo à Arábia Saudita no Mar Vermelho e na região do Estreito de Bab el-Mandeb.
Um dia depois do anúncio, ocorreram os primeiros bombardeios a embarcações na região: dois petroleiros sauditas, que é um país aliado do governo americano.
A ideia de fechar o estreito de Bab el-Mandeb, segunda rota mais importante para as exportações de petróleo do Oriente Médio, teria sido solicitada aos Houthis pela liderança do Irã, que apoia o grupo extremista.
Nesta terça-feira (11), um navio cargueiro foi atacado pelos Houthis no Mar Vermelho, segundo o Ministério dos Transportes iemanita.
De acordo com comunicado, quatro membros da tripulação do Tihamah, de bandeira da Tanzânia, morreram - três paquistaneses e um indonésio -, e o capitão perdeu o controle da embarcação, que navegava de Salalah, em Omã, com escala em Djibuti.
Segundo oficiais da Guarda Costeira que falaram sob condição de anonimato à agência de notícias Reuters, três membros de sua equipe ficaram feridos após serem alvejados por um drone enquanto tentavam resgatar os tripulantes.
O grupo extremista ainda não reivindicou o ataque.


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