O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compareceu à cerimônia de repatriação dos corpos dos militares americanos mortos na guerra contra o Irã, na Base Aérea de Dover, em Delaware, nesta quarta-feira (22).
Ao lado de seu secretário de Guerra, Pete Hegseth, e das famílias dos mortos, Trump prestou continência ao acompanhar a saída dos quatro caixões, cobertos por bandeiras dos EUA, do avião.
Um dos caixões, da sargento Angel Rampersad, estava vazio. Ela era dada como desaparecida após os ataques de sexta-feira (17) na Jordânia, mas o Pentágono confirmou agora que a considera oficialmente "presumivelmente morta".
A cerimônia, conhecida como "transferência digna" dos corpos, ocorre em meio à crescente frustração com a guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que já custou aos contribuintes americanos pelo menos US$ 37,5 bilhões, resultou na morte de 18 militares americanos e feriu mais de 450 soldados.
"Vamos honrá-los. Para mim, é uma das coisas mais difíceis de fazer como presidente. Mas precisa ser feito", disse Trump antes de partir para a cerimônia. Questionado sobre o que diria às famílias dos falecidos, Trump respondeu: "Tudo o que vou dizer é: nós amamos vocês. Amamos seus filhos, e é isso que eles são para eles. São seus filhos. Não há joguinhos, não há nada disso."
Na segunda-feira (20), o presidente norte-americano aumentou o tom das ameaças ao regime iraniano e disse que Teerã vai pagar "muitas vezes mais" por todos os combatentes americanos que forem mortos no conflito.
Os EUA viveram alguns de seus dias mais sangrentos na guerra contra o Irã no último fim de semana, quando dois ataques separados deixaram três militares mortos e um desaparecido no Oriente Médio, elevando o total de mortos do país no conflito para 18.
As cifras são relativamente baixas se comparadas a outros países envolvidos, como Irã e Líbano, que contabilizam milhares de vidas perdidas, boa parte delas civis (leia mais abaixo).
Essas baixas americanas, contudo, contribuem para aumentar a pressão da opinião pública contra o governo — em sua campanha eleitoral de 2024, Donald Trump adotou o slogan "sem mais guerras" e prometeu não envolver os EUA em conflitos armados.


Comentários
Seja o primeiro a comentar!