Luana Piovani, de 49 anos, voltou a alfinetar Virginia Fonseca, de 27, nas redes sociais, na noite de quarta-feira (22). Por meio dos Stories do Instagram, a atriz comentou uma notícia de que a empresária foi proibida pela Justiça do Distrito Federal de misturar propagandas de bets com conteúdos de sua rotina pessoal.
Sem papas na língua, Piovani afirmou, mais uma vez, que quer ver a ex-apresentadora do SBT atrás das grades."Quero ver essa cramunhana na cadeia! Tá faltando pouco", disparou.
A "briga" entre as duas não é de hoje, e Luana Piovani costuma comentar as atitudes da empresária nas redes sociais. Na semana passada, por exemplo, a atriz sugeriu que a influenciadora deveria ser presa por indicar um tratamento médico aos seguidores sem ter a formação necessária para isso.
Ainda que não tenha citado nomes, os internautas rapidamente ligaram os pontos ao perceberem as referências às postagens feitas por Virginia. “Eu li há pouco tempo atrás, que dentro das normas da internet, tinha acabado de sair uma regra que influenciadores têm que ter curso científico para poder sugerir coisas e falar sobre coisas [de saúde]”, destacou.
Na sequência, sem citar o nome de Virginia, a artista ainda questionou o porquê de ela não receber nenhuma punição após indicar que seus seguidores fizessem soroterapia, um blend de vitaminas por via intravenosa. “Aí eu te pergunto e eu mesma respondo: quando é que alguém vai colocar a coleira nessa loira matadora de gente, de famílias brasileiras? Quando?”, disparou Piovani.
Por fim, Luana afirmou que Virginia deveria ser presa por fazer a indicação da soroterapia nas redes sociais, já que isso não tem comprovação científica. “O que será que precisa acontecer mais, né? Porque é isso, fica indicando coisa de saúde, tem que ser presa, gente”, concluiu.
Virginia Fonseca recebe proibição da Justiça
Em decisão divulgada nesta terça (21), a Justiça do Distrito Federal proibiu a influenciadora digital de divulgar propagandas de apostas "misturadas" em seus conteúdos de rotina pessoal. Na ação, o Ministério Público (MPDFT) sustenta que as postagens, feitas sem identificação, fazem com que os usuários sejam induzidos ao erro.
Além disso, as publicações distorcem a fronteira entre manifestação particular e publicidade remunerada, o que, como consequência, dificulta "a imediata identificação da intenção comercial". Vale destacar que a ação civil pública trata especificamente da plataforma Blaze, que pertence à Foggo Entertainment.
Portanto, na decisão, o desembargador também ressalta que medidas que "sugiram ganho fácil ou apresentem a aposta como sinal de êxito pessoal, social ou financeiro"ferem o Código de Defesa do Consumidor. Logo, a determinação também proíbe a Blaze e Virginia Fonseca de prometerem "lucros fixos" em conteúdos publicitários.
Segundo o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), as publicações apresentam "em baixa proeminência" as restrições de elegibilidade e a necessidade de depósito, o que pode "induzir percepção de gratuidade ou de vantagem imediatamente disponível".
Além disso, a decisão deixa claro que os posts de Virgínia, misturados aos seus conteúdos de rotina, não permitem que os seguidores reconheçam imediatamente o que é ou não publicidade. Portanto, isso afasta a "autonomia decisória dos destinatários".
Por fim, a Justiça determinou a remoção dos conteúdos ainda disponíveis que fazem parte dessas postagens em até 48 horas, com multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento, limitada a R$ 2 milhões.


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