O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou o Irã de tratar o Líbano como uma "moeda de troca" em suas negociações com os Estados Unidos nesta sexta-feira (5).
Em uma coletiva de imprensa sobre um apelo feito pela ONU por ajuda humanitária para o país, o premiê afirmou:
"Se me permitem dirigir algumas palavras ao Irã, é o seguinte: tenham misericórdia do nosso sul, parem de tratá-lo e ao seu povo como mera moeda de troca para melhorar os termos das suas negociações".
O presidente libanês, Joseph Aoun, também condenou a postura do Irã em entrevista para a emissora americana CNN. Ele classificou o que chamou de "interferência no país" de "inaceitável".
"Este não é o seu país, é o nosso país... Não é da sua conta interferir no nosso país. eles estão usando o Líbano como moeda de troca nas negociações com os Estados Unidos. Isso é inaceitável. O Hezbollah precisa entender que não há outro caminho a não ser sentar e conversar, não há outra maneira de resolver este problema e salvar o que resta a não ser por meio de negociação e diplomacia", declarou.
O Líbano voltou a sofrer ataques aéreos de Israel desde o começo de março, quando o grupo extremista Hezbollah lançou mísseis contra o território israelense em retaliação ao começo da guerra no Irã, país que é seu aliado.
Na noite desta quinta-feira (4), inclusive, o regime iraniano reafirmou seu apoio ao seu aliado libanês e exigiu que Israel se retire do sul do Líbano. Há quatro dias, o porta-voz da diplomacia de Teerã condicionou qualquer tipo de acordo com os EUA à interrupção dos bombardeios israelenses contra alvos em território libanês.
"Esta guerra só terminará quando terminar também no Líbano. O fim da guerra no Líbano deve ser acompanhado pela retirada das forças israelenses dos territórios que ocuparam", declarou o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, à emissora de TV libanesa Al Mayadeen.



Comentários
Seja o primeiro a comentar!