O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convocou seu gabinete para uma reunião incomum na quarta-feira (27) na residência presidencial de Camp David, a cerca de 110 quilômetros de Washington, segundo assessores da Casa Branca.
A escolha do retiro isolado nas montanhas de Maryland, que Trump raramente visita, reflete a natureza delicada das discussões.
Segundo o jornal "The New York Post", os principais temas da reunião são o Irã e a economia.
Todos os membros do gabinete devem comparecer à reunião, segundo a rede de TV Fox News incluindo a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, que já teve sua renúncia do cargo anunciada.
Trump afirmou no sábado (23) que um acordo com Teerã para encerrar a guerra no Oriente Médio estava próximo, mas que as negociações continuavam complicadas, e alertou que poderia retomar os ataques contra o Irã.
Na madrugada desta terça (26), os EUA conduziram o que disseram ser "ataques de autodefesas" contra embarcações e uma defesa antiaérea no sul do Irã.
Camp David já foi palco de importantes iniciativas diplomáticas lideradas pelos EUA, incluindo os acordos de 1978 entre Israel e Egito, durante o governo do presidente Jimmy Carter, que levam o nome do local.
Também houve uma fracassada cúpula israelo-palestina em 2000, durante a presidência de Bill Clinton.
Trump, no entanto, tem sido um visitante raro desta residência presidencial secundária. Ele esteve lá apenas duas vezes durante seu segundo mandato.
A primeira passagem ocorreu poucos dias antes de os Estados Unidos lançarem ataques contra o programa nuclear iraniano, em junho de 2025.
Durante seu primeiro mandato (2017-2021), Trump afirmou ter cancelado uma cúpula planejada com líderes talibãs em Camp David após um ataque contra as forças americanas.



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