Imagem: Jacson Pessoa
O segundo dia do 16º Congresso Estadual de Educação do SINTERO, realizado em Porto Velho, foi marcado por intensos debates políticos, educacionais e sociais, fortalecendo o compromisso da categoria com a defesa da educação pública e da valorização profissional.
Para a presidenta do SINTERO, Dioneida Castoldi, o congresso representa um espaço essencial de fortalecimento coletivo. “A força do SINTERO está na sua base, nos trabalhadores e trabalhadoras em educação e na nossa capacidade de construir, coletivamente, caminhos de resistência, valorização profissional e defesa da educação pública. Este congresso fortalece nossa luta e amplia o debate sobre os desafios do presente e do futuro da categoria”, destacou.
A programação teve início com a aprovação da minuta do regimento interno do congresso, consolidando as bases organizativas que conduzem os trabalhos e deliberações do evento.
Na sequência, a análise de conjuntura trouxe reflexões sobre o cenário político e educacional no Brasil e em Rondônia, debatendo os desafios para a resistência da educação pública diante de retrocessos, desigualdades e ataques aos direitos sociais. O debate contou com contribuições da presidenta da CNTE, Fátima Silva, e do professor da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), Claudemir da Silva Paula.
Outro destaque da programação foi o debate sobre os impactos da mercantilização da educação pública, abordando temas como organizações sociais, escolas cívico-militares e os modelos educacionais voltados à lógica de mercado. A discussão promoveu reflexões críticas sobre os rumos do ensino médio e da educação brasileira.
As discussões também avançaram em pautas fundamentais relacionadas aos direitos humanos e à proteção social. Temas como igualdade racial, violência contra as mulheres, enfrentamento ao ciberbullying, fake news, violência contra docentes e a necessidade de políticas públicas de proteção à autoridade pedagógica ocuparam espaço central na programação.
No campo da valorização profissional, o congresso aprofundou debates sobre plano de carreira, flexibilização das leis trabalhistas, reforma administrativa, aposentadoria e saúde do trabalhador, incluindo a saúde mental dos profissionais da educação e políticas de inclusão.
Ao promover debates amplos sobre temas essenciais para a categoria, o segundo dia reforçou o papel do SINTERO como espaço de formação política, construção coletiva e fortalecimento da luta em defesa dos trabalhadores e trabalhadoras em educação.



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